Domingo vulgar

Acordei em sobressalto com um ruí­do estranho a vir da sala.

Ainda cambaleante, fui ver o que se passava e dei com um vortex inter-dimensional a lançar desalinho em redor. Nada estava no sí­tio, o que era um incómodo. Aproximei-me para analisar a situação e fui sugado.

Que aborrecimento, já não era propriamente cedo e queria aproveitar o Domingo.

Aterrei na minha casa outra vez, mas estava tudo invertido, tinha os móveis no tecto. Pensei logo: “quando for escrever isto no blog, ninguém vai acreditar”.

Foi então que fui abordado por um duende que me avisou que o Elefante azul me queria ver na sala do trono. “Claro que sim”, respondi, “Pois se tenho o carro todo sujo…”

Fui í  sala do trono e um grande Elefante azul estava sentado num trono descomunal. “Gostas de tarte de sardinha?”, perguntou-me com um ar um pouco aborrecido.

“É sabido que não gosto de peixe”, respondi. “Nesse caso não compreendo porque estás aqui… afinal, eu telefonei primeiro.”, disse ele.

Era verdade, ele tinha-me telefonado, lembrei-me naquela altura. No dia posterior tinha recebido um telefonema, no frigorí­fico, mas como estava a engraxar as maçãs devo-me ter esquecido de anotar.

“Peço desculpa, majestade”, disse, respeitosamente enquanto abotoava a camisa, “Não voltará a acontecer, mas de facto, esqueci-me.”

Joguei o cavalo para a casa do Rei, desfazendo uma jogada complicada para o Elefante, por uma questão de facilitar as coisas. Tudo o que queria naquela altura era evitar dar xeque ao elefante, aborrecido já ele estava.

Saí­ pelo alçapão principal e encontrei-me na sala dos caracóis. Também não gosto de caracóis, este não era o meu dia de sorte.

Dirigi-me ao Albatroz que estava ao balcão e disse: “Boa tarde, eu tenho uma certa tracelga, sabe… um vazio espiritual na zona gástrica… e realmente já me afiambrava a umas almí´ndegas com esparguete…”

“Não actuamos na área das carnes picadas esculpidas í  mão”, respondeu o Albatroz de uma forma um pouco rí­spida para o meu gosto. Parti-lhe a cara.

Cantei os arpejos de abertura do “Babe, I’m Gonna Leave You”, dos Led Zeppelin e saltei pela janela em direcção ao último andar, não sem antes gamar uma tosta de atum que estava a acabar de fritar no tanque.

Comi e senti-me melhor. Acabei de cantar o “Babe, I’m Gonna Leave You”, dos Led Zeppelin e meti-me no carro; já era tarde e tinha que ir acabar de pintar os chapéus.

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Gongfu e Satanismo

Sábado a começar cedo e fresco, í s nove da manhã. O Godfather veio cá ter e seguimos para o Gongfu. Tivemos uma aula excelente que começou com uma hora de Taijiquan ao ar livre e depois duas de Shaolin Chang Quan, sobretudo com treino de bases, Ma Bu, Deng San Bu, Siu Liu Bu, Fu Hu Bu, Jin Gi Du Li e outras posições das quais ainda não sei escrever o nome em chinês.

Foram 3 horas e ficou a saber a pouco, tinha treinado muito mais.

O Godfather partiu para casa e eu… também. Encontrei a Dee numa sessão de screen captures de mais um novo filme que entrou para a lista dos seus favoritos. Gosto sempre de a ver em meio do seu fervor de movie-freak. Deste filme ela gostou MESMO.

Estivemos um bocado a conversar sobre o filme, que é o “The End of the Affair”, confesso que não é o meu tipo de filme, mas gostei da conversa.

Já perto do fim da tarde partimos em direcção ao Inferno, onde querí­amos fazer umas compras. Sim, fomos ao Colombo.

De almas na mão, prontos a entregá-las ao primeiro lojista que nos apresentasse um artigo dez vezes mais caro do que o seu valor real, avançámos corajosamente e comprámos prendas para a Carla que faz anos em breve. Comprámos um jogo do Sherlock Holmes para a Dee se divertir e um DVD do concerto “G3” com o Satriani, Steve Vai e Eric Johnson.

Depois, enfim, perdemos completamente qualquer amor cristão que tivéssemos í  vida e entrámos na cova de Satanás (porque raio estou tão bí­blico hoje, não me perguntem), deixamos couro e cabelo, ou mais para os 30 contos… em meias.

Ora bem! Conhecem alguem capaz de gastar tal quantia em saquinhos de tecido para por nos pés? Nós conseguimos. Basicamente renovámos quase a 100% o nosso stock de meias fajutas, rotas e/ou roí­das pela Scully.

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Exaustão controlada

Dia 13, meio do mês. Quatro horas de sono nos cornos, praticamente não me conseguia mexer quando me levantei. Cron jobs ou DNS resolve, são duas coisas que me têm entretido e ao Godfather, por entre rounds de Quake e episódios de Seinfeld, até í s tantas. Quando é preciso levantar cedo…

Meti-me no carro com os meus sapatos mais pesados, para me certificar que não levantaria facilmente o pé do acelerador e rumei a Setúbal, 160 km/h no Punto quase a desfazer-se e a desejar ser um Audi, ocasionalmente í  espera de ver o Impreza da BT a ligar a sirene e com 72% do cérebro a dormir. Desacelerei no radar em Coina. A palavra de ordem é “se não saí­rem da frente, o problema é vosso”.

Durante o caminho fui acordado aos poucos e cheguei a Setúbal praticamente desperto, resultado também da minha cassete de Deep Purple e The Who em altos berros.

Ainda assim, há alturas em que me pergunto como exactamente é que consegui chegar ali… há dias estranhos.

Fui com os meus sócios visitar alguns imóveis mais, potenciais escritórios da nitrodesign nos próximos meses. Vimos uns mais giros, outros menos, mas todos um bocado inflacionados. O mercado imobiliário é uma coisa um bocado medonha neste momento. Pedem-se preços ridí­culos… não é que não possamos pagar, mas preferimos ter empregados e pagar-lhes salários do que termos que andar a largar 500 mocas por mês para um escritório.

Passou-se o dia todo e não fizemos mais nada senão andar de um lado para o outro a ver escritórios.

Finalmente meti-me no punto outra vez e *zarp*… em direcção a casa e ao meu ar condicionado, que anda um calor avacalhador.

Descobri que este fim de semana já não vou ver o Benfica – Estrela da Amadora, porque é na segunda feira e não dá puto jeito ir para o estádio na segunda í  noite. Que se lixe. Depois no dia 1 vem cá o Braga, pode ser que vá a esse.

A TVI passou entretanto o Seinfeld de hoje para as 23:45 (ou seja, deu í  meia-noite e meia). Enquanto esperava vi algo que me pareceu no mí­nimo inacreditável: um concurso qualquer manhoso em que o Toy (lembram-se do Toy?) cantava o “Another Brick in the Wall pt.2”) dos Pink Floyd… o Toy… não sei se estão bem a ver.

A TVI continua a dar no telejornal notí­cias sobre o Big Fucker e sinceramente, acho que alguém devia revogar as carteiras profissionais daqueles gajos todos. Não conheço a fundo a ética dos jornalistas, mas sinceramente… noticiar algo que não é notí­cia só para aproveitar para fazer alguma publicidade a outro programa da estação, parece-me pouco ético.

Mas também, eu acredito que lealdade, humildade e respeito são virtudes. Que naí¯f que eu sou.

Estive a ler o log da Kat, que já não lia há algum tempo. Está todo actualizado, será que já está a usar Mason? Pareceu-me que sim, mas aquilo é praticamente transparente, não fossem uns url mais para o estranho (mesmo assim, acho que dá para mudar isso).

Kat, há uma coisa importante que tenho que te dizer. Eu tenho gatos e gatas desde sempre e posso garantir-te que na verdade a Avdotia está mesmo a dizer-te qualquer coisa quando mia. Vais ter que ouvir com mais atenção :)

Com algum tempo de prática vais ver que não te escapa praticamente nada do que ela diz.

Tem piada, hoje estou num mood que já não tinha há muito tempo. Acho que estar a ouvir o “Pros and Cons of Hitchhiking” do Roger Waters, ajuda muito. Long live Napster, pois claro.

Estou exausto.

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Flash… aaah-aaaah

Tenho andado perguiçoso para terminar a passagem do site para Mason. Tenho que pensar mais nisso.

Passei a tarde a aprender Flash. ODEIO O FLASH E A MACROMEDIA. A Macromedia faz os interfaces mais atrasados mentais a seguir aos da Kai. O Flash é uma bagunça que prima pelos comandos proprietários, linguagem fechada, menus fora de sí­tio e os defaults mais estranhos que já vi em qualquer programa. É mais fácil trabalhar com o keyframer do 3D Studio, que é um programa muito mais complexo, do que adaptarmo-nos í  estrutura em layers e symbols das animações do Flash. Sobretudo porque o LiveMotion, da Adobe, que produz também animações em Flash, é 200 vezes mais bem feito e user friendly.

Enfim… Como a nitro quer começar a produzir desenhos animados em Flash, tenho que continuar a sofrer com este programa até estarmos aptos a fazer as complexas curtas-metragens que queremos.

Depois de me fartar do Flash, peguei numa folha e fiz um novo cartoon dos especialistas… Power to the people! Podem ver, aqui e amanhã ou depois deve estar na Digito (provavelmente só segunda-feira, sim…)

Ao fim do dia fui com a Dee para a Costa, conhecer a casa temporária dos meus pais, de 2 assoalhadas, enquanto a casa deles está em obras. Jantámos por lá. Gostei especialmente da vista, que é de um nono andar… deu-me alguma vontade de viver perto do mar…

Voltei para casa para ver a segunda parte do Leiria/Benfica, mas depois do DEFICIENTE MENTAL do árbitro não ter marcado um penalty quando o defesa do Leiria puxou o ponta de lança do Benfica de tal maneira que praticamente lhe tirava as cuecas pela cabeça e depois do Leiria ter marcado um golo (bom golo por sinal), desisiti e fui-me embora. Parece que ainda empataram.

Depois de fazer a minha manutenção semanal aos discos, resolvi pegar no Sims outra vez, estava com saudades. Rapidamente passaram umas horas e já são 4:13.

O Sims é mesmo um jogo fabuloso, tenho que comprar o “Livin’ Large”.

Bueno… Hasta mañana!

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Dee, 27

Hoje a Dee faz 27 anos! P A R A B É N S !

O dia começou cedo e mesmo já um bocadinho atrasado saltei para o carro e parti para a Volta da Pedra… lindo nome para uma localidade, não é? Almada-Volta da Pedra em 15 minutos a cantar Rage Against the Machine. Recebi alguns olhares assustados de outros condutores e a maioria afastaram-se, o que facilitou uma boa média.

Encontrei-me com o Godfather í  beira da estrada na Volta da Pedra (acreditem, é-me quase impossí­vel escrever pedra, sai sempre “pedro”, o que é natural.). Seguimos para Setúbal onde fomos juntar-nos ao Pato para vermos escritórios para a nitro. Fomos logo a um escritório fabuloso de 230 metros quadrados, duplex, open space, num prédio totalmente renovado, impecável, ar condicionado e tudo, 495 contos por mês de renda. Os que vimos daí­ para a frente eram pálidas sombras do que o outro era. Ainda vimos mais dois duplexes, um por apenas menos 5 contos que o primeiro e outro por 375 cts/mês, mas mesmo nenhum desses dois teve o impacto do primeiro.

Embora neste momento, felizmente, a Nitro até possa alugar um escritório de 500 contos onde cabem 20 pessoas… realisticamente, não o vamos fazer, até porque somos 3 pessoas e a expressão “mau investimento”, salta í  vista.

Regressei a Almada a toda a velocidade e vim celebrar o aniversário da Dee… limpando a cozinha. Ela própria já tinha estado entusiasticamente a celebrar, limpando o resto da casa.

Ao fim do dia estava estafado e um bocado de mau humor, resolvi ir fazer uma sauna. A nossa casa de banho permite fazer isso porque é pequena. Banheira cheia de água a ferver, sento-me na beira da mesma, só com os pés dentro de água (claro que custa um bocadinho meter os pés dentro de água a ferver…). Fiquei ali um bom bocado, suei que nem um animal de criação e no fim, o duche gelado. Soube-me lindamente.

Quando saí­ do banho estavam cá os meus sogros, que acabaram por seguir para Melides.

í s oito e meia chegou o Cunhado com a Kat e a Carla e meia hora de pois o ADSS e a sua famí­lia, agora extensa.

Fomos jantar ao La Traviata, que gostamos muito, excepto pelo facto de ser extremamente barulhento e um pouco apertado.

O jantar foi giro e depois viemos cá para casa, o que também teve a sua piada, a Catarina cantou a capella os parabéns í  Dalila e apagou as velas, o Cunhado tirou umas fotos digitais que espero ver em breve e toda a gente experimentou o meu capacete de Astérix.

Aproveitei para dar o resto das minhas prendas í  Dee: o Sleepy Hollow, o Notting Hill e o Sixth Sense em DVD, dois candeeiros cromos para a sala (cromos mesmo, são cromados) e uma cadeironga para o comp. Tive um pequeno momento de senilidade quando me apercebi que tinha estado a comprar as chamadas “coisas para a casa”… enfim. Mas acho que seis DVDs e um jogo de computador compensam.

A certa altura comecei a montar a cadeira e em vez de ficar toda a gente tipo seca absoluta, acho que não houve ninguém que não tenha “brincado” um bocadinho :)

Enfim, não deixou de ser um bocadinho seca… í  sexta-feira í  noite, também o pessoal que costuma dormir também já está todo com uma soneira do caraças. E depois do sucesso com a montagem da cadeira e de a Catarina a ter estreado, o pessoal desandou.

O Miguel dormiu praticamente o tempo todo.

Eu e a Dee ainda montámos os candeeiros da sala e vimos o Seinfeld e depois fomos dormir.

Pronto, espero que se tenham divertido q.b. Obrigado por terem vindo.

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