Este fim de semana foi sempre a malhar.
Quinta feira a minha mana fez anos e para festejar, sexta-feira houve uma reunião familiar alargada em casa dos meus pais. Desta vez, tentámos fazer a coisa de maneira a que a minha mãe não tivesse que se levantar í s seis da manhã e ficar a manhã toda na cozinha, portanto eu e a Marta preparámos os pratos principais e a Marta fez os doces e a Mila fez tudo o resto, que mesmo assim ainda não foi pouco.
A casa dos meus pais é propícia a este tipo de encontros, com a sua sala grande para refeições e outra sala enorme para ajuntamentos diversos (aquilo que antigamente era o meu quarto e o da minha irmã) e portanto couberam dezanove mânfios e mânfias, and there was much rejoicing.
Portanto eu levei uma lasagna brutal (1 litro de béchamel, 10 pacotes de mozarella fresco, etc) e uma panela de chili con carne, ao que a mana juntou um panelão de stroganoff e doces e enfim, comemos todos que nem uns ursos.
O dia correu muito bem e terminou ainda melhor, com a família toda a ver o Benfica em Alvalade a dar dois secos aos lagartos.
No Sábado foi dia de começar a mudar a sala. Há já algum tempo que andávamos a planear esta mudança. Basicamente, a ideia era passar o sofá e o nosso pequeno cinema doméstico para o lado oposto de onde se encontrava e assim trocá-lo com a mesa e cadeiras que comprámos para instituirmos a refeição familiar com o Alex e que ficou adiada, agora para cada vez mais breve – esperamos.
A mudança implicou então, não só troca de móveis, mas também passagem de cabos, uma coisa que me deixa sempre nervoso. Nunca tinha passado calha para nada e foi desta vez que calhou… passar a calha… para configurar um sistema 7.1 em que já figuram as novas Kef HTS3001, embora ainda sem os devidos suportes de chão.
A montagem das Kef levou í reforma das velhinhas JVC, com mais de 30 anos, herdadas do meu pai e que também já serviram a tia Babinha e sabe-se lá mais quem. A diferença entre umas e outras colunas é tão abismal quanto os 30 anos de tecnologia que as separam: As JVC eram caixotes de aglomerado com 10 Kg. cada uma, três vias e uma resposta de 20 Hz a 20 KHz, as Kef são dois ovinhos de alumínio com 2 Kg., duas vias e uma resposta de 70 Hz a 55 KHz!
Portanto, abaixo dos 70 Hz, fica o Quake responsável pelo som e acima disso, até uns fenomenais 55.000 Hz, as Kef debitam detalhes cristalinos que nunca antes tinha ouvido. Não só o som é mais claro e detalhado, como agora é que o Quake brilha verdadeiramente.
Nota para os mais distraídos: Quake é o meu subwoofer e não o jogo de computador do mesmo nome ou um eventual tremor de terra na índia.
A calha foi toda medida e colada by yours truly, com a ajuda inestimável da Dee para as partes mais difíceis. Cortei a calha com uma pequena serra, em cima dos meus Oakley Teeth e colei-a na parede com mastic Bostik, que é um excelente produto, apesar da marca ser um bocado bostik.
Tudo correu razoavelmente bem, especialmente para quem nunca tinha colocado calha na vida, mas a colocação dos cantos foi mais problemática. Ainda assim, não se pode dizer que tenha ficado mal e já tenho o 7.1 montado e a bombar para filmes que o suportem (aconselho vivamente a trilogia Lord of the rings com um setup destes e o som bem alto).
No Domingo, o DIY continuou com a montagem de um novo ventilador no WC, para substituir o velho e absolutamente nojento e infecto que lá estava. Terminámos também a colocação de tampas na calha, a colocação das colunas traseiras na parede e a arrumação de diversos items.
Deitámos muita coisa para o lixo e ainda há muito mais por deitar. Aproveitámos também para levar as JVC para a garagem, onde ficarão a aguardar eventual destino.
A sala não ficou nada mal. Pelo contrário… está bastante confortável. Quando chegar a HTC3001 vai de certeza ser um deleite passar o Domingo amochado no sofá a ver filmes em altos berros.