Actualizações

As coisas não andam fáceis, para o lado do bloguismo. Não é que não queira escrever, bem pelo contrário, tenho muita coisa para escrever aqui e muita, também, para escrever noutro lado (até o template é default… enfim…)

Preciso de actualizar o próprio Macacos, com ideias que nunca pus em prática, de reorganizar as categorias e estabelecer uma navegação mais amigável para as toneladas de conteúdo que já aqui tenho.

Mas dizer que “não tenho tempo”, é uma tentativa de concentrar num só cliché uma série de questões interligadas que incluem a tal falta de tempo, mas não se resumem a esta.

Tenho parado cerca de quatro ou cinco horas por dia para dormir e pouco mais. Nos fins de semana em que os meus pais ficam com os miúdos (dádiva impagável), tento descansar mais um bocadinho, mas é raro, porque geralmente arranjo sempre qualquer coisa para fazer.

Além do trabalho, que ultimamente tem voltado a extravasar para o fim de semana, há outros projectos que, í  beira da conclusão, exigem o esforço extra e depois, claro, tudo o resto, normal, para quem tem uma casa, miúdos, coisas para tratar.

Nada que seja o fim do mundo, mas ando cansado e no fim, vão sofrendo aquelas coisas que se adiam para fazer naquele bocadinho que nunca existe.

Por exemplo, hoje de manhã, o despertador tocou í s 7:20, desliguei-o mas tocou imediatamente a seguir. Fiquei confuso, porque sabia que o próximo alarme, de segurança, era í s 7:45.

E era, de facto. Mas entre as 7:20 e as 7:45, sou completamente incapaz de me lembrar da minha existência. Esses 25 minutos desapareceram e só depois de algum tempo a pé, a olhar-me ao espelho com ar incrédulo, é que percebi que tive um blackout completo entre o primeiro e o segundo alarme.

Pelo trabalho estamos em frenética fase de Codebits (btw, já fizeram o vosso bot?) e depois de ter estado duas semanas com uma equipa de cinco pessoas reduzida a duas (sendo eu uma delas), digamos que os meus post-its já me tapam o ecrã inteiro…

Em casa, a novidade mais significativa foi a entrada da Joana para a creche. À beira dos 14 meses, juntou-se ao Tiago, na mesma escola e adaptou-se razoavelmente bem, com algum choro í  chegada, mas já com um apego que se vai fazendo notar, pela educadora.

Tem comido bem, dormido a sesta, brincado e dançado com os outros miúdos. De facto, nesta fase, já só lhe falta andar; ou melhor, andar já ela anda, de mão dada, mas falta-lhe a confiança para andar sozinha, dando apenas dois ou três passinhos de vez em quando.

Continua divertidí­ssima, sempre a sorrir e a desfazer-se em gargalhadas í  mí­nima brincadeira. Solta grandes olás quando vê alguém e começa a articular razoavelmente bem outras palavras, como água, mais, dá ou adeus. Razoavelmente bem, claro, para nós, que a percebemos, já que adeus é, por exemplo “ada”. Depois, de vez em quando, imita uma palavra na perfeição, como, recentemente, “papel”, mas não volta a repetir.

O Tiago mantém-se fully verbose com discursos cada vez mais imaginativos, sempre fiéis aos seus temas favoritos: robots, naves, lasers, canhões e minas, zombies, ninjas, monstros e super-poderes.

Embora ainda brinque muito connosco, já tem grandes perí­odos em que prefere fechar-se no quarto de onde se ouvem efeitos sonoros e diálogos complicadí­ssimos entre personagens que inventa com a sua panóplia de brinquedos.

Recentemente, começou aulas de Judo na escola, para explorar a sua motricidade implacável. Conto, daqui a mais dois ou três anos, poder levá-lo comigo para o Gongfu e parece-me que o Judo é uma excelente porta de entrada para ele aprender a mexer nos outros, ser mexido, cair e levantar-se e aprender a aplicar a energia de forma saudável, com um bocadinho de competição í  mistura.

Enfim, este post demorou 20 vezes mais tempo a escrever do que demorará a ler, mostrando que, de facto, isto não está fácil. Sei que devo uma série de posts aos leitores mais assí­duos, nomeadamente, um sobre o ASX ou mais detalhes sobre nutrição e exercí­cio, mas, não se podendo ter tudo, fica este registo e a promessa de que farei os possí­veis para voltar ao teclado com brevidade.

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Até í  vista, Mr. Saint Pierre, olá Mr. Ferriss

Já faz algumas semanas que parei com o Rushfit. Durante a minha primeira semana de férias, em Agosto, ainda treinei e corri mas, tendo chegado aos 61 kg, decidi mudar de estratégia.

O Rushfit é óptimo para overall fitness, mas trabalha muito no range do HIIT, bestial para queimar gordura, coisa que eu não preciso.

Durante as férias, comprei um livro que já me tinha sido sugerido por duas pessoas que o seguiram para modificar significativamente o seu corpo, se bem que, mais uma vez, perdendo gordura.

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No entanto, já me tinham dito que “The 4-Hour Body“, do Timothy Ferriss, incluí­a capí­tulos especí­ficos sobre aumento de peso, o objectivo que me interessa neste momento.

O livro é bem escrito e avança inúmeras teorias sobre genética, fisiologia, exercí­cio e nutrição que o autor decidiu testar em si próprio, com o apoio de diversos cientistas em diversos paí­ses.

O homem seguiu protocolos de exercí­cio de treinadores de body building, dietas experimentais, drogas diversas, suplementos variadí­ssimos e, tendo adquirido uma panóplia de equipamento médico, fez a si próprio ecografias, medições de toda a espécie e mais de mil análises sanguí­neas em cinco anos.

Feroz data miner, coligiu tudo o que pode, discutiu os resultados no seio da comunidade cientí­fica e desportiva e resumiu os resultados mais importantes neste livro.

Curiosamente, os trâmites nutricionais que apresenta, parecem-se muito com a minha alimentação pós-A200. Daí­ até me adaptar ao regime alimentar proposto pelo Ferriss, foi um pulinho e estou agora a seguir o seu protocolo minimalista de exercí­cio com pesos, que segue a máxima apresentada como fulcro de todo o livro, a MED: Minimum effective dose; isto é, em suma, a lei do menor esforço.

Qual é o mí­nimo absoluto que eu preciso de fazer para obter o máximo de resultados?

HIIT, encaixa nesta filosofia. Estudos que compraram grupos a fazer interval training alguns minutos por dia versus grupos a praticar 6 horas de exercí­cio diárias mostraram que os primeiros têm resultados não idênticos, mas muito próximos dos segundos.

Então e qual é o tempo mí­nimo sob tensão que estimula o desenvolvimento muscular? Surpreendentemente pouco, ao que parece. Comecei, então, a seguir o Occam’s Protocol, cujo nome vem do princí­pio de Occam, que defende a simplicidade e minimalismo. O protocolo é, de facto, simples e minimalista: dois blocos de treino, cada um com apenas dois exercí­cios dos quais se pretende completar apenas uma série de sete repetições. E é tudo.

A ênfase é posta no esgotamento muscular, ou seja, ao completar as sete repetições, pretende-se que seja impossí­vel fazer uma oitava; a escolha de peso a usar é essencial, como é claro. E é dada muita importância ao descanso com nunca menos de dois dias de intervalo entre treinos, com tendência para aumentar para três, quatro, por aí­ fora até uma semana ou mais. É claro que isto não é nenhuma novidade revolucionária, o treino até í  exaustão (to failure), é algo que se encontra em inúmeros programas de body building, já popular há muitos anos, mas é o minimalismo do programa que é novidade para mim e me despertou curiosidade.

Como não podia deixar de ser, o protocolo de exercí­cio é apenas uma parte (pequena) do todo, sendo a nutrição a componente mais importante e responsável por 80% dos resultados. Não surpreendentemente, para aumentar de peso, é preciso comer. Comer muito. Comer muita proteí­na, de preferência, começando assim que se acorda (na primeira meia hora) e terminando mesmo antes de ir para a cama (15 minutos antes).

Como a alimentação é semelhante í  que eu já fazia, tive que fazer poucas adaptações e como o exercí­cio é muito mais simples e infrequente que o Rushfit, também não foi complicado mudar, sendo, no entanto, bastante mais perigoso, já que o faço com halteres e com peso significativo que não teria graça nenhuma deixar cair na cabeça (por exemplo, 20 kg em cada mão, para o peito). Felizmente, depois da primeira semana a treinar sozinho, tive o bom senso de pedir ajuda í  Dee que me assistiu na segunda semana.

Continuo a recomendar o Rushfit como programa de exercí­cio doméstico simples de seguir, com um bom ritmo e que representa desafio suficiente para manter qualquer pessoa entretida durante dois meses. Simplesmente, para mim deixou de servir já que continuava a perder peso, algo que já não fazia parte dos meus objectivos.

Estou a manter registo de pesos e medidas para mais tarde poder escrever aqui sobre a minha experiência com os treinos experimentais do Sr. Tim Ferriss. Stay tuned.

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Para a troca

O Tiago fala muito bem. Tem um vocabulário extenso, esforça-se por pronunciar bem as letras que lhe causam maior dificuldade como os “r” e tenta dizer ‘pResente” em vez de “p’zente”, por exemplo.

Já diz coisas em inglês (í s vezes, inventado), e já tem extensas e complexas conversas sobre coisas completamente imaginárias, que descreve com detalhe e fala de robots, naves e zombies, mí­sseis e missões secretas, com paixão e entusiasmo. Também tem fases de se rir que nem um perdido com coisas como sanitas, xixi ou ranho, claro.

Mas, no meio de tudo isto há uma palavra simples que não consegue pronunciar e desde que começou algumas cadernetas que não consigo deixar de me rir, sempre que me mostra os seus novos cuómeros.

Claro que o singular de cuómeros é cuómere, reparem na terminação, é importante. Granda cuómere.

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Wacom Inkling

A minha Wacom Cintiq 12WX foi cara, custou 800 e tal euros (mandei vir da Alemanha e poupei 400 euros em relação ao preço que se praticava, na altura, em Portugal). Também se pagou a si própria em menos de um ano. Foi um investimento sólido e uma das melhores peças de hardware que já comprei.

É por isso que tenho poucas dúvidas que a nova invenção da Wacom, a Inkling, uma pen digital portátil, me venha a dar o mesmo ní­vel de satisfação do que a sua irmã mais velha.

Sim, porque, como é óbvio… eu quero uma Wacom Inkling.

 

PS: Desculpem lá, este foi, provavelmente, o link mais partilhado das últimas 48 horas. Acho que é mesmo um brinquedo que agrada a muita gente e, ao que parece, vai custar menos de 200 euros, o que a torna ainda mais atraente.

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O fulcro

Hoje foi o meu último dia de férias.

Algures, na semana passada, vagamente aborrecido com os atrasos na entrega do carro (quase insignificantes, mas que me fizeram passar as férias com um carro com o qual não queria andar, não fosse algo correr mal) e já bastante chateado com a demora do ar condicionado, disse í  Dee: “vais ver, na terça feira que vem, meu último dia de férias, não só entregam o carro finalmente, como aparecem os tipos a montar o ar condicionado”.

Guess what.

Por volta das nove da manhã, chegaram os técnicos do AC. Depois de uma ronda pela casa e um plano de ataque, fui para o BES tratar do seguro. Ainda fiz uma simulação na N Seguros e outras seguradoras online, que me davam valores entre os 500 e os 600 euros/ano, no BES, optei por uma cobertura que não é a mais alta, mas é a imediatamente anterior, por 475 euros anuais.

Entretanto toca o telefone: era a Dee a explicar que no meio da obra, alguém passou tubo flexí­vel para o telhado para fazer descer cabo eléctrico das máquinas de ar condicionado para o quadro, mas ficou a faltar o cabo. E a malta do AC não faz ligações de cabo a quadro eléctricos porque, alas, não são electricistas credenciados para tal.

Seguiu-se viagem í  SGS Car, no Feijó, para levantar o ASX.

Volante Mitsubishi
O odómetro, depois da primeira viagem, conta 8 km.

Tratei dos últimos papéis, incluindo a transferência de propriedade do Mercedes, que lá ficou, muito porco da chuva que caiu nos últimos dias, carregada de poeira. E foi mesmo o Mercedes que me empurrou para a decisão final. Agora que já tenho o carro, acho que já é seguro explicar o que se passou.

Estando prestes a comprar o Civic pela diferença de 4500 euros, decidi ainda passar na Mitsubishi só para saber exactamente como tinha sido feita a simulação de crédito. Foi aí­ que percebi que o consultor da SGS fazia negócio com o Mercedes.

Todos os outros stands descartaram o Mercedes í  cabeça, deixando-me com dois problemas: não ter carro para retoma, ajudando a suavizar a entrada de um novo e, claro, ter que despachar um carro com 18 anos, a precisar de mais de 3 mil euros de reparações.

Naquele momento, percebi que, com a entrada que eu já estava preparado para dar e fazendo o tal crédito de longa duração, a mensalidade do ASX ficava igual í  do Civic. Como o ASX era a minha primeira escolha desde o primeiro dia e – não bastando isso – a Dee tinha gostado bastante mais do Mitsubishi do que do Honda, a decisão não foi complicada.

Voltei então para casa, ao volante do meu novo Mitsubishi ASX, que não é preto, mas é cinzento “médio”, que lhe assenta muito bem.

Em casa, os putos trepavam í s paredes, a instalação do AC ia lenta e eu resolvi, para bem de todos, levar o Tiago a passear. Ele, ansioso por ver o carro novo, mexeu em tudo, abriu e fechou os encostos para braços e inventou logo ali um protocolo para os mesmos com o carro em andamento e com o carro parado.

Fomos até ao Parque da Paz gastar alguma energia.

Voltei e mal me sentei 2 minutos em casa, antes de ter que sair novamente. Desta vez para a Junta de Freguesia de Almada, onde ia trocar o meu distico de estacionamento para o carro novo. Descobri que a Junta faz primeiras vias, mas não faz alterações, pelo que tive que ir í  ECALMA.

Fiquei estupefacto: na ECALMA demorei cerca de 3 minutos. Mostrei o seguro e o contrato de compra, dos quais nem tive que deixar cópia, entreguei o impresso e pronto, novo distico.

No regresso, dei com a máquinas exteriores já montadas e três das interiores no sí­tio. Ficam a faltar três e a tal passagem de cabo e montagem de disjuntores, mas a Dee conseguiu convencer o empreiteiro a mandar cá um electricista amanhã para ajudar.

Para me certificar que nada falhava, fui ainda ao Leroy comprar o cabo e ao Jumbo fazer uma compras.

De volta a casa para me sentar no sofá cinco minutos, seguido de dar jantar í  Joana e banho ao Tiago. Ambos já dormem e eu estou a fazer um enorme esforço para manter os olhos abertos, tanto pelo cansaço do dia, como pelo facto de ter consumido, no total, não mais de 500 calorias hoje.

Comer, quando em stress… é uma cena que a mim não me assiste.

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