A chuva da Caparica

Para não destoar dos nossos comportamentos socialmente desviantes, eu e a Dee esperámos que começasse a chover para irmos passear para a Costa.

E que maravilha, digo-vos! Chovia ligeiramente, a maré estava cheia, com as praias completamente submersas e as ondas a bater na parede artificial de rocha e a molhar o pontão aqui e ali. O tempo tapado e o nevoeiro denso a não deixar ver sequer a linha do horizonte. O mar ganha uma cor agressiva, um verde-cinzento profundo. E, como além de chover, era hora de almoço, quase ninguém andava por ali.

Depois há o outro lado da coisa… toda a atracção do mar, o cheiro, a brisa, a névoa, o som das ondas a rebentar nas rochas em profundo contraste com a horrível vila da Costa da Caparica.

Onde não há bairros de barracas, com casas feitas de lonas e chapa ondulada, há prédios enormes. Ao longo das praias, o chamado pontão é nojento, de macadame velho e cheio de buracos, para não falar no lixo. A maior parte dos restaurantes são barracões com mau aspecto, tirando algumas excepções de casinhas em madeira com alguma personalidade.

E é assim há décadas. Aliás, provavelmente só tem piorado.
E é uma pena! Aquele pontão podia ser todo levantado e no seu lugar construído um passeio marítimo como deve ser, um sítio em que passear não fosse agradável só porque a paisagem é agradável e a companhia é agradável, mas porque o próprio espaço e equipamento urbano é agradável.

Não deve ser fácil desenhar um projecto para recuperar toda a zona marítima da Costa, mas também não deve ser *assim* tão difícil. Por mim, passava bem com duas ou três rotundas a menos no Concelho, para ter um bom projecto para recuperar a Costa.

Aliás, como o Metro e o túnel do Centro Sul demonstram, a Câmara tem arranjado de alguma maneira dinheiro para fazer obras bem grandinhas e tendo a Costa um enorme potencial turístico, não vejo porque não seguir os mesmos processos para obter financiamento para as obras que lá são precisas.

Aqui há uns anos apareceu por Almada um cartaz com um desenho fabuloso de um projecto para a costa… tinha canais e pontezinhas, um passeio ao longo das praias, umas fontes, etc. Não sei o que era, desapareceu. Talvez fosse o vencedor de um qualquer concurso de desenho de fantasia.

Enfim, há uma nova avenida e uma ou duas novas rotundas na Costa… suponho que a recuperação da zona das praias esteja na calha… para daqui a uns 50 anos. Entretanto, planeio usar a Costa e as suas praias como elas são melhores: no Inverno, vazias.

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Os tremoços são nossos amigos!

Adoro tremoços!

Toda a gente sabe! Quando era puto e ia para o antigo Pão de Açúcar de Almada com os meus pais, ia-me por na fila para pedir tremoços e saía sempre de lá com um saco de 2 kg. Que comia praticamente sozinho.

Gosto tanto de tremoços que já fiz várias experiências com este delicioso legume (?), como por exemplo, tremoços fritos (não presta), ou uma das minhas preferidas: sandes de fiambre, com manteiga e tremoços!

Fiz recentemente uma refeição muito interessante e saborosa, além de fácil e rápida de preparar, que foi uma junção de três das minhas coisas favoritas: o meu paté ultra-secreto de atum com pickles, massa e… claro, tremoços.

É assim:

Põe-se massa a cozer. Qualquer massa, a vossa preferida. Eu usei rigattoni. Aconselho, porque me aconselharam uma vez (*wink* para o ADSS), as massas Buitonni, que são as melhores que já comi.

No copo de uma picadora deita-se o centúdo de uma lata de atum (gosto de Calvo claro) e umas boas três colheres de mayonnaise (gosto de Helmanns, embora esta treta de se passar a chamar vianeza talvez me leve a comprar outra marca daqui em diante). Junta-se ainda uma quantidade generosa de couve-flor em pickle. Digamos, umas duas cabeças avantajadas.

Pica-se bem.

Juntam-se 2 mãos-cheias de tremocinhos com casca e tudo e misturam-se bem, para os tremoços ficarem envolvidos no pate.

Finalmente, mistura-se tudo com a massa, dando várias voltas, para a massa ficar bem coberta com o paté.

Come-se.

É delicioso, apanhar um tremoço durinho no meio da textura suave da massa e pastosa do pate!

Fiquei com fome….

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Spam no diário

Hoje quando dei uma saltada ao backend do MT para ver se havia novidades, dei com um comentário novo, numa entrada antiga, que entretanto já apaguei…

Tratava-se de um extenso anúncio, com montes de links para sites de penis enlargement. Ou seja… spammaram-me os comments do diário e estavam a tentar usar o meu site para fazer publicidade aos produtos deles.

O comment começava com uma extensa lista de keywords associadas ao penis enlargement, feita obviamente para obter resultados em search engines. De facto, o spam está a começar a atingir um nível de absurdidade e de assalto à privacidade assustadores.

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Call of duty

Meninos e meninas, acorram já em massa ao site do Call of Duty, o novo FPS passado no tempo da Segunda Guerra Mundial, feito pelos dissidentes da EA que trabalharam no Medal of Honor e resolveram sair para ir fazer um jogo cinco vezes melhor, pelo menos.

Aconselho vivamente o demo (que corre em Linux, usando o winex), que não é muito grande, mas mostra bem a maravilha que este jogo vai ser.

O som é fantástico, super-realista, como a maior parte do jogo. A AI é fantástica, tanto da nossa equipa, como dos adversários. Quando se vê um bot encostar-se a uma parede para se proteger, ou colocar-se atrás de um carro em vez de andar aparvalhadamente no meio de uma praça à espera das balas alemãs, sabemos que há ali qualquer coisa diferente dos outros jogos.

Outro pormenor especialmente juicy são as granadas que fazem uma explosão realista, sem cá bolas de fogo e afins e têm um raio de acção muito interessante, outra coisa incomum e, diga-se, bastante frustrante em jogos como o Medal of Honor e o RTC Wolfenstein, por exemplo. Aqui podemos lançar uma granada para dentro de uma sala e ter a certeza que o caminho ficou livre.

Enfim, podia ficar aqui um bom bocado a discursar sobre o que faz este jogo subir a fasquia dos shooters realistas, mas o meu conselho é mesmo que saquem o demo e comprem o jogo quando sair em Novembro. Este vale a pena comprar.

E pronto, aqueles de vocês que acham que jogos são para putos ou que odeiam jogar, podem tirar o ar de enjoado e, por exemplo, dar uma vista de olhos ao novo diário do Cunhas.

Nota: o Cunhas e o Cunhado são duas pessoas diferentes, não misturar.

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Capitão Snot

Já não sei exactamente há quantos anos inventei o Capitão Snot. Estava na Faculdade, isso é certo. Numa viagem de cacilheiro, desenhei um pequeno episódio de um extraterrestre de orelhas compridas, que achei que estava um bocado ranhoso. Ergo, o Capitão Snot.

Entretanto devo ter feito um centésimo das histórias do Capitão Snot que gostaria de fazer e hoje em dia, todas as suas tiras estão digitalizadas e pintadas, prontas para ser colocadas online no novo Nitrocomics, que não há meio de ser lançado.

Na semana passada quando decidi revisitar a loja do CafePress com a qual nunca tinha chegado a fazer nada, criei uns items com o Capitão Snot e rapidamente encomendei um para mim, para ver como é.
Entretanto a minha Captain Snot Baseball Jersey foi hoje enviada e aguardo agora com ansiedade os 3 a 10 dias úteis, para ter essa pequena maravilha nas mãos.

E foi também um pouco por tudo isto que recomecei a escrever tiras do Capitão Snot hoje. Já rabisquei para aqui umas quatro, duas das quais acho que têm alguma piada. Resta agora saber qual vai ser o futuro do Nitrocomics para decidir se vai ser esse o caminho a seguir para trazer o Capitão Snot de volta à vida, ou se mais vale escolher outro meio.

Entretanto, aqui fica um dos meus desenhos preferidos do Capitão Snot:


Click image to zoom :)

Poderão reparar, pela assinatura do desenho, que este cartoon faz seis anos em Dezembro próximo. Como é que o tempo passa a esta velocidade?

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