República Monárquica

Esta é uma daquelas semanas em que segunda-feira é dia dois e depois todos os dias batem certo com o nome do dia da semana, o que facilita um pouco a vida de quem normalmente não sabe que dia é.

Hoje é dia da Implantação da República. Somos uma República desde 1910, há portanto 90 anos. O que é miseravelmente pouco em termos históricos. Neste dia “celebrativo”, terei que deixar algumas notas essenciais sobre a minha visão de regimes de governos.

Ora vejamos…

Somos uma República, temos um governo republicano, um Presidente da República e o nosso nome oficial é “República Portuguesa” ou “República de Portugal”, não sei ao certo. Então vamos analisar uma pergunta muito simples: “Como é possí­vel ainda existirem tí­tulos nobiliárquicos no nosso paí­s?”.

Pensemos nisto. Temos um D. Duarte, Duque de Bragança, Herdeiro do Trono. Ora… correct me if I’m wrong… eu tinha ficado com a sensação que não há trono nenhum.

OK, eu compreendo… se algum dia voltarmos a ser uma Monarquia, há que manter a linhagem para sabermos afinal quem vai ser o filho da mãe absolutista que se vai sentar na cadeira, o que eu não compreendo é como é que numa República essas pessoas são apresentadas pelo tí­tulo. Isto não me parece congruente.

Se encontro o cidadão Jorge Sampaio na rua, posso dirigir-me a ele como “caro concidadão”, embora provavelmente “Sí´ p’res’dente” seja mais comum. Agora nunca me passaria pela cabeça encontrar o chamado D. Duarte e trata-lo por “Dom” ou por “Senhor Duque”. Para mim não existem Duques… sobretudo porque sinceramente nunca aprendi que o paí­s seja dividido em Ducados.

E se esse senhor é o suposto herdeiro do eventual trono, ainda podemos condescender í  sua Real Pesporrância, mas outros senhores existem que são apenas conhecidos pelos seus tí­tulos falsos, como o Marquês disto e daquilo ou o Conde de não sei onde.

O povo gosta disto. Não sei porquê, mas gosta. Toda a gente adora a monarquia, é uma espécie de passatempo nacional. Ainda mais incrí­vel são os putos do Duarte, que todos chamam de “infantes”. Ora porra, vão-se mas é lixar! Recuso-me a aceitar que vivamos numa República que se dobra e baixa as calças í  Monarquia. É como que um medo latente… se um dia os sacanas dos monárquicos tomam o poder, é melhor que demonstremos a necessária subserviência, tratando os miúdos de 2 anos por Dom Isto e Dom Aquilo, para ver se não vamos parar í  forca.

Não compreendo como é que nesta altura ainda se considera apelativa a ideia de totalitarismo polí­tico… E sinceramente acho ainda mais degradante para a Monarquia, continuar a aceitar ser um espectáculo público de paí­ses que são, essencialmente, Republicanos, mas que mantêm os seus prí­ncipes e reis como fantoches ridí­culos a viver de amplas fortunas e a produzir o ocasional escândalo para vender Holas.

Obviamente que a humanidade ainda está muito longe de estar preparada para a Anarquia, um modelo de governo verdadeiramente utópico. Sobretudo quando falamos de uma humanidade que liga anarquia e caos na mesma frase e que se recusa a compreender a anarquia como um sistema harmonioso e equilibrado de verdadeira cooperação humana.

Nada esteve tão perto deste conceito como a Internet e embora isto pareça ter pouco a ver com o meu discurso í cerca da monarquia, eis a ligação: a mente monárquica representa o exacto oposto da mente “internética”. A monarquia está marcada por todos os erros governativos da humanidade, desde o absolutismo polí­tico até í  união de religião com estado e a Internet no seu todo, com todas as possibilidades que integra é provavelmente o topo da liberdade individual.

Venham dizer-me que hoje em dia a Monarquia já não é absolutista, opressiva, religiosa… então não é Monarquia, é palhaçada… mas lá que vende Holas…

E agora, permitam-se um rude exagero estilí­stico:

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Acordo verbal para novo escritório

Fui até Setúbal hoje para rever a nossa escolha para escritório. Revimos e continuamos convencidos. O espaço é amplo, open space, está em bom estado e tem grande potencialidade. Também já nos foi dada autorização para fechar a varanda, o que adicionará mais 60 metros quadrados. Mas não devemos fechar já, não só porque não precisamos já do espaço, como porque fica em mais de mil contos. É mesmo uma grande varanda. A vista, que eu achava ser de 180 graus deve ser mais para os 270 graus… ou mais. Estava um dia limpí­do e como já sabemos “on a clear day, you can see forever…”

Fizemos um primeiro acordo de interesse verbal, por assim dizer e obtivemos uma proposta de contrato de arrendamento que enviámos ao ADSS para revisão.

A zona circundante do escritório é um pouco manhosa, mas não se pode ter tudo.

Tivemos uma longa reunião em casa do Pato sobre as mais diversas coisas, desde obras a material de escritório e estamos todos sintonizados. Espero que corra tudo bem para a nitro ter finalmente um HQ.

Zarpei de volta a casa ao som de êxitos disco e early eighties, nada melhor que um bom “Ring My Bell” ou “…first I was afraid, I was terrified, kept thinking I could never live without you by my side…”. Sensacional.

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Linux que crasha

Estamos finalmente em Outubro e a aproxima-se velozmente a minha parte preferida do ano, a saber: o Inverno.

Hoje tivemos cá o Cunhado. Jogou-se Soldier, jogou-se No One Lives Forever (demo) e instalou-se Linux. Não correu assim muito bem, infelizmente e agora tenho um Linux que faz uma coisa que eu nunca tinha visto um Linux fazer: crasha.

Sim, crasha. Se deixo o computador ligado a noite toda, quando volto está crashado. Deve haver qualquer coisa no hardware que está a dar chatice e é preciso resolver. Mas até lá, devo dizer que adoro o Gnome. Trabalhar num interface assim é uma maravilha e com o Enlightnement ainda é melhor. Basicamente é tão customizavel, tão funcional e tão graficamente bem feito que mete nojo como é que o Windows é o MacOS, ao fim de tantos anos, ainda não roçam sequer aquele ní­vel de sofisticação (de uma coisa com pouco tempo de existência…).

Às oito e meia fomos ao Italiano jantar. Maravilha. O Cunhado optou pelo fetuccine desta vez e eu fiquei convencido, da próxima vez é fetuccine para mim também. De resto comi caneloni e no fim partilhámos uma pizza só nós os dois, porque a Dee já não conseguia engolir nem mais um pedacinho de carne picada.

Voltámos para o Linux, que ainda durou até í s 3 e depois xonex.

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X-Men rule the world

Fui com a Dee para Setúbal hoje. Fomos ter uma reunião da nitro que correu muito bem, mas agora vou começar a ser um bocado escasso nos pormenores para não “dar azar”. Não, eu não sou supersticioso, só não gosto de me arrepender das coisas que digo, acontece com demasiada frequência…

Demos um salto ao Jumbo e fomos ver o X-Men. Eu sou fanático, acho que já tinha dito.

Mas tentando ser imparcial, este é um dos melhores filmes de super-heróis que já vi e também um dos melhores filmes de acção dos últimos tempos. É que conseguimos ver toda a primeira parte assistindo a apenas uma explosão. Não há tiros, mas também para tipos que conseguem dobrar metal, ler mentes ou provocar tempestades, acho que não são precisas armas. :)

O filme começa muito bem, de uma forma invulgar para este tipo de filmes e que deu logo uma nota positiva (spoiler follows…). Inicia-se num campo de concentração nazi onde o futuro Magneto é separado dos pais e começa a manifestar a sua capacidade de manipular metais. Isto parece pateta, mas a fotografia deste pedaço de filme está muito boa e o facto de tentarem dar um background credí­vel aos personagens é o que faz deste filme, um filme diferente dos outros do género.

Já o Batman do Tim Burton tinha esta qualidade, não era simplesmente um gajo que mata toda a gente, anda de mota, dorme com tipas e passa 80% do filme em câmara lenta.

Os efeitos, porque estes filmes também vivem dos efeitos, são muito bons, mas o melhor mesmo é que são muito bem aplicados, o Cyclops poderia disparar 500 rajadas dos olhos e destruir pontes e edifí­cios, mas no filme todo é capaz de disparar umas… quê… cinco vezes? E em todas se justifica. A ênfase foi posta na Rogue e no Wolverine para mostrar um pouco esta faceta que os X-Men sempre tiveram de que ser super-herói não é necessariamente uma coisa óptima.

Os actores… muito bem escolhidos! Temos o Patrick Stewart que faz um Charles Xavier perfeito, nem imagino quem mais poderia ser. O Ian McKellan dá o toque necessário de nobreza e de loucura ao Magneto. E só o facto do filme ter estes dois actores já praticamente bastaria. Mas todos os outros estão muito bem adaptados. Não digo que sejam actores fabulosos, alguns deles mal dizem uma palavra o filme todo, mas estão muito bem escolhidos.

Gostei especialmente do tipo que faz de Wolverine, que até mete impressão… se fosse mais parecido com os desenhos e com a ideia que tenho do Wolverine IRL começava a desconfiar que ERA MESMO o Wolverine :) Adorei o pormenor de lhe terem mesmo posto o cabelo em bico.

A tipa que faz de Jean Grey é outro caso, muito, mas muito parecida com a ideia que eu tinha da Jean Grey e vai dar uma Phoenix absolutamente fabulosa em futuros filmes, quase de certeza.

Só tive pena de não incluí­rem o Night Crawler e o Colossus, outros dos meus preferidos X-Men, mas não se pode ter tudo. De resto adorei pequenos hints, como o Bobby que fala com a Rogue numa aula, que nós sabemos perfeitamente que é o Iceman da equipa original dos X-Men e anterior í  Rogue, mas não choca minimamente essa pequena alteração, pelo facto de darem aqueles hints ao pessoal.

Portanto vale a pena e para quem seja fan dos X-Men então vale MESMO a pena, a fidelidade í  BD é tão grande que não há a mí­nima desilusão possí­vel.

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X-Men and stuff

Custa a acreditar que já seja sexta-feira.

Hoje estreia em Portugal o X-Men. Não me vou pronunciar desde já sobre o filme. Posso apenas dizer que não estou mal impressionado. Para já pela escolha de personagens, não foram para os “novos x-men” que ultimamente aparecem nos comics, nem para os x-men de fatos folclóricos da altura em que eu comprava todas as edições dos “fantásticos x-men”. Há uma mistura saudável de elementos que me parecem bem apanhados. Gostei de ver que incluí­ram a Jean Grey, mas não ainda como Phoenix, ao mesmo tempo que já incluem a Rogue, que como sabemos só surgiu na série já depois da Jean ter morrido como Phoenix.

Espero que em filmes futuros possamos ver “The Dark Phoenix” que é simplesmente um dos mais geniais épicos de comics Marvel que alguma vez já li.

Tenho pena que a selecção dos personagens a incluir não se tenha estendido ao Colossus e ao Night Crawler, dois dos meus X-Men preferidos, mas não se pode ter tudo… e suponho que um homem azul, com cauda pontiaguda, dois dedos nos pés e três nas mãos com a capacidade de se colar í s paredes e de se tele-transportar e outro com a capacidade de transformar a pele em aço fossem já efeitos especiais a mais para um só filme.

Estou ansioso para ver e espero não levar banhada.

…claro que nem vou dizer nada sobre o x-men preferido de muita gente, o Wolverine. :)

Hoje cedo estive com o ADSS e fomos inclusivamente almoçar fora. Foi muito giro, poucas coisas se comparam com conversar com o ADSS que é um tipo extremamente curioso e com quem sinto uma confiança estúpida em contar tudo, porque ele é meu advogado :)

Estou a brincar, claro. Mas gosto muito de conversar com o ADSS e saber as últimas.

Depois parti com o Godfather para Lisboa, para a Máquina de Estados. Tivemos uma conversa com o Cunhado sobre as novas portentosas máquinas para a nitro, nomeadamente Thunderbirds… Vai ser uma maravilha. Vamos montar no novo escritório um server Linux, a falar com toda a gente, uns Thunderbirds (quem não sabe, um Thunderbird é um processador da AMD, da famí­lia Athlon, a 1 Ghz) e uns Durons, discos brutais… falou-se de Sony Wide 24″, que estão a módicas 400 mocas, mas vamos ainda considerar, afinal temos que jogar quake nas melhores condições.

Para isso é que também vêm as novas nVidia GeForce 2.

O Cunhado depois deu uma aula de objectos em Perl que nós aproveitámos para ouvir, jogou-se algum Soldier of Fortune e depois de chegar a Kat e a Dee fomos até ao Café Alegria, na Praça da Alegria, que aconselho desde já.

De seguida, back home, com uma SuSe 7.0 debaixo do braço, para instalar no Domingo. Jantar de bife, que já lá iam uns meses sem jantar, depois trabalho na Caixagest :(

Finalizei com um Quake ou dos, que já não jogavamos ao tempo. Bom fim de semana.

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