Vão lá divertir-se um bocado a fingir que votam nas eleições Americanas. Obama, FTW!
Via Marco Santos.
Vão lá divertir-se um bocado a fingir que votam nas eleições Americanas. Obama, FTW!
Via Marco Santos.
Na passada sexta-feira, foi lançado na Europa um dos jogos mais antecipados dos últimos cinco anos: a nova criação de Will Wright, o “inventor” do Sim City e Sims. Chama-se Spore.
Anunciado há anos, o jogo tem todos os ingredientes típicos dos jogos de Wright com um tempero extra: praticamente tudo pode ser criado pelos jogadores e depois partilhado online.
Começamos como uma célula que, viajando num meteoro, aterra num novo planeta onde irá evoluir. A cada estágio de evolução, podemos remodelar o corpo da nossa criatura e acrescentar-lhe membros e orgãos para a tornar mais eficaz no papel que queiramos que desempenhe.
A evolução da célula vai ao extremo: da poça de água para a terra, de selvagem a social, de primitivo a explorador espacial. O jogo tem tudo para ser mais um estrondoso sucesso como SimCity e The Sims atrás de si.
Excepto um pormenor chamado DRM.
A editora e distribuidora do jogo, a nefasta, “aqui não há sangue”, Electronic Arts decidiu equipar o jogo com SecuROM, uma forma de Digital Rights Management particularmente castigadora, tratando, mais uma vez, os seus clientes como criminosos.
Pelo que tenho lido, o DRM impede a instalação em mais do que três PCs, sendo que qualquer mudança de hardware num PC conta como um novo PC, requerendo re-activação do jogo. Tendo em conta a velocidade com que alguns gamers trocam de placa gráfica hoje em dia, esta limitação torna a vida útil do jogo muito curta.
Como se não bastasse o DRM é praticamente inútil, porque o jogo já estava disponível em torresmos 4 dias antes do lançamento, com a única desvantagem de não se ter acesso í componente online.
Por causa desta “protecção” instalada pela EA, centenas de pessoas estão a ir í Amazon dar uma estrela ao jogo. Na altura em que escrevo isto, já ia em 1227 votos, sempre acompanhados de um comentário do género: “o jogo é óptimo, o DRM é péssimo”.
Pesquisando pela net, não consegui encontrar nenhum movimento concertado de boicote ao DRM do Spore que motivasse tantas centenas de pessoas a dar-se ao trabalho de ir í Amazon deixar o seu protesto. Será possível que este seja um movimento de massas espontâneo?
Será que é desta que as editoras apanham a dica de que o DRM é mau?
Enquanto espero para ver, vou ver como está a desenvolver-se a minha aldeiazinha de 12 habitantes…
Happy birthday :-)
Após as convenções de ambos os partidos – Democrata e Republicano – as sondagens recolhidas pelo Real Clear Politics apresenta uma média em que John McCain e a sua nova candidata a vice-Presidente, a fanática religiosa Sarah Palin, vão í frente de Barack Obama nas intenções de voto para as próximas eleições presidenciais no país que dita o nosso custo de vida.
Faltam apenas 57 dias para as eleições.
Lenda é bem capaz de ser a palavra. Um mito, no fundo.
Há uns tempos, numa acesa dicussão por causa do assalto ao BES, o Marco Santos recebeu o epíteto de “Madre Teresa” de um dos seus comentadores e, no calor da discussão, acabou por responder da seguinte forma:
E, já agora, desde quando ser uma Madre Teresa de Calcutá é sinónimo de banana, mole, ingénuo ou fraco? Vocês têm ideia do que aquela mulher fez pelos doentes e pelos abandonados da sociedade? Uma mulher que rejeitou a opulência hipócrita da Igreja e dos padrecos e viveu uma vida inteira sem pedir nada para si a não ser um tecto para se abrigar de forma a prosseguir o seu trabalho? Vocês têm ideia da coragem e da força e do altruísmo que é preciso para fazer o que ela fez?
A Madre Teresa era uma sádica que se alimentava de sofrimento humano
Durante a sua vida rejeitou de tal forma a tal opulência hipócrita de que fala o Marco, que contribuiu com mais de 50 milhões de dólares para os cofres do Vaticano.
No entanto, os pobres e oprimidos nunca tiveram condições melhores no seu hospício e sempre viveram em sofrimento e miséria. Com 50 milhões de dólares, ela poderia ter-lhes construído, por exemplo, um hospital. Mas não: viviam num casebre, em camas coladas umas í s outras, casas de banho comunais e em isolamento do exterior.
Estavam ali, depositados, para sofrer.
Era ela própria que dizia que na cara de sofrimento dos pobres, via a cara de Cristo e assim aproximava-se mais dele.
Usou milhares de pessoas que propositadamente manteve na pobreza e miséria para seu gozo pessoal. A Madre Teresa alimentou-se do sofrimento dos outros enquanto viajava pelo mundo recolhendo fundos para construir mais conventos e edifícios religiosos bem como, claro, para encher os cofres do Vaticano.
Madre Teresa? Coragem, força e altruísmo? Oh please…
O post original do Marco sobre o assalto ao BES era “A vida não é assim tão simples”, resta-me acrescentar que não, de facto não é.
E não me façam falar desse cabrão do Dalai Lama!
PS: Como o Marco referiu no seu comentário, falhou-me aqui qualquer referência a “onde é que este gajo foi buscar isto tudo”. Portanto aqui fica algo para ler:
– Artigo de Christopher Hitchen na Slate. Hitchen, escreveu um livro sobre o assunto, chamado “Missionary Position” e aqui está uma análise do mesmo pelo Sociólogo Michael Hakeem.
– Um artigo sobre Aroup Chatterjee, um médico de Calcutá que escreveu um livro sobre o mito da Madre Teresa.
– Um artigo levantando questões quanto ao destino do dinheiro recebido ao longo dos anos pela Madre Teresa e a sua organização, por Walter Wuellenweber.
– Um artigo de Susan Shields, ex-freira das Missionárias da Caridade, organização da Madre Teresa.
Espero que este post esteja agora mais completo e, como referi no meu comentário ao Marco, não seja visto como uma provocação. Às vezes, há pessoas que pensam de outra maneira ou desconfiam de coisas que são para nós verdades absolutas.
Não quero com isto dizer que ache que a Madre Teresa de Calcutá tivesse um plano diabólico para destruir o mundo; quero apenas dizer que não a creio tão benfeitora como foi pintada e acredito que vale a pena ser crítico, especialmente quando a Igreja Católica está envolvida.