Half-life 2 Episode 2

Nunca me tornei fã do Half-life. Não joguei o jogo assim que saiu e quando lhe peguei já estava demasiado viciado em gráficos mais avançados. Percebi que a ideia estava lá, mas o jogo não me entusiasmou.

O mesmo não se passou com o Half-life 2. O engine Source não é tão sofisticado como outros que por aí­ andam, mas é o suficiente para não envergonhar (e com HDR é bastante impressionante), e não distrai da ideia central do jogo: um FPS para thinking people. Bom… thinking, mas não exageremos: o que o Dr. Gordon Freeman melhor faz é desfazer bicharada, zombies e soldados da Combine a tiro de caçadeira.

O Half-life 2 era bom. Tão bom, de facto, que a Valve não conseguiu despedir-se dele e decidiu criar uma trilogia de pequenos episódios continuando a história do jogo. Acabei há pouco tempo de jogar o Episode 2 que teve a cena de batalha final mais excitante de qualquer jogo que já joguei. Ao contrário do habitual boss dificí­limo de matar e que se demora 15 tentativas para perceber o que é preciso fazer e mais 45 para conseguir efectivamente fazê-lo, os gajosa da Valve fizeram o oposto: toma lá a criatura mais marada do jogo, que até aqui tiveste sempre dificuldade em derrotar com um lança-rockets e toma uma arma que a destrói com um tiro.

Só um catch ou dois… em vez de um strider, vamos-te atirar com uma dúzia e eles vêm protegidos por hunters. Boa sorte.

Quando matei o último strider e os npc desataram todos a celebra, tive vontade de ir abrir uma Super Bock e fazer uma mini-festa. O jogo é absolutamente estupendo e deixa-me ansioso pela saí­da do episódio final da série.

Já joguei muita coisa e já joguei muitos FPS, mas o Half-life 2 tem uma coisa que mais nenhum dos que joguei tinha: eu quero saber a história. A história da Terra invadida por criaturas inter-dimensionais pode ser contada de muitas maneiras banais, mas no Half-life essa história é contada de maneira tal que me apetece ir “ler o livro”: quero saber mais detalhes sobre a Combine, a resistência, a tecnologia das máquinas orgânicas, etc.

O Half-life é tão bom, especialmente o 2, e o Gordon Freeman é um personagem tão bem esgalhado que quase me atreveria dizer que este jogo merece um filme. Isto é, claro, se eu não soubesse a trampa que Hollywood faz sempre que transporta um jogo para filme…

[tags]half-life, 2, episode, gordon, freeman, valve, half, life[/tags]

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De férias!

Estou de férias durante a próxima semana e meia. E ainda bem, porque acho que estava prestes a cometer três ou quatro homicí­dios.

[tags]férias[/tags]

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Nova t-shirt

Para fãs do Pulp Fiction que sabem distinguir uma boa citação de uma citação vulgar.

What does Marsellus Wallace look like?

Podem clicar aqui para ver os detalhes e outras t-shirts minhas.

[tags]t-shirt, spreadshirt, pulp, fiction[/tags]

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A ouvir: Luke Vibert – Slipped Disc
via FoxyTunes

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Xuning

Apercebi-me recentemente de que não existem artigos profundos sobre xuning na internet. Ou melhor, não fiz a mí­nima pesquisa, mas apeteceu-me escrever sobre o assunto e decidi apresentar-me não só como pioneiro como também como especialista.

É assim que se chega ao topo: mentindo. Isso aprendi com a polí­tica.

O que é xuning? A etimologia é popular e advém da justaposição da palavra “xunga” e da palavra “tuning”. Vale a pena lembrar que um xunga é uma pessoa básica, com pouco conhecimento de comunicação verbal, normas sociais aberrantes e uma tendência para o inter-acasalamento e que tuning é uma palavra inglesa significando “afinamento”.

E podem já voltar para a escola todas as pessoas que estiverem a ler-me e que sintam a tentação de me mandar um mail a avisar que se escreve “tunning”. Basta um conhecimento básico de inglês para perceber que “tuning” não leva dois “n”, caso contrário teria uma pronunciação completamente diferente.

Bom, digo “voltar para a escola”, partindo do princí­pio que alguns de vocês têm, efectivamente, uma educação.

Xuning é portanto afinação de automóveis levada a cabo por xungas. O xuning distingue-se do tuning de várias maneiras: na generalidade dos casos, o tuning começa no motor e outras partes móveis do veí­culo, tentando dar-lhe mais potência, melhor performance, comportamento dinâmico e essas paneleirices automobilí­sticas e, geralmente, acaba por alterar o aspecto do carro com o mesmo objectivo: redução de peso, modificação do corpo para obter mais aerodinâmica, etc.

O xuning é a arte de alterar o aspecto exterior de um veí­culo, conferindo-lhe detalhes “desportivos”, tornando o carro geralmente mais pesado, barulhento e foleiro, sem por isso ser especialmente mais rápido ou ágil.

Tampão de alumí­no

Um dos apetrechos de xuning mais vistos nas ruas é o autocolante colocado na tampa de acesso ao depósito de gasolina que simula um tampão de alumí­nio, semelhante aos encontrados nalgumas motos.

Não consigo imaginar ninguém a acabar de colar uma destas trampas no seu depósito a olhar para a obra e achar que está impecável. É foleiro, não serve qualquer propósito e fica sempre mal colado.

Gosto especialmente quando o génio tem que cortar um pedaço do autocolante para conseguir adaptar o autocolante a uma qualquer forma menos plana do seu automóvel. Não menos brilhante são gajos que colam autocolantes redondos em tampas rectangulares… eu sei, eu sei: geometria é uma ciência complexa.

Falsas entradas de ar

Há coisa mais patética do que colar um tupperware, cortado ao meio, em cima do capot do carro para fingir que é uma entrada para arrefecer o turbo que o carro nem sequer tem? Ainda mais lindas são as que têm um bocado de rede de capoeira a fingir de “favo de abelha”. Pura beleza!

Quão anormal é preciso ser-se para achar que o Peugeot 205 a cair de podre só pode ser melhorado com a adição desta ideia deficiente? Suponho que o xunga médio não tenha qualquer espécie de sentido crí­tico.

Aliás, no fundo, falta de sentido crí­tico é um dom da população no geral.

Plásticos pintados

Uma das caracterí­sticas dos carros desportivos é que têm os plásticos na cor da carroçaria, vai daí­, o xunguinha vai ao Leroy e compra duas latas de esmalte vermelho e toca de pintar o pára-choques do Opel Corsa de 86 de vermelho.

Fica ainda mais bonito quando o Sol começa a descascar o esmalte. Sem dúvida nenhuma que o carro ganha um ar agressivo na estrada! Sim… agressivo como em: “aquele idiota deve ser perigoso ao volante, afasta-te dele!”

Pontas de escape falsas

Uma modificação que geralmente melhora a performance dos automóveis é a troca do sistema de escape por um mais eficiente. O motor livra-se dos gazes com mais facilidade e consegue oferecer mais meio cavalo ou dois de potencia.

Como o xunga não tem dinheiro para mandar substituir todo o sistema de escape do seu Fiat Punto, toca de comprar umas ponteiras cromadas que se põem sobre o velho escape de lata escaqueirada para fingir que tem um sistema de escape todo pipi. Patético.

Super subwoofer a passar música de merda

Aqui está algo sem o qual o verdadeiro xuner não pode passar. Aliás, suspeito que a maior fatia do orçamento do xuner vá para o sistema de som. Já que o carro não anda nada, o melhor mesmo é fazer-se notar passeando-se pelas ruas secundárias da cidade a bombar a maior merda destilada de euro-techno e hip-hop de Chelas que for possí­vel.

O volume é ensurdecedor e a música é tão fatela que faz virar cabeças. Cabeças de pessoas que pensam: “mas quem é a aventesma que está a ouvir esta trampa?!”

Asa do tamanho de um banco de jardim

Como, na generalidade, os carros dos xuners são latas velhas a cair de podre, é conveniente que estejam equipados com uma asa traseira do tamanho de um banco de jardim – daqueles antigos em ripas. É que, quando o carro parar de vez, pelo menos têm onde se sentar enquanto esperam pelo reboque.

Lembro-me de ter visto uma vez um Fiat Uno com uma asa tão grande atrás que estive vai não vai para experimentar dar-lhe um toquezinho para ver se o carro se virava com o peso daquela aberração.

O boné

O boné não é um acessório para o carro: é um acessório para o condutor. Acho que está cientificamente provado que 99,9% de todos os xuners usam boné. E usam-no sempre: no trabalho (nas obras), na cama, no duche (mensal) e, claro, ao volante.

Como se o automóvel já não falasse pelo QI do seu dono, este apresenta-se constantemente com aquele apetrecho de cabeça – normal e aceitável nalgumas situações – a toda a hora e todo o momento. Com um detalhe: o boné do xuner está ajustado para a cabeça de uma criança de 6 anos (que é, em média, a idade mental do xuner), tornado o boné mais um bibelot pousado na mona do que propriamente um chapéu cobrindo a dita.

Embora não mereçam parágrafos – porque não me apetece – não nos esqueçamos das esponjas nos cintos de segurança e coberturas de neoprene para os bancos, com a palavra “racing” escrita; pedais e manete de mudanças em plástico cromado; CD pendurado no espelho para enganar os radares; autocolantes com desenhos “tribais” e/ou letras chinesas colados na carroçaria; LEDs nos mija-mija; uma bandeira de Portugal na chapeleira; bandanas nos encostos de cabeça e, quase sempre, um grupo de grunhos que não tenham mais nada para fazer senão andar í  pendura, para trás e para a frente, nos subúrbios aos fins de semana.

[tags]xuning[/tags]

A ouvir: Iron Maiden – Run To The Hills
via FoxyTunes

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A Força

A tira de hoje dos Especialistas sempre foi uma das minhas preferidas. Muito simples, mas ainda assim, uma das minhas preferidas.

[tags]bd, banda, desenhada, comics, cartoons, tiras, especialistas, star, wars, lighstaber[/tags]

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