Este é o meu filho

Enquanto eu fazia o jantar, o Tiago entrou pela cozinha adentro com um molho de folhas. “Olha: papéis!”, anunciou.

Começou então a mostrar-me vários desenhos que tinha feito. Quase todos simples riscos coloridos, sem formas discerní­veis.

Nada de bonecos, animais, casas, árvores ou sóis. É, aliás, rarí­ssimo ver este tipo de figuras nos desenhos dele, normalmente, cobre completamente a folha de preto.

Curioso, decidi perguntar do que se tratavam os desenhos.

A resposta veio sem hesitação: “São cérebros!”

Aos quatro anos e meio, o meu filho, em vez de casinhas, o pai e a mãe, os gatos ou um sol sorridente, desenha cérebros.

Best. Kid. Ever.

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