Estágio de Meditação e Qigong 1

Primeiro dia do estágio, ou seminário, como lhe quisermos chamar, sobre Meditação e Taiji Qigong, com o Mestre Yang, Jwing-Ming, fundador da Yang’s Martial Arts Association, a escola internacional de artes marciais chinesas que frequento.

Depois da festa de ontem, foi um pouco complicado levantar í s sete da manhã hoje. A manhã constou de três horas de teoria sobre meditação. Começámos í s nove.

As coisas que ouvimos foram todas um pouco incrí­veis. No entanto, a maneira como o Mestre Yang expõe as teorias antigas, juntamente com factos cientí­ficos modernos ou com as suas próprias teorias, faz com que nunca seja completamente possí­vel pensarmos que estamos a ouvir um qualquer hocus pocus esotérico sem sentido.

Não, as coisas fazem sentido. E bastante. A aula deu-nos, no mí­nimo, muito em que pensar.

Saí­mos por volta do meio-dia e fomos acordar a Dee, que ficou com ar de muito poucos amigos, porque não estava nada í  espera que nós aparecessemos. Saí­mos rapidamente para almoçar no chinês (que apropriado) e depois voltámos e jogámos um bocado de Team Arena. Isto porque o seminário só recomeçava í s quatro da tarde.

Partimos novamente para o Feijó, onde fica o complexo municipal dos desportos. A segunda parte constou de mais três horas de teoria. Desta vez sobre a pequena circulação. Esitvemos a aprender como podemos circular o nosso Qi pelo vaso da concepção (pela frente do corpo) e pelo vaso da governação (pelas costas), de maneira a aumentar a largura de banda desses dois vasos para podermos circular mais Qi. Melhor, como podemos circular o Qi mais depressa, para que um ciclo da pequena circulação, que acontece normalmente a cada 24 horas, aconteça apenas num ciclo de inspiração/expiração. Confusos? Nós também.

A certa altura começa a ser cada vez mais complicado seguir as teorias do Qigong. Bom, se o nosso corpo funciona a electricidade, então essa electricidade tem que circular. Chamamos qi a essa electricidade (lê-se tchi) e basicamente o que estamos a tentar compreender é que é possí­vel saber por onde está a circular e alterar essa circulação, através da regulação. Regular a respiração, regular o corpo, regular a mente, regular o qi, regular o espí­rito.

Isto é muito complicado de explicar. Por isso alguns são Mestres e outros, como eu, estão sentados a tentar perceber e encaixar todas estas ideias. Aliás, nem me sinto muito í  vontade a falar do assunto, ou a escrever sobre o assunto, porque já sei o que parece a pessoas de fora… parece que a seguir vou sacar dos cristais mágicos ou da bola de cristal e começar a recitar cânticos a esfregar ervas na cabeça para que o meu magnetismo entre em sintonia com o Universo… enfim, gostava de conseguir explicar que não tem nada a ver com isso.

Nada disto é esotérico, mágico ou oculto.

No fim, percebemos que ninguém vai sair dali para ir meditar. Antes de mais tem que se passar por uma fase de regulação. Temos que aprender a regular a respiração, até não ser preciso regular. A chamada “regulation of no regulation”. São seis meses de treino diário de 30 minutos, de respiração. Começa-se com a respiração Budista, ou Respiração Abdominal Normal. Consiste em inspirar fundo, deixando que o abdomen se expanda e expirar fundo, deixando que o abdomen se retraia. Parece fácil, mas não é. Aliás, tem mais pormenores, mas isto é um diário, não um site sobre qigong. :)

No fim do dia estávamos todos muito podres, fomos para casa. Dormi cedo.

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Festa de aniversário do cunhado

Dia de trabalho no escritório. Aos poucos começamos a habituar-nos í quele sí­tio. Claro que a vista fabulosa contribui para a habituação e a luz que dá ali de manhã é mesmo muito agradável.

Voltei um pouco mais cedo e fui í  Bella Napoli, no Pragal, encomendar oito pizzas, depois de ter encomendado cinco lasagnas no La Traviatta, pelo telefone. Safei-me mais ou menos a levar aquilo tudo para o carro e parei em casa para levar a Dee. Partimos para Lisboa, subindo as ruas com 95º de inclinação que vão dar a casa do Cunhado e estacionamos o carro ao mesmo tempo que o resto do pessoal estava a chegar noutros dois carros. Foi óptimo, porque ajudaram-nos a levar aquelas caixas de pizza e embalagens de lasagna todas para cima, na dantesca escada do prédio do Cunhado, onde simplesmente não há luz e não se vê a ponta de um corno í  frente do nariz. Usei o telefone para iluminar muito vagamente os degraus, mas praticamente não serviu de nada.

A festa foi porreira, divertimo-nos todos bastante. Eu adorei especialmente a prenda que os outros deram ao Cunhado, uma máquina de café Krups, completamente automática. Carrega-se num botão e ela mói o café, compacta (duas vezes) e tira uma bica perfeita. A máquina é linda.

Bebi cinco cafés, não só por serem bons, mas por serem tão fáceis de tirar.

Viemos embora pouco depois do ADSS e um pouco antes do resto do pessoal, sobretudo a pensar que amanhã começa o estágio com o Mestre Yang onde temos que estar um bocado antes das nove da manhã para trocarmos de roupa.

 

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Calças e flash

Dia de reunião matinal. Nada de especial, como sempre. Acontece cada vez mais esta situação estranha em que um representante do marketing vem falar connosco sobre o site da empresa e depois a reunião torna-se extremamente inútil porque eles nunca sabem nada e nunca conseguem responder a nenhuma das nossas perguntas. Ficamos sempre de mandar um mail com as ditas perguntas para eles responderem por mail… ora… parece-me que podí­amos todos poupar imenso tempo e dinheiro fazendo logo a troca de perguntas por e-mail.

O nosso paí­s tem um problema com as reuniões que em três anos de ir a várias por semana não só não vi resolvido, como me parece que o vi piorar. As reuniões raramente são esclarecedoras, raramente são decisivas e raramente são com as pessoas certas. Pelo menos na nossa área… não sei como será noutros negócios.

Adiante.

Depois da reunião dei um salto com o Tritão í  Marcial Artsport, em Alvalade, onde fomos comprar umas calças Dragon Gi, pretas, para o Gongfu. Aliás, o Tritão foi comprar umas para ele e eu fui comprar umas para o Cunhado, já que estava ali e ele não tem muita disponibilidade para lá passar.

Fomos ainda ao Colombo, onde almoçámos, na Portugália lá do sí­tio e onde procurámos comprar o Flash 5. Não havia Flash 5 em nenhuma das lojas onde procurámos, vamos obviamente encomendar, que era oq ue já deví­amos ter feito… não sei de onde nos veio esta ideia de comprar software em lojas.

Bom, aproveitei para comprar um novo telefone, um Nokia 3310, porque o Ericsson morreu no fim da semana passada. O novo telefone parece-me ok e não foi especialmente caro.

Numa passagem pela Fnac descobrimos ainda que o novo livro do Astérix já tinha saí­do e tanto eu como o Tritão trouxemos uma cópia.

No regresso passámos um cambista e comprámos uns dólares para pagar as nossas quotas da YMAA.

 

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Parabéns Cunhado

Hoje foi dia de aniversário do Cunhado. Parabéns e tudo o mais.

Ele veio cá ter ao fim da tarde, assim como o Tritão e fomos para o Gongfu. As aulas estão a ser cada vez mais leves e mais técnicas para o pessoal que vai a exame. Eu não vou a exame, embora já esteja lá há ano e meio. Tenho pena, mas também não me parece que esteja minimamente preparado para um exame, resultado de ter que faltar a tantas aulas.

Estivemos a fazer posições e fighting forms e na quinta fighting for levei um soco mesmo em cheio no olho, do Tritão. Nada de especial, mas na altura doeu e ainda ficou inchado um bocadinho.

Saí­mos do gongfu e fomos para casa dos meus sogros, excepto o Tritão, que voltou para a sua Pinhal Novo City. A Dee já lá estava (aliás, há bastante tempo) e fomos jantar e cmoemorar o aniversário do Cunhado.

Depois ele ainda passou por nossa casa para vir buscar o capacete e foi-se embora.

 

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Buggered if I know

Acordei í s oito, para o primeiro dia de trabalho no escritório da nitrodesign. Pode dizer-se que foi dia de inauguração. Parti para Setúbal e, como sempre, embora seja o que vive mais longe (40 km de distância), fui o primeiro a chegar, uns minutos antes das dez. Tinhamos combinado entrar í s 10, precisamente. Lá para as dez e vinte chegou o Pato, logo seguido do Tritão.

Foi um dia normal de trabalho. Bastante produtivo, por sinal. É muito estranho, na verdade. A empresa faz três anos no próximo dia 5 de Maio e nós os três nunca trabalhámos juntos fisicamente. Como é que é possí­vel? Bom, é bastante possí­vel e se em alguma coisa podemos dizer que tivemos sucesso foi em provar que o teletrabalho funciona de facto.

Trabalhei o dia todo em problemas de e-mail (não sem chatear o Cunhado várias vezes, claro) e, principalmente, numa maquete, a tal que não me corria bem no domingo. Ficou feita hoje.

Querí­amos sair í s seis, coisa que não aconteceu obviamente, mas um pouco antes das nove estavamos a caminho de casa.

Foi um óptimo dia, vejamos o que o futuro nos reserva no trabalho em conjunto.

Passei por casa dos meus pais para eles me darem a carta que amanhã vou entregar ao Alergologista com quem tenho consulta. Conversámos um bocadinho e depois voltei para casa para acabar de de ver o The World is not Enough em DVD, que a Dee tinha alugado. Acho que os filmes do Bond já me aborrecem um bom bocado, mas pronto, este vale pelas diversas cenas da Denise Richards em camisolinhas que aposto que a mãe dela não a deixaria usar, se soubesse.

Quando vim ver o meu mail pessoal reparei que o Tony me tinha enviado uma mensagem a avisar que o meu artigo para a YMAA estava online no site. Se por acaso tiverem curiosidade, podem ler o texto, chama-se “Relearning How to Walk“, é uma pequena metáfora sobre o quão difí­cil é adaptarmo-nos ao Gongfu.

E pronto, uma coca-cola, umas tostas mistas e mais uma página deste diário, que se precipita vertiginosamente para o fim do seu terceiro ano de existência online. O que raio me reservarão os próximos três… como diria o Vivian Stanshall, no final da parte dois do “Tubular Bells”, versão completa (apenas disponí­vel para alguns fanáticos de Mike Oldfield)… “Buggered if I know”.

 

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