Fraca memória

Dia do aniversário da minha avó, parabéns!

Levantámo-nos relativamente cedo e fomos comprar umas prendinhas para os meus avós, que ainda não tinha tido tempo para isso. Fomos almoçar com os meus pais uma excelente feijoada feita pela minha mãe (estava mesmo muito boa!) e depois seguimos para Queluz, para fazer uma visita aos meus avós em casa deles, já que, infelizmente, o meu aví´ está doente e não pí´de sair para ir almoçar fora como queria.

Passámos lá a tarde, com a famelga, comi aos montes e depois regressámos, pelo meio de centenas de condutores de domingo.

Sou completamente incapaz de me lembrar o que se passou o resto do dia…

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Comprido e chato

O meu aví´ completou hoje 70 anos. Parabéns!

Dia de ir ao dentista, fazer uma limpeza. Rápido e relativamente indolor, desta vez não tinha assim muito que limpar… mas é sempre bom.

De seguida parti para Setúbal, para mais uma sessão no escritório. As tentativas de por o telefone a funcionar foram completamente inuteis e frustrantes. As tentativas de por o meu computador a funcionar, idem aspas.

Voltei para casa com o computador na mala do carro para ver se resolvo o assunto com calma.

Foi um dia comprido e chato…

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Monges de Shaolin na Aula Magna

Hoje fui í  Aula Magna ver os Monges de Shaolin. Por volta das oito e meia, depoisde ter chegado o Godfather, fui buscar a minha sister a casa e partimos para Lisboa. Considerando a quantidade assustadora de carros que rodeavam a reitoria conseguimos encontrar um bom lugar relativamente depressa.

Entrámos e a sala já estava muito cheia… rapidamente acabou de encher. Conseguimos guardar dois lugares, mas não chegou, o Cunhado chegou com a SuperTat@s e mais dois amigos. Tudo bem, uns nas cadeiras outros no chão.

O espectáculo é impressionante. Para mim bastaria ficar a ver os Monges fazerem posições que já ficava impressionado, para quem já tenha experimentado fazer Deng San Bu baixo, sabe que a altura das posições daqueles senhores não são brincadeira nenhuma. Para não falar do Jin Gi Du Li em cima de pilares, quando eu já mal me oriento a manter o equilibrio no chão.

Claro que se já achei isto impressionante, então o manuseio de armas, os flicks usando apenas a cabeça, as esparregatas ou os 7 mortais para trás, nem se fala. Deitar-se sobre quatro sabres afiados, com uma cama de pregos no peito para se deitar um segundo monge, com uma tabua em cima que é partida com um maço… bom, não o tipo de coisas que se faça todos os dias.

Bom, foi fantástico, a maneira como eles executam as sequências de combate faz-me sentir vergonha da minha humilde Lian Bu Quan, se alguma vez conseguir imprimir metade daquela energia nas minhas sequências acho que já me dou por satisfeito.

Valeu a pena.

Tive o prazer de ver a SuperTat@s pela primeira vez. Mas não houve grande tempo para conversas, amanhã é dia de trabalhar, parece… portanto, todos para caselas xonar.

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Ragú e outras coisas

Fui relativamente cedo para Lisboa, para uma reunião no Campo Pequeno. O tempo estava mesmo mauzito. O nosso contacto não tinha chegado ainda do Porto, portanto tivemos que adiar a reunião para a tarde.

Demos uma volta pela avenida da República e pelo Saldanha e acabámos por nos sentar, eu e o Godfather, no Saldanha, a fazer uma BD a meias, coisa que não fazí­amos há anos. Está a ficar com piada.

Almoçámos por ali e fomos í  reunião, que correu bem. Voltámos para a baixa, em busca de CDs dos Mr. Bungle. Desta vez havia, mas custavam cinco contos, na Valentim. Devem estar a gozar… é mesmo um caso para encomendar da Amazon e pronto.

De seguida demos um salto a um oculista da Rua da Prata, onde comprei um Termohigrometro digital. Um aparelhinho mí­nimo, que cabe na mão fechada, para medir a temperatura e humidade do ar. Fazia-me falta para ter em casa. Sim, é um brinquedo!

Não parou de chover um minuto. Nem um minuto, entre as nove e picos da manhã e as seis e meia da tarde quando cheguei a casa não parou de chover.

A Dee desafiou-me para jantarmos como deve ser (coisa pouco habitual cá em casa), então fui ao super comprar ingredientes, e agora, em exclusivo para o Macacos Sem Galho, vou revelar a minha receita de molho de carne rápido, para, por exemplo, esparguete í  bolonhesa, que foi o nosso jantar.

É preciso azeite para cobrir o fundo de uma panela alta. Aquece-se um pouco o azeite e depois adiciona-se meio alho, cortado em pedaços grandes, deixa-se fritar um bocadinho curto e junta-se uma cebolona grande ou duas pequenas, previamente picadas na picadora. Mexe-se bem e deixa-se amolecer. Depois juntam-se duas cenouras e um alho francês (só o talo, não as folhas), tudo picadinho na picadora. Deixa-se refogar um bocado, até ficar tudo para o mole.

Depois junta-se a carne picada, pode ser vaca, porco ou uma mistura, eu uso vaca. A melhor carne é a picada á nossa frente no talho, obviamente. Costumo usar entre 400 e 500 gramas.

Mexe-se sempre, com a colher de pau, até a carne misturar bem com os vegetais e ficar castanha (ou como dizem os ingleses: “until no pink remains”. Nesta altura baixa-se um pouco o lume (que até aqui deve ser médio, nunca forte) e adiciona-se cerca de meio litro de polpa de tomate.

Aqui costumo variar. Se estiver para aí­ virado, uso tomate fresco (cuidado, fica muito ácido, é preciso ter muito cuidado depois no tempêro), se tiver em casa, uso tomate-ameixa enlatado (daquele pequenino e doce, em polpa, há várias marcas), caso contrário uso simplesmente dois pacotes pequenos de Guloso ou Compal. De notar que se não quiserem ter que cozinhar isto durante 3 horas para desfazer o tomate, convem que o desfaçam com a piacadora.

É preciso mexer bem para misturar tudo e chega a altura de temperar. Sal, pimenta e noz moscada. É claro que o essencial é ir provando até a carne não estar insossa, mas também há que ter em atenção que é essencial cortar ao máximo a acidez do tomate (a noz moscada ajuda), se o tomate estiver MUITO ácido, ou tiver usado tomate fresco, junto um pouco de açúcar.

Quando está bem temperado, junta-se qq coisa entre 100 ml e 250 ml de vinho tinto. A regra é mais ou menos: para esparguete í  bolonhesa, 100, para lasagna, 250. Uso vinho de pacote vulgaroide. A seguir deixa-se apurar 30 a 40 minutos, mexendo de vez enquando. O essencial é que a maior parte do vinho evapore.

Finalmente, se for para esparguete, junto um pacote de natas pasteurizadas, misturo tudo bem e deixo mais uns 10 minutos. Se for para lasagna, passo í  fase do forno.

É isto, fica excelente. Já fiz uma vez uma variação em que juntei mozzarella ralado, fica bom, mas fica muito pesado.

Depois do jantar vim fazer um novo cartoon para o Sapo, mas não o consegui enviar, já que a ligação da netcabo hoje está uma nojeira. Deve ser altura do fecho de ciclo de crashes dos NTs deles. Porque é que usam NT? Ninguem percebe.

Acabei a noite já tarde, a escrever isto e na conversa com a SuperTat@s… hora de ir dormir.

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O papel, por favor

Mais uma segunda-feira… o fim de semana foi um bocado estupidificante, embora tenha tido dois bons momentos, que guardo para mim.

Hoje foi dia de loucura. Loucura no verdadeiro sentido da palavra… demência, psicose profunda, esquizofrenia descompensada… essas coisas. No mês de Dezembro, para fazermos o arrendamento do escritório que ainda hoje não ocupamos por não estar pronto, tivemos que fazer uma garantia bancária. Para fazer esta garantia bancária, o banco, exigiu que assinassemos um penhor de crédito sobre um depósito a prazo que garante a garantia… garantido.

Fiquei com o documento do penhor em meu poder, era preciso carimbar e assinar, mas era preciso também reconhecer a assinatura no notário. Muito bem, bastava ter um bocadinho para tratar disso.

Fui ao notário com o papel, no iní­cio de Janeiro, para arrumar o assunto. Adoro quando vou ao notário e digo “por favor reconheça-me esta assinatura” e a senhora (invariavelmente é uma senhora), começa a ler o documento. Logo aí­ começo a espumar… quero que me reconheça a porra do nome, olhe para o BI, olhe para a assinatura e meta um papel por cima a dizer que sim senhor, fui eu que assinei. Mas não, como ninguém gosta de ser “reconhecedor de assinaturas” e todos querem ser “juristas”, lêem os documentos. Lêem e depois inventam… pronto, pela leitura do penhor, quiseram ver a certidão comercial, para saberem a quem obriga assinar. Eu disse: “obriga-me a mim, sou o gerente… até já assinei”.

Muito bem, voltei lá com a certidão comercial. Ora bem, a certidão comercial diz “forma de obrigar: com a assinatura do gerente”. Sou eu. Isso vem na linha de cima: “gerente: Pedro de Sousa Couto e Santos”. Eu.

Mas a senhora doutora decidiu que não, que o documento tinha que ser assinado por todos os sócios. Ok, aqui entram dois factores: 1 – o banco pediu a MINHA assinatura reconhecida; 2 – para que raio querem a porra da certidão comercial se depois vao ignorar o que lá diz e obrigar-me a ir recolher as assinaturas dos meus sócios? Estão a gozar comigo!

Queriam a certidão para saber a quem obriga a sociedade, a certidão diz que obriga pela assinatura do gerente, diz que o gerente sou eu e depois elas pedem-me as outras assinaturas?

Ok, round 3. Volto lá, já hoje, com as três assinaturas, certidão comercial e 3 BIs. “É para reconhecer estas assinaturas, por favor”. ERRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR. Wrong!

Pergunta: “E é para pagar imposto de selo?”. Como diria o Dennis Leary: “what the fuck?!” Mas então se não somos “reconhecedores de assinaturas”, mas sim “notários-tão-importantes-com-cursos-superiores”, digam-me a mim se tenho ou não que pagar a merda do imposto de selo!

Eu ainda disse: não… o imposto de selo já foi liquidado, paguei-o ao banco na altura em que fiz a garantia. Nada feito. Agora queriam ver a garantia. Pois tá visto, se não pedissem mais um papelinho, não ganhavam o dia.

Voltei lá com uma cópia da garantia, com um carimbo atrás que confirmava o pagamento de 9 contos de imposto de selo. Para o Estado, claro, qualquer movimento é passí­vel de imposto.

Quem acha que já não vivemos num regime feudal HA HA HA rio-me na vossa cara.

Paguei 3 contos e fiquei com um documento assinado e comprovado. Em todo o processo, gastei mais de 6 horas no notário.

Isto foi uma parte do que fiz hoje, o resto foi também, na sua maior parte, burocracia.

Gostei de ver o diário do ADSS actualizado, contuinuo í  espera de ver outros ter o mesmo destino. A Dee nunca falha, felizmente.

Ainda estive pela noite fora, com o Godfather online a tentar resolver um problema de WAP, mas ainda não conseguimos. Como são 2:30 da amnhã e temos reuniões de manhã, vou ver se durmo umas horinhas. Divirtam-se.

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