Está quase

Custou-me um bocado a levantar e quando finalmente o fiz, estava o Cunhado praticamente a chegar. Partimos novamente para Setúbal, para mais uma tarde de montagens no escritório.

Tomadas novas e interruptores também, foram o alvo da manhã, depois cabos e tomadas de rede até acabar o material. Almoço, na Luí­sa Tody: espetadas de lulas.

Ao iní­cio da tarde partimos í  aventura de tentar comprar o material que nos faltava. Foi lindo. Antes de mais gastamos quase 30 contos em material no Aki, nada de mais, se não tivessemos gasto o mesmo em, para aí­, 5 vezes mais material numa loja de electricidade… isso só faz o material cerca de 5 vezes mais caro no Aki. Um roubo em pleno dia.

A busca pela loja de electricidade foi caricata. O trânsito em Setúbal é horrí­vel com bimbos a cada esquina a atirarem-se literalemente para a faixa de rodagem de toda a maneira e feitio. Bom, lá encontrámos uma loja de electricidade, finalmente, mas não tinha calhas Legrand, portanto não tinha os adaptadores para calha Legrand que nós precisávamos… felizmente deram-nos indicações para chegar, finalmente, já depois das quatro da tarde, í  loja onde comprámos o material.

Voltámos para o escritório pouco antes de começarem a chegar as secretárias, o armário e as quatro excelentes cadeiras… finalmente… tinham sido encomendadas a meio de Dezembro.

No entanto continuamos sem RDIS, uma vez que a PT disse que arranjaria a linha ainda hoje, mas, claro, não arranjou.

Partimos para os computadores, partições, linuxes. Acabou por correr tudo bem, ao fim de bastantes problemas. No fim, ainda começámos com o Windoze, mas nada feito, o rato USB simplesmente não funcionou, desistimos. Voltámos para casa já depois da meia-noite, através de um nevoeiro cerrado.

O Cunhado deu cá um saltinho para vir buscar a mala do gongfu e foi para casa. Aproxima-se um fim de semana dedicado ao descanso.

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Faça-se luz… ou, bom… electricidade

E pronto, 1/12 do ano já estão, faltam mais 11.

Hoje passei a manhã a tratar de papelada, nomeadamente de coisas bancárias. Fui pagar a renda de Fevereiro, por transferência, espero que esteja tudo bem… tenho sempre umas dúvidas do caraças em relação a estas coisas… preenche-se para lá um papel com um valor e um NIB e depois é suposto ficarmos descansados que a nossa renda fica paga e o senhorio não vai activar a garantia bancária de 1500 pacotes. Let’s hope for the best.

Dia longo…

Depois do meio-dia e de uma linda refeição de 4Salti da Iglo, o novo produto congelado que eles têm em termos de refeições rápidas e que é uma PORCARIA, devo já avisar, pirei-me para Setúbal.

Desta vez levei música.

Pouco tempo depois chegou o electricista, como combinado e começou o trabalho. Eu e o Godfather treinámos Gongfu na varanda grande parte da tarde. Está-se tão bem no nosso novo escritório que até faz impressão. O solinho a bater ali o dia inteiro, não fica muito calor, não fica frio, a paisagem das serras sempre presente, o som da cidade não chega ao topo do 14º andar, é um verdadeiro descanso, uma maravilha. Vamos ver, estou desejoso de saber como será trabalhar ali.

Aquilo ficou pronto e já temos electricidade em todo o escritório. Assim sim!

Entretanto chegou o Pato, conversámos um bocado e montámos na parede o nosso whiteboard, junto í  mesa de reuniões, depois fomos embora. De regresso a casa, a seca da A2 com montes de trânsito. Apanham-se muitas bestas a 200, mas, verdade seja dita, também se apanham muitas lesmas a 50… raios, não sei quais são piores.

Um tipo não pode ir calmamente na faixa da esquerda a 140, ou mesmo 150, sem levar com sinais de luzes mais tarde ou mais cedo e não pode ir calmamente na faixa da direita a 120, 130 sem ter que estar c o n s t a n t e m e n t e metido em ultrapassagens. Bom, apesar de aborrecida, a viagem é relativamente rápida.

Umas coisinhas para fazer no regresso, mais notí­cias do Pato sobre a PT (só í  segunda chamada para o suporte técnico é que admitiram haver um problema com a nossa RDIS, até ontem estava tudo bem… claro que não dá para fazer nem receber chamadas, mas para eles isto é uma situação normal) e preparação para o Gongfu.

Fizemos mais uma, de um rol interminável, de aulas fabulosas. Começámos com um aquecimento ligeiro e alguns alongamentos. Fizemos reacção, que é uma coisa bestial e consiste num parceiro atacar vários pontos enquanto o outro se vai defendendo. O interessante é que não se trata de uma sequência pré-definida, portanto é muito mais importante estar bem atento para não apanhar.

Fizémos ainda 5 minutos de Ma Bu (posição do cavalo), surpreendentemente não me custou quase nada e ainda tinha feito mais um bocado. Estava com uma estranha energia.

Ainda houve tempo para uma sessão de adbominais, flexões normais, flexões chinesas e ponte de ferro, mais uma série de exercí­cios de passos. Foi bestial, hoje.

Voltámos para casa, o Cunhado esteve cá um bocado a recuperar eestivemos a ver a metade final do “Ed TV” com a Dee.

Estranho foi que eu tinha gostado daquele filme e agora, depois do BigBrother, subitamente, tudo aquilo deixou realmente de ter piada. Tornou-se realidade, deixou de ser caricato e passou a ser dramático… as pessoas deixam mesmo que as filmem nas suas maiores intimidades, 24 horas por dia, a troco de dinheiro. O pior é que gostam! No filme, o personagem principal acaba por se revoltar.

Bom, a Dee deitou-se, o Cunhado foi-se e eu, que tinha que comer qualquer coisa antes de ir para a cama, apesar de estar a cair de sono, aproveitei para actualizar o diário, ao som de uma bela tosta de queijo, fiambre e ovo.

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Febras e Linux

Bom, não tí­nhamos electricidade num dos lados do escritório e o nosso senhorio mandou lá hoje um electricista da empresa (é uma empresa de construção, dona do nosso escritório). Um pro que viu o que era preciso e marcou para amanhã a execução do trabalho.

O Pato apareceu, mas estava muito abatida, por causa de uma das suas gatas que vai ser operada para a semana. É natural. Acabou por se ir embora sem dizer quase nada. Estas coisas são mesmo assim, eu que o diga.

Saí­ para almoçar, mais o Godfather, fomos í  Luí­sa Tody, comer ao “Cantinho dos Petiscos”, um daqueles sí­tios onde as febras na braza são mesmo na brasa e vêm 6 ou 7 numa travessa com batatas, arroz, cenoura e pickles, fora a segunda travessa de salada. Comemos que nem abades. No fim, sobremesa e tudo. Saí­mos cheios que nem porcos e com uma sede do caraças, por causa das febras.

Fomos para o escritório passar a tarde inteira de volta de uma das máquinas a tentar instalar Linux. Mas não deu. Aliás crashou várias vezes. Desiludidos, voltámos para as respectivas casas.

Mais tarde o Cunhado explicou-me por ICQ que devemos ter de certeza um problema de hardware no computador, algo que se poderá resolver em breve, quando ele voltar lá para mais montagens.

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Joy

Custa um bocado a acreditar que já estejamos a terminar o primeiro mês de 2001 que ainda agora parece ter começado. Mas estamos.

Hoje foi dia de Gongfu.

E que Gongfu! Mais de uma hora a correr, non-stop, com saltos e flexões í  mistura. Foi estafante, mas os puristas pediam mais, queriam mais saltos, cambalhotas e escadas (exercí­cios feitos a subir e descer escadas). Para mim já foi bastante bom, confesso… :)

Fiquei com os pés todos moí­dos, porque uso uns sapatos todos cromos para artes marciais, mas que são tão fininhos que não servem para correr, ainda tive direito a mais umas nódoas negras dos braços por fazer fighting forms com o Godfather. No fim uma pessoa sente-se tão bem que praticamente não tem comparação com mais nada que eu tenha feito. É satisfação pura.

Há dias assim.

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Money makes the world go round

Começo de uma nova semana… Os trabalhos que estou a fazer estão todos a andar relativamente devagar, não há grande stress… o que não me impede de ter passado outra noite a olhar para o tecto, sem dormir.

O dia foi bom para os cofres da Nitro, agora que chegaram a esmagadora maioria dos pagamentos em atraso de 2000, estando só a faltar agora duas facturas expiradas, num valor baixinho, menos de 100 mocas. Nada mau. Estamos quase a fechar contas, com um lucro brutal de que nos vamos arrepender amargamente.

Maldita gestão, que coisa irritante. Equilí­brio financeiro, lucro, prejuí­zo, tesouraria… é uma porra. Se as coisas fossem mais simples eramos todos mais felizes… bom, acho que eramos todos mais felizes se o Estado não estivesse CONSTANTEMENTE disposto a sacar 40% daquilo que as pessoas ganham. Temos que pagar para viver no nosso paí­s. O Estado não é meu sócio, quero lá saber do estado, odeio o estado, não lhe quero dar a mais grossa fatia do dinheiro que eu e os meus sócios ganhámos. Bah, sempre a mesma coisa, sempre a queixar-me do mesmo, eu sei…

O dia passou rapidamente. À noite estive a ver a minha cassete de Lian Bu Quan, feita pelo Mestre Yang, para ver se aprendo mais um bocadinho da forma. Acho que aprendi mais uma parte, vamos ver amanhã…

Bom, fim da noite a jogar um bocado de “Project IGI” em god mode, só pelo gozo de disparar uns tiros. Agora aproxima-se aquele momento da verdade, em que estou a decidir ir para a cama e ainda não faço ideia se vou conseguir dormir… vamos ver…

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