Pouco tempo antes do Codebits deste ano, apercebi-me que desde o primeiro que tenho participado activamente com algo.
No primeiro ano, ressuscitei, com o Nelson Martins, Os Especialistas e fizemos uma série de cartoons sobre o evento.
No ano seguinte levei a coisa mais além e fiz uma apresentação: “Webcartooning ao vivo e a cores“, onde falei sobre webcomics e desenhei uma tira ao vivo e na terceira edição apresentei, com o Gustavo Carvalho, o Pond.
Este ano, porém, o meu envolvimento foi muito mais profundo. A equipa de Design que ajudei a formar no Verão, aceitou o desafio de desenhar todo o material gráfico e a identidade do Codebits em 2010 e o resultado cumpriu quase a 100% as minhas expectativas.
O processo de criação foi fluído, a dedicação das pessoas, exemplar e a criatividade de todo o material produzido, excelente. O Codebits surgiu assim, pela primeira vez, com uma mascote – um robot, ganhou um número de edição, em numeração romana para ser mais geek e até a cara do sapo foi redesenhada apontando, talvez, um novo caminho para a própria marca online.
Com estes elementos, a equipa criou tudo, desde a decoração da fachada, até í sinalética no interior do evento, crachats, autocolantes, etc.
Foi especialmente compensador ver ‘fan art’, criada pelos participantes, que agarraram no bot e fizeram as suas próprias versões, algumas melhores ainda do que os originais.
Acho que toda a imagem foi um sucesso e que o bot do Codebits pode ter ganho um lugar no coração dos geeks.
Mas a minha participação não se ficou por aí porque este ano fiz nuclear tacos.
Depois da fantástica experiência que tivemos em Março, no Texas, a ideia de fazer nuclear tacos no Codebits foi atirada para ao ar algumas vezes, mas não foi até o Celso me desafiar, algures no fim do Verão, que a coisa começou realmente a tomar forma.
Primeiro fiz um teste, depois um segundo, alguns colegas do SAPO provaram e aprovaram. Alguns, como sempre, fizeram-se machos, mas eu dei o desconto e planeei a versão final.
No segundo dia do Codebits IV, o stress já era muito: o ingrediente principal, bhut jolokia em pó, ainda não tinha chegado, vindo dos EUA e a carne picada – 10 kg. – também tardava.
Como já parece ser comum neste evento, ‘in the nick of time’, chegam os ingredientes. Era preciso tomar uma decisão: tínhamos uma janela de oportunidade para fazer os tacos antes do jantar e as pessoas estavam visivelmente entusiasmadas; o Celso deu o ok e avançámos a todo o vapor.
Formou-se uma equipa que, nunca tendo cozinhado junta antes, trabalhou com uma eficiência que me deixou boquiaberto.
O Fernando Afonso, Filipe Penedo, Pedro Correia, Marta Fernandes, Gustavo Carvalho e David Ramalho alinharam-se na bancada e trabalharam como uma unidade coesa. Rapidamente, o primeiro batch estava na frigideira e algum tempo depois, a Paula Valença juntou-se-nos para fazer a versão veggie.
Pelo meio, provavelmente mais alguém ajudou; a cozinha fervilhava de actividade e quando eu juntei os primeiros dois pacotes de jolokia í carne, fervilhou de tosse e lágrimas.
Puseram-se as máscaras e o trabalho continuou. Os repórteres tentavam estoicamente acompanhar o processo, mas os vapores do picante lançaram toda a gente em ataques de tosse violenta.
Com tudo disposto em cima de uma mesa, começaram a entrar as primeiras pessoas; todos tiveram que assinar o termo de responsabilidade e praticamente toda a gente teve direito a um taco.
Toda a gente, claro, dos que se atreveram. Infelizmente, duas ou três pessoas ficaram de mãos a abanar, mas quem provou teve direito í experiência que é comer um nuclear taco.
Tirando um ou outro valentão, a maioria das pessoas suou, chorou e alguns tiveram mesmo os famosos incontroláveis ataques de soluços.
Mais um gigantesco sucesso num Codebits que foi, todo ele, um êxito.
Aqui fica um vídeo que já correu a net, só para mais tarde recordar.