A vida é bela.

Monday, monday… acordei í s sete da manhã, um pouco antes do sol nascer e decidi ficar a pé, embora fosse bastante cedo e me tivesse deitado bastante tarde… depois de pensar um pouco no assunto e de me imaginar outra vez a conduzir na A2 com a cabeça um pouco “leve” de falta de sono, resolvi antes descansar até í s oito e meia.Acordei í s dez e um quarto, comi qualquer coisa, uploadei trabalho para o masmas e tomei banho. Depois meti-me no Punto com a Dee e fomos para o escritório.

Desde sexta-feira passada que temos a água cortada no Nitrorium. Cortada sem aviso.

O fulano que ocupava o escritório antes de nós, desapareceu sem deixar rasto: deixou rendas por pagar, água, luz e telefone por pagar, já lá foram dois ou três cobradores bater í  porta í  procura dele e já recebemos uma intimação do tribunal… tudo para ele.

Agora entra em jogo a maravilhosa burocraria portuguesa.

Primeiro fomos í s íguas do Sado (isto há semanas, já…), entidade responsável pelo fornecimento de água na zona de Setúbal. Tentámos fazer um contrato para termos fornecimento de água. Como o anterior arrendatário tinha deixado dí­vidas, não podí­amos fazer o contrato, mas se apresentássemos o contrato de arrendamento novo, certificado pelas finanças, podí­amos fazer o contrato, que as íguas do Sado logo falavam com o nosso senhorio sobre as dí­vidas do outro.

Como ainda não tí­nhamos o contrato certificado na altura, fomos embora e esperámos. Obtivemos o contrato certificado, do nosso senhorio e voltámos í s íguas do Sado.

“Aqui está o contrato certificado”. Resposta: “Quando é que cá veio? É que isso mudou entretanto, o contrato certificado já não serve”. Pois, tinham-se passado duas semanas… portanto as regras mudaram em duas semanas. O contrato já não servia, era preciso uma declaração, em papel azul de 25 linhas (como é que isto ainda existe…), do nosso senhorio, dizendo que o anterior arrendatário tinha vagado o local em tantos do tal (e que portanto as dí­vidas eram dele e não nossas).

Era obrigatório que no final, além de assinar, o senhorio escrevesse “pelo próprio punho” (sic), o seu número de BI e demais detalhes identificativos. Pelo próprio punho, vejam bem! Só faltava pedirem o selo em lacre.

Hoje fomos í s íguas do Sado, já com a água cortada, graças í s dí­vidas do nosso antecessor, já com o contrato certificado, com escritura da empresa, com certidão comercial, com o meu BI, que sou o gerente, com o cartão de contribuinte da empresa e o meu, com a declaração do senhorio em papel azul de 25 linhas, com uma fotocópia do BI do senhorio e preparados para dar uma amostra de esperma ou de tecidos para DNA. Estávamos preparados para tudo, menos para o Windows.

Reparem que apenas queremos regularizar a situação do nosso fornecimento de água, sem o qual não podemos MIJAR sem ficarmos com as mãos por lavar e a sanita por despejar.

As íguas do Sado estão a ser renovadas, informaticamente, trocando o seu velho e estável e funcional anterior sistema (DOS?) por um noví­ssimo sistema em Windows. Resultado: era para estar pronto na sexta-feira e não estava, era para estar a funcionar hoje, mas recusava-se.

Viemos embora sem contrato. Pelo menos voltaram-nos a ligar a água, já que não temos culpa nenhuma das dí­vidas do outro marmanjo.

E assim se perde grande parte da vida, que nunca mais se recupera.

Já depois de almoço, grande parte da tarde foi passada a montar o novo armário do nitrorium, que vai servir para armazenar muito do material que no anterior escritório tinha móveis para se guardar (embutidos na parede) e neste não tinha lugar.

Ainda tivemos tempo para fazer o storyboard de um dos mais fantásticos cartoons que jamais planeámos fazer. Começo a ficar impaciente para ver isto pronto e poder divulgar.

Fim de noite a terminar uma maquete, enquanto o Tritão termina o cartoon do sapo para amanhã… pergunto-me como estará a ficar…

A vida é bela e corre bem.

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írvores…

Depois de muito pensar e falar do assunto, hoje resolvi finalmente começar a coligir alguns dados sobre a famí­lia e famí­lias adjacentes com o intuito de vir a ter uma árvore genealógica o mais completa possí­vel. Isto é algo que sempre me fascinou.Fascina-me sobretudo saber que os seres humanos apenas nascem (por enquanto), de outros seres humanos e que partindo de uma pessoa é possí­vel continuar para trás, milhões de anos, passando por diversas civilizações e acabando, enfim, nos Macacos. Talvez agora, comecem a compreender o verdadeiro significado do meu gosto por Macacos.

Comecei com a minha memória e não me safei mal de todo, visto que ainda conheço o nome de bisavós, coisa que, segundo alguns sites de genealogia que visitei, é uma grande sorte.

Mais sorte ainda é que o meu pai e a minha tia Bela ainda se lembram dos nomes dos seus bisavós, o que faz com que a minha árvore já vá, neste momento, até trisavós, o que é uma verdadeira sorte, para um genealogista maçarico.

Como sou um pouco megalómano, estou a fazer a minha árvore completa e a da Dee também, com todos os ramos laterais, incluindo casados e não casados com e sem filhos, irmãos, primos e sobrinhos. Ou seja… muita gente.

No fim poderei desenhar diversas árvores do meio de toda esta informação.

Ao fim do dia fui até casa dos meus pais, onde recebi a tal ajuda preciosa na minha pesquisa genealógica, onde tentei por o Amilo do meu pai a imprimir para a Epson USB – coisa que não consegui – e ver o Benfica empatar em Setúbal, ridiculamente.

Jantei por lá e diverti-me com o habitual toque humorí­stico das nossas reuniões familiares. A Dee ficou por casa, num dia de “não tirar o pijama” e valeu bem a pena, porque esteve a gravar voz para várias das músicas dela que ficaram muito giras. Acho que estão mesmo a chegar a um ní­vel porreiro, em termos que qualidade musical, de produção e de interpretação vocal. Já faltou mais para termos nas mãos um conjunto invejável de músicas made-at-home, prontinhas para meter num CD e, pelo menos, oferecer í  famí­lia e aos amigos.

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Produtividade, ora aí­ está.

Que sábado tão produtivo que tive hoje. Comecei por dormir de manhã, coisa que já não saboreava há algum tempo, embora continue a acordar desconfortável, com dores nas costas, o que não é nada agradável.Bom, depois de um cafézinho que a Dee me tinha deixado na mesa de cabeceira e de passar revista í s notí­cias (grande bocejo), resolvi que hoje era dia de experiência culinária.

Nem mais, decidi fazer a minha primeira tarte de maçã. A receita não é complicada, mas custa a fazer… preparar a massa é um exercí­cio vigoroso, descascar e cortar maçãs é uma prova de destreza manual e esperar que a massa “assente” é um teste de paciência.

Já tirei umas notas mentais sobre o que melhorar para a próxima e também já tenho umas ideias para umas tartes diferentes, mas a verdade é que ficou sensacional, very tasty indeed.

Passei a tarde com a Dee, a ver o “Mummy Returns”, que, não sendo mau de todo, não é nem um quarto tão divertido como o primeiro.

O resto da tarde foi passado a jogar “Medal of Honor: Allied Assault”, o demo single player, que ainda não tenho o jogo completo. Enfim, eu andava babado com o Wolfenstein, mas sinceramente, o Medal of Honor faz esquecer rapidamente o Wolf… O realismo é muito superior, as opções visuais são mais que muitas (várias das quais o meu pobre Duron 800 não aguenta), a jogabilidade é um ví­cio e as armas são de chorar por mais… M1911, Thompson, M1 Garand, Mauser KAR98… são algumas das minhas favoritas. As animações são sensacionais, a AI dá pica e nem sempre é fácil de matar… as MG42 estacionárias são uma beleza e os designers do mapa de demo não se esqueceram de despoletar uma vaga de nazis a sair de um prédio mesmo na altura em que nos pomos por trás de um daqueles brinquedos… just for fun. :)

Ao fim do dia estive de volta do projecto em que estamos a trabalhar agora, sobretudo a fazer testes com som, uma coisa com que sempre brinquei, mas com a qual nunca fiz nada de verdadeiramente concreto. Peguei ainda no Reason e no nosso controlador Roland e fiz uma música de abertura que acho que ficou mesmo porreira. A coisa avança, talvez em breve, finalmente… se possa ver alguma coisa.

Jantei mais uma pizza congelada daquelas que me vou arrepender de ter comido, quando tiver 60 anos e acabei de rever o “Event Horizon” no DVD que o Cunhado me tinha emprestado. O filme é giro, mas já me lembro o que é que não tinha gostado da primeira vez: há uma altura em que tudo acontece muito depressa e quase sem se perceber e no fim, depois de tudo aquilo, ficamos com água na boca para ver a nave viajar pelo gateway, o que não chega a acontecer… gostava de ter visto como resolveriam essa situação.

Estou também a ler um livro novo, depois de uma longa pausa para banda desenhada apenas. Encomendei da Amazon o “Sexus”, do Henry Miller. Sobretudo porque sempre vi os livros do Miller em casa dos meus pais (durante anos a fio, se não os tinham mesmo desde que nasci, devem tê-los comprado pouco depois) e nunca li nenhum. Ao ler as memórias do meu pai, reparei que ele referia o Henry Miller e lembrei-me da cena que eles fizeram, na casa do Algueirão, montando um altar ao homem, no jardim, na altura em que ele morreu. Era uma mesinha com velinhas, os livros e uma foto. Fizeram-se fotos e registou-se a ocorrência, provavelmente em slide.

Bom, tudo isto para dizer que, depois de todos estes anos, vou finalmente ler um dos livros. E para quem não sabe, não comprei o “Sexus” por ter esse nome e eu ser um porcalhão, mas sim porque é o primeiro de uma trilogia semi-autobiográfica intitulada “The Rosy Crucifiction”.

A verdade é que comecei a ler o sacana do livro (edição no original inglês) e aquilo está fabulosamente escrito. As frases entrelaçam-se umas nas outras de uma maneira excepcional, as palavras parecem todas escolhidas a dedo e as ideias não precisam de interpretação, vão directamente para o cérebro. Não se para de ler um livro assim, é daqueles que se lê a uma velocidade esgotante.

Há muito tempo que não encontrava um livro assim, acho que é um prazer especial nunca ter pegado o Henry Miller até agora, porque vou ter o gozo de o descobrir.

Não resisto a transcrever uma parte, pode ser uma parte qualquer, esta, por exemplo:

“(…)The truly great writer does not want to write: he wants the world to be a place in which he can live the life of the imagination. The first quivering word he puts to paper is the word of the wounded angel: pain. The process of putting down words is equivalent to giving oneself a narcotic. Observing the growth of a book under his hands, the author swells with delusions of grandeur. ‘I too am a conqueror – perhaps the greatest conqueror of all! My day is coming. I will enslave the world – by the magic words…’ Et cetera ad nauseam.”

Não é bonito? Quando uma coisa é bem escrita é quase visí­vel, quase que se ouve, é gráfico e musical. Tem algo de profundo, mas também algo de muito superficial, um prazer no ritmo e na fluidez que nos agarra e nos põe dentro das palavras.

Acho que é por isto que nunca mais li um livro traduzido do inglês. Tenho pena de não saber ler mais lí­nguas como deve ser, porque uma tradução (especialmente hoje em dia, que as traduções estão cada vez mais a um ní­vel deplorável), deve roubar tanto deste prazer ao original, que praticamente retira uma fatia inteira do livro.

Bom, vou ali descansar mais um bocado…

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É o Domí­nio!

Grandes novidades neste site! Com a já habitualmente preciosa colaboração do Cunhado, esse configurador de DNS sem igual, o Macacos sem Galho orgulha-se de apresentar o seu novo domí­nio: www.macacos.com.Podem mudar os bookmarks.

Podem também ir ao cool.online votar no macacos. O cool.online é um projecto português que reúne os melhores sites em português e que além dos favoritos do staff do site, corre diversos tops í  base de popularidade e de votos dos visitantes. Claro que, como o objectivo do cool.online é promover o que de melhor se faz na internet em português, não podia deixar de estar bastante satisfeito com o facto de me terem incluí­do. Portanto podem ir lá e votar no Macacos. Não estou, de momento, a oferecer subornos a quem der votações altas, sejam sinceros :)

Hoje é dia de saí­da de cartoon. Esta semana fiz um cartoon para o Sapo que não envergonharia os bons velhos Especialistas, eles que se preparam finalmente para voltar. O cartoon é sobre o Poma, o novo wearable computer, que se usa na cabeça. Eis o link (morto).

Hoje foi também dia de ir a Lisboa ter com o Cunhado, para irmos í  Visus devolver o TA emprestado e receber o novo, em substituição do que se tinha avariado.

Aproveitámos para almoçar e conversar um bocado; o almoço foi no Riba Douro, um excelente tornedó í  americana e a conversa foi o small talk habitual: dimensões paralelas, teletransporte, paradoxos temporais, viagens interplanetárias e outros assuntos do dia-a-dia.

Depois separámo-nos, o Cunhado foi trabalhar para Queluz e eu fui para casa curtir uma brutal dor de cabeça e não fiz praticamente nada de jeito, tirando resolver umas dúvidas sobre a contabilidade da nitro.

À noite, mesmo já em cima da hora, deu-me um jolt de espí­rito e fui praticar. Gongfu, entenda-se. Treinámos reacção, que é sempre interessante e qin nas que é habitualmente doloroso.

E agora, tenho que continuar a trabalhar em cartoons, que é a onda do momento. Mais novidades em breve…

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Música doméstica

Acordei completamente moí­do da aula de Gongfu de quinta-feira. Como fiz um esforço extra e me esmerei em todos os exercí­cios, hoje vou pagar a factura. Tenho os músculos do tronco todos rí­gidos, sobretudo os dos ombros, provocando tensão no pescoço, dores de cabeça e uma grande vontade de me enfiar na cama e não sair.Mas como saí­, decidi vir fazer uma coisa que não fazia há muito tempo: música.

Tenho andado a trabalhar com a Dee, nas músicas dela, ajudando no que posso e acho que têm estado a ficar muito interessantes. Temos uma série delas quase prontas, para as quais falta ainda que ela grave a voz.

Mas o que eu não me lembrava é que podia também trabalhar nas minhas músicas. Eu explico: há uns anos atrás, deu-me uma qualquer febre criativa musical, que me levou a escrever diversas músicas, instrumentais, em MIDI, usando a fraca prestação da minha, então, AWE32.

Hoje, com a SBLive e um suporte para soundbanks mais interessantes… a verdade é que não ganhei grande coisa, as músicas continuavam guardadas numa zip sem me despertarem grande interesse. Enfim, a música é só um hobby, embora cá em casa, entre diversos tambores de diversas culturas do globo, existam um piano vertical, um piano eléctrico, um teclado controlador Roland, duas guitarras eléctricas, um baixo eléctrico, uma guitarra acústica e até uma pandeireta.

Hoje resolvi então pegar nesse meu velho hobby e trabalhar numa das minhas músicas mais simples, chamada Digital Nature. É uma musiquinha vulgar, com pads, muito synthy e spacey q.b. Enfim, uma diversão de fim de semana, que, no entanto, não resisto a partilhar com quem a quiser ouvir.

Fiz um MP3, claro, um pouco grandinho, porque abusei da qualidade, mas quem quiser ouvir, pode sacar então o Digital Nature.

Depois, se vos apetecer, digam o que acham.

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