Chestburster much?

Saí­ ao princí­pio da tarde para uma reunião, sobre um site para uma sociedade de advogados. ADSS, acho que vamos fazer uns sites para uns colegas teus ainda antes do teu, por este andar ;)

Depois passei no Chiado, com o Tritão e comi a habitual sandes de bacon com ovo, passei depois na Fnac e trouxe o Rainbow Six, agora que finalmente está a preço amigável. Já é um bocado antiquado, mas é um que sempre quis jogar.

Cheguei a casa um bocado enjoado, fiz um bife para a Dee e depois de andar aqui e ali, a ver um pouco de tv e a passear pela casa, resolvi sentar-me a jogar um pouco de Rainbow Six, para experimentar. Confirmei que é de facto um pouco antiquado em vários aspectos, como o som e os gráficos, mas também que é um bom desafio e um bom jogo de estratégia realista, como eu gosto.

Foi nesta altura que me começou a doer o estí´mago. Já estava um bocado enjoado, portanto resolvi levantar-me e ir í  casa de banho, just in case. As dores começaram a aumentar e eram muito estranhas, não me lembro de ter sentido aquilo antes.

Bom, alguns minutos depois estava a vomitar, com umas dores de estí´mago excruciantes. A Dee ligou aos meus pais que se puseram a caminho, entretanto vomitei mais umas vezes, no total de cinco. Já não vomitava nada há muito tempo. O pior é que as dores não passaram.

Os meus pais chegaram e trouxeram-me alguns medicamentos, a Dee fez-me um chá e eu continuei durante um bocado, numa cena algo Pedro Almodóvar, agarrado í  sanita a gritar, cada vez que parecia que me ia saltar um alien pela barriga fora, toda a gente a olhar para mim a ver o que acontecia a seguir. A coisa acabou por melhorar um bocado, deitei-me com um saco de água quente no estí´mago, para ajudar a relaxar e pronto, fiquei assim.

Voltei ainda a ter mais dores uma ou duas vezes, mas já não tão violentas. Por volta das três e tal da manhã tirei o saco, despi-me e consegui dormir.

E pronto, uma noite agradável. Acho que nunca mais volto a comer sandes daquelas, independentemente de ter sido disso ou não.

 

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Placebo no Coliseu

Hoje passei um domingo relativamente calmo, í  espera que fosse altura de ir para Lisboa. Saí­, com a Dee, por volta das sete e meia, deixámos o carro na rua onde mora o ADSS e fomos a pé para o Coliseu, que é ali perto, para assistirmos ao concerto dos Placebo.

Entrámos e sentámo-nos no chão, como habitualmente e tive quase de imediato um desconforto brutal, sentado no chão, rodeado de dezenas de putos de 16 anos a enrolar charros.

Não se vale a pena iniciar um grande discurso sobre este assunto. A verdade é que nunca gostei de adolescentes, mesmo quando era adolescente. Odiava os meus colegas de escola e as suas atitudes padronizadas que cabiam tão bem nas descrições dos livros de psicologia. Estar ali no meio daquela putalhada toda fez-me sentir mal.

Há coisas para as quais já não tenho paciência.

O concerto começou com os Sneaker Pimps, que conhecia apenas por alto, sabia que costumavam ter uma tipa a cantar que entretanto tinha saí­do da banda, tornando-a um pouco menos interessante. Mas por acaso até gostei, teve a sua piada.

Por esta altura já umas miúdas faziam cornos com os dedos de ambas as mãos, cruzando os pulsos acima da cabeça, provavelmente aquilo terá alguma espécie de efeito.

Já para o fim da actuação dos Sneaker Pimps, comecei a compreender porque é tão importante ensinar que as artes marciais devem ser usadas para defesa. O potencial malévolo de um qin na ou de uma garra de tigre í  garganta, ou de uma garra de grou aos rins é fenomenal. Todo o tempo tive que tentar não pensar muito nisso, imaginar a alhada que seria se tivesse mesmo resolvido desancar o tipo que a meio do concerto resolveu meter-se í  minha frente, não parando, ainda assim, de olhar para as bancadas em vez de para o palco. Se estava interessado na bancada, porque raio é que não se pirava para lá?

Passou. O concerto dos Pimps acabou e tivemos um intervalo. Um intervalo tão grande que se estava a tornar insuportável. Entretanto as pessoas iam falando sobre os concertos dos “Smashing”, dos “Guano” e mesmo dos “Sneaker”, mantendo viva a antiga tradição nacional de abreviar o nome das bandas usando sempre o adjectivo e não o substantivo, como seria mais lógico, portanto os “Pumpkins”, os “Apes” e os “Pimps”. Eu compreendo a facilidade, eu próprio por vezes digo os “Red Hot” enquanto logicamente, deveria usar os “Chilli Peppers”, mais uma vez, o adjectivo usado em vez do substantivo. Mas em determinados settings as coisas soam sempre pior.

Já estava quase a espumar enquanto um idiota tentava impressionar a namorada explicando que o Brian Molko usava uma rack, que era um conjunto de pedais. Uma rack não é um conjunto de pedais, aliás, uma rack, é apenas isso mesmo, rack, prateleira, estante… serve para montar os aparelhos, nomeadamente as “rack-mounted units”, podem ser servidores, ou processadores de efeitos de instrumentos musicais, que podem ser controlados por pedaleiras.

Será que isto interessa minimamente? Provavelmente não.

Começou finalmente o concerto dos Placebo. Eles entraram a abrir e eu nem ouvi sequer as três primeiras músicas. Não faço ideia quais foram. Toda a gente começou a saltar e de repente estava no meio de um mosh gigantesco, quase que fui ao chão duas ou três vezes, enquanto tentava manter-me de pé e impedir que algumas miúdas pequeninas fossem completamente esmagadas. Nesta altura já nem fazia ideia onde estava a Dee.

Foram as Doc Martens que me ajudaram um bocado, primeiro porque não senti nem uma pisadela, depois porque fiquei a dada altura com o pé preso e só não torceu completamente graças ao cano da bota (que me tinha lembrado de apertar até acima, felizmente) e depois porque quando me passei com aquela história toda, o efeito biqueirada com ponta de aço foi bastante eficaz. Deixaram-me mais ou menos em paz e cnoseguir avançar até chegar í  Dee, que tentava, sem sucesso, fotografar a banda.

Ela acabou por decidir sair dali, afasta-mo-nos para um dos lados da sala, completamente encharcados em suor.

Acabámos por ver o concerto bastante bem, sem nos chatearmos demasiado. No entanto não posso dizer que tenha gostado. Peço desculpa, se pareço um secas, velho, mas não fiquei com vontade nenhuma de voltar a um concerto de rock outra vez. O público a gritar mais alto que os músicos conseguem tocar, não é a minha ideia de um bom concerto, quando não consigo perceber que música está a ser tocada porque o som dos pés a saltar sobre a madeira do chão do coliseu é mais alto, então sinceramente prefiro ir para casa e por um CD a tocar.

Nem todos os concertos são como os do Jethro Tull, em que estive sentado duas horas a ver e ouvir uma das minhas bandas preferidas a tocar. Mas também não acho que os concertos tenham que ser como este. As pessoas adoraram. Os jornais adoraram. Aliás, adoraram ser adorados. À saí­da, os comentários eram “eles curtiram-nos bué”, que é como quem diz, eles vêm cá dar show para nós e nós estamos aqui para dar show para eles. Os jornais todos referem como o público foi magní­fico.

Deu para perceber: o importante é ser um bom público, não interessa se ninguém está ali para ver um concerto, mas apenas para suar, levar pontapés e gritar o mais alto possí­vel para que não se oiçam quaisquer pensamentos, o que interessa é que a banda diga “you’re a great audience!”.

Sabem que mais? Bah.

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Crouching Tiger, Hidden Dragon

Depois de vacilar um pouco, ontem, acabei por decidir ir ao Gongfu. Deitei-me razoavelmente cedo e deixei o saco preparado. Às cinco da manhã a Amarela pí´s-se í  porta do nosso quarto a miar feita parva. É insopurtável, anda a fazer isto todos os dias, não se consegue descansar. Fiquei tão chateado que não voltei a dormir.

Adormeci já depois das oito e meia, graças í  Dee que é especialista em acalmar-me e acabei por ficar em casa a dormir. Acordei depois do meio-dia com dores de cabeça. Que simpático.

O Cunhado veio para o gongfu e depois do fim da aula veio cá ter a casa. Estava completamente podre da aula, que foi das violentas… corrida, saltos, cambalhotas, posições, etc, etc.

Saí­mos e fomos almoçar ao Nevada. Não estava mau, mas fiquei bastante maldisposto, não sei porquê. Enfim, acabou por passar.

Partimos para Lisboa, no carro do Cunhado, e depois de termos que evitar uma estúpida manif da CGTP que lixou completamente o trânsito no Marquês e na Avenida, estacionamos perto da Máquina e metemo-nos no metro para o Saldanha.

Comprámos bilhetes, bebemos um café e depois fomos ver o “Crouching Tiger, Hidden Dragon”, gostava de saber como se chama em chinês, mas não sei. O filme é muito giro. As cenas de gongfu são lindas e as paisagens são absolutamente fantásticas. As partes em que eles voam pareceram-me bastante forçadas e o facto de ter que ler as legendas estragou um bocado o ambiente do filme.

Ainda me pareceu que as legendas eram já tradução da tradução para inglês, o que me distraiu ainda mais. Fiquei a adorar ainda mais a lingua chinesa (mandarim, neste caso). Será que há algum sí­tio onde se possa aprender chinês por cá?

Apanhámos o metro, deixámos o Cunhado na Praça da Alegria e fomos até í  Hí¤ggen Dí¤zs para a Dee comprar dois baldes de Strawberry Cheesecake. Passámos também na Fnac e eu comprei o DVD do “Seven”, special edition com dois discos, um só de extras. Fiquei um bocado preocupado, um dos extras é o final original do filme que depois foi susbtituí­do pelo final que vimos no cinema e que, para quem se lembra, é um final sensacional… nem imagino o que seria o final original, se calhar uma bela tanga. Vou ver quando puder meter o DVD e passar umas horinhas a vegetar em frente í  TV. A Dee trouxe um CD e fomos para casa.

Vegetámos em frente í  TV, mas não a ver o Seven… vimos o Big Train, o Stand up Show e provavelmente mais umas coisas que já nem me lembro.

Depois, camex. Certifiquei-me que fechava o estore até abaixo para não sermos acordados pelo sol e fechámos as gatas na cozinha… :)

 

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Coisas a funcionar

Fui de manhã ter com o Cunhado í  Máquina, onde ele já tinha montado o computador da Dee. Eu tenho uma longa história de problemas com computadores e já começo a encaixar na teoria de que as pessoas influenciam positiva ou negativamente os computadores. Portanto o Cunhado montou o computador antes que eu chegasse para que nada corresse mal :)

Partimos para Setúbal no VW do Cunhado, que é uma maravilha, um Polo, e que me faz ter pena do me Punto.

O dia foi bastante produtivo, o Cunhado pí´s o sistema de backup em Dat do Masmas a funcionar e o fax também, além de ter resolvido alguns problemas com mail relay. Já temos, portanto, fax, no 265 548 018.

Viemos embora relativamente cedo e combinámos ir ao Gongfu amanhã.

 

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Estágio de Meditação e Qigong 2

Hoje foi o segundo (e último) dia do estágio de Qigong com o Mestre Yang. Tivemos hora e meia de teoria de manhã e depois passámos para o ginásio, onde fomos fazer alguns exercí­cios de Qigong.

A parte mais estranha destas aulas é quando começamos experimentar coisas que nos parecem incrí­veis, através dos exercí­cios mais simples do mundo. Não nos sentamos em posição de lótus, torcendo a cabeça para trás com os braços entrelaçados, não nos colocamos de pernas para o ar, nem pomos pernas atrás dos ombros.

São coisas infinitamente mais simples e quando pensamos para nós próprios “qi, o raio… qual qi, qual quê”, sentimos qualquer coisa estranha. Parece que o nosso próprio corpo não participa do nosso cépticismo. Senti-me muito bem.

Aprendemos muitas coisas hoje. Coisas diferentes das que aprendemos ontem, mas muito interessantes também. Fiquei a perceber que o corpo pode ser regulado das maneiras mais estupidamente simples do mundo, como abanar os braços para trás a e para a frente, todos os dias, durante vinte minutos, ou ficar numa determinada postura durante cinco minutos.

Também percebi que meditar é uma coisa complexa e difí­cil. Obviamente, como ocidental, tinha outra ideia, uma que acho que anda muito para aí­, como é fácil chegar ali, sentar numa determinada posição, dizer “om” durante duas horas… não dá, não pode ser assim. Como o Mestre explicou, os primeiros tempos de meditação, a tal regulação da respiração, em que não fazemos mais nada que não tentar regular e aprofundar os nossos ciclos respiratórios, é uma altura de limpeza, de recordação e conciliação. Uma espécie de terapia. Pode levar seis meses, pode levar um ano, dois ou três. Não interessa, o processo da meditação é tão longo e difí­cil que praticamente não serve para pessoas que vivem no nosso mundo, que esperam que a meditação lhes seja entregue num pacote, por exemplo, numa cassete, ou num site, como eu já fiz. Fiquei a perceber como isso é ridí­culo.

Nada como aprender qualquer coisa.

Este pequeno curso também sublinhou uma ideia que já tinha há algum tempo e que, curiosamente, o Cunhado também adquiriu agora: há por aí­ muita porcaria, muitas escolas da treta, muitos gurus de plástico, marca registada, made in “fui uma vez í  í­ndia e sei tudo sobre o nirvana”.

Bom, acabado o estágio viemos embora e eu fui com a Dee para casa dos meus pais. O meu pai faz hoje anos, eeeeeeh happy birthday. Saí­mos para jantar no chinês e eu senti-me estupidamente mal disposto… a minha mãe acabou por ter que ir comigo a casa, dar-me um Motilium, bendito medicamento. Voltámos para o restaurante e eu senti-me melhor e ainda jantei.

Regressámos a casa dos meus pais, estivemos um bocado, demos as prendas ao meu pai e conversámos. Depois, casa, ainda fui acabar umas ilustrações e depois, dormir.

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