Começaram a sair cá para fora, hoje, os preços para o iPhone em Portugal. São um assalto, com planos de mensalidades caras, tráfego limitadíssimo e valores por extensão dos pacotes-base, exorbitantes.
A comunidade geek portuguesa ficou escandalizada.
Não quero ser cínico, mas nasci assim e não consigo evitá-lo: não esperava muito melhor que isto. O problema é que, em Portugal, o iPhone é um telefone de mesa.
Eu explico.
A partir de dia 11 de Julho, todos os administradores de empresas, gestores, directores comerciais e demais homenzinhos de fatiota cinzenta e tirinha de pano ao pescoço vão querer pousar um iPhone na mesa durante as suas importantíssimas reuniões de plano, demonstração de resultados ou marketing.
E esses senhores não têm quaisquer problemas em pagar planos (aliás, as empresas desses senhores, provavelmente, encarregam-se disso), e as operadoras sabem-no muito bem.
Portugal é um país de status. As empresas obrigam certos funcionários a andar de BMW porque andar de Fiat “parece mal”. A avaliação de um fornecedor começa no parque de estacionamento e, não tenho dúvidas, continua no bolso do telemóvel ou no startup screen do portátil (hoje em dia, Mac é status e na sua ausência, o ideal é um Vaio).
Portanto estes planos para o iPhone em Portugal são 100% realistas e alinhados com a nossa comunidade empresarial.
Não é um gadget… é uma extensão peniana.