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Eu e a minha mulher partilhamos as nossas vidas desde a adolescência.

Começámos a namorar em 1989 usando coisas que hoje em dia não fazem sentido e que algumas pessoas nem sabem o que é: uma carta escrita numa máquina de escrever mecânica, uma mixtape feita numa cassette de fita magnética, um feriado í  espera de resposta, sem telemóveis, sem SMS, sem net, sem chat.

Em 1998 casámo-nos e fomos viver juntos. Faz hoje 13 anos.

Graças ao apoio dos meus pais, que ficaram com as crianças, fomos passar um fim de semana fora, os dois, algo que não fazí­amos há anos. E embora tenha sido muito pouco tempo, apenas uma noite no Tróia Design Hotel (que vai merecer um postzinho…), valeu a pena por cada momento.

No nosso dia-a-dia, praticamente não há tempo para nada senão cumprir tarefas. Vamos dividindo as coisas como podemos e sabemos – cada um faz o que sabe fazer melhor ou consegue ter tempo para fazer. Eu levo o Tiago í  escola, ela vai buscá-lo, ela levanta-o de manhã e veste-o, eu dou-lhe banho e ponho-o na cama.

Com a Joana, as coisas ainda estão muito do lado dela, mas prevejo que a evolução seja no sentido do irmão, que vai variando as tarefas que faz com a mãe com as que faz com o pai.

Seja como for, entre miúdos, compras, comida, limpezas e arrumações, coisas da casa, coisas do trabalho, coisas do carro, coisas da escola dos miúdos, sobra muito pouco.

Por isso, é bom ver que, em apenas 24 horas sem ruí­do, nos conseguimos reencontrar e ter a certeza que todas as nossas escolhas foram acertadas e que os próximos 13 vão valer a pena.

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Obsessões

Mitsubishi ASX
Mitsubishi ASX

Agora meti na cabeça que quero um Mitsubishi ASX.

O que é que eu faço para resolver isto? Ah, já sei… uma simulação de crédito automóvel!… Acompanhada de uma leitura do programa do Governo…

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Previsões concretizadas

A Joana é fresca. Também é mimalha, são dois aspectos em que, em bebé, é diferente do irmão.

Ela encosta a cabecinha no nosso ombro, encosta a bochecha na nossa cara, mas grita e vocifera quando a contrariamos, bate com as mãos na mesa, etc.

Ontem, eu tinha, acidentalmente o pé em cima de uma das orelhas de um dos seus coelhinhos favoritos, ela aproximou-se, tentou sacar o coelho e não conseguindo desatou a gritar comigo e a dar-me murros no pé.

Na altura pensei, “esta miúda vai ser uma mordedora”. Estava mesmo a ver, naquela carinha de raiva, uma boca cheia de dentes a avançar para o meu braço.

Não passaram 24 horas. Hoje, enquanto lhe tentava tirar uma porcaria que tinha apanhado do chão, vendo que estava a usar uma mão para se manter de pé e a outra, fechada num punho apertado, lutando comigo para que não lhe tirasse o que era dela, viu a oportunidade e zás, dentada na mão.

O que vale é que ainda só tem três meios dentes…

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Primeira ida ao cinema

Só para que fique registado, durante quatro anos e uns meses não foste ao cinema. Até que um dia, em Junho de 2011 pediste para ir ver o Panda do Kung-fu 2.

Como pediste, eu levei-te.

Fomos os dois ao cinema Zon Lusomundo do Almada Forum, pagámos 11 euros pelos dois bilhetes e jogámos duas partidas de matraquilhos, cá fora, antes do filme. Eu ganhei, 3-1, mas a mesa era uma porcaria e tu marcaste pelo menos dois golos que não entraram porque o tampo era inclinado.

Paguei um euro por cada jogo e no fim, ganhámos 4 bolinhas de borracha, duas por jogo.

Fomos í  sessão de dia 20 de Junho, segunda-feira, í s 13:10. O que seria aceitável se  o cinema não passasse meia hora de publicidade antes do filme começar. Escolhi a versão dobrada, para que percebesses tudo e optei por uma sessão digital, por oposição ao 3D, já que era a tua primeira ida ao cinema e eu esperava o pior: qualquer coisa tipo ida ao oceanário, ou seja, nós pagamos as entradas, tu sobes a rampa, entras, vês o tanque e queres sair.

Na cadeira ao teu lado sentou-se outro rapaz, talvez um ano mais velho, que te ofereceu água e pipocas, que devoraste com prazer. Foram ambos de uma civilidade acima da média, trocando o pacote de pipocas entre os dois como cavalheiros.

Tendo em conta a expectativa que eu tinha e que descrevi no penúltimo parágrafo, tudo correu extremamente bem.

Vimos cerca de metade do filme, depois começaste a bater com a cabeça no encosto, levantaste-te para brincar com a mola da cadeira, mudaste de lugar para a minha direita, depois mudaste de fila, para mais perto do ecrã e depois disseste que estavas cansado e fomos embora comer um gelado.

Correu muito bem, eu fiquei foi curioso para saber como é que o Po derrota o Mestre Shen, mas não há azar, o pai já resolve isso…

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O Toys’r’us do Almada Forum

Com dois miúdos em casa, o Toys’r’us é um destino habitual. Seja para brinquedos ou outros acessórios, a loja tem uma escolha razoavelmente ampla das coisas que os miúdos gostam ou que nos são úteis.

Já lá comprámos brinquedos diversos, de Lego a Playmobil, do Buzz Lightyear ao Woody, Ben 10, Bakugan, etc. E também uma cancela, uma grade para cama, acessórios de higiene, uma cama de viagem, enfim. Somos clientes habituais.

E tudo corre bem até ser altura de sair da loja.

Sair da loja Toys’r’us do Almada Forum é um pesadelo.

O serviço da loja é péssimo. As operadoras de caixa estão constantemente ao telefone, porque parece que não podem dar um passo sem fazer uma pergunta, solicitar um código ou pedir qualquer coisa ao armazém.

Não ajuda que a loja tenha aquela polí­tica paranóica de tomar os seus clientes por ladrões e por exemplo, os jogos de consola não estão nas prateleiras, sendo substituí­dos apenas pela capa. Isto implica que sempre que queiramos comprar um, temos que esperar, pacientemente, enquanto a operadora de caixa telefona para o armazém e pede o jogo, que depois é trazido por um colega.

Já não é a primeira vez que a espera se prolonga…

Hoje fui com o Tiago comprar-lhe um brinquedo e decidi trazer o Need for Speed Shift 2.

Tive, claro, que esperar. Mas tive que esperar muito. Mais ainda porque, com um miúdo de 4 anos atrás, esperar torna-se um desporto olí­mpico. Depois de muito esperar, lá chegou o rapaz do armazém, sem qualquer espécie de pressa aparente, com o jogo.

O jogo não coincidia com a capa que eu tinha escohido. Eram 2 discos em saquetas e não uma caixa de plástico, como era suposto.

Voltou para dentro.

Voltei a esperar.

Entretanto, o Tiago passava-se, dei-lhe 50 cêntimos para sacar uma bolinha de borracha de uma das máquinas que lá estão, depois fugiu-me e tive que ir í  procura dele e aplicar a respectiva repreensão. E continuei a esperar.

Para piorar a situação, o Toys’r’us tem sempre pouqí­ssimas caixas abertas. Chega a ter apenas duas caixas abertas, cada uma com uma fila que se prolonga pelo interior da loja. Isto, unido ao facto de que as operadoras de caixa têm que fazer 20 coisas em vez de apenas operar a caixa, gera frequentemente o caos.

A certa altura, a operadora da caixa que, já agora, é também a senhora que distribui lacinhos a quem faz embrulhos e também a senhora que recolhe e entrega volumes a quem entra e sai da loja, informou-me (depois de mais um telefonema), que não tinham a caixa do jogo, que era a edição limitada, mas apenas a edição normal. Perguntou-me se eu queria.

Claro que o que eu queria era o meu dinheiro de volta.

E uma memória melhor, para me lembrar de nunca mais voltar a comprar este tipo de coisa naquela loja. E aconselho-vos a que tomem a mesma precaução.

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