A grande reparação

Foi em Julho de 2007 que se rompeu um cano de esgoto da coluna do nosso prédio, logo por azar, no nosso apartamento. Bom, não foi azar, foi uma montagem feita í  parva de um esquentador que cuja tiragem de gases foi tão metida í  pressão que, com o passar dos anos, foi derretendo o esgoto.

Vieram cá uns tipos que partiram a parede da cozinha toda para chegar ao esgoto que repararam, apenas para rebentar novamente, pouco tempo depois.

Vieram outros que repararam a coisa melhor, mas meteram amianto a proteger o cano.

Finalmente, veio cá um gajo reparar uma torneira na casa de banho que acabou a mudar a banheira e, depois de lhe pedirmos para reparar o buraco na cozinha, mostrou-se incapaz. Apesar de ser, aparentemente, pedreiro, construtor, especialista e o caneco.

A coisa ficou por fazer.

Ontem, apercebemo-nos que os pedaços que betão que tinham sido deixados a escorar a cabeça de cavalo onde encaixavam os tubos de saí­da do esquentador e exaustor, tinham caí­do. As tubagens moveram-se, a do exaustor soltou-se e o esquentador estava a apagar-se durante o uso.

Isto indica, normalmente, que os gases de saí­da do esquentador estão a voltar para trás e que a válvula de segurança do dito corta o gás. Ou isso, ou o esquentador estava a ficar sem pilhas.

Mas nós estávamos fartos e isto foi a gota de água. Monóxido de carbono não tem piadinha nenhuma e não estávamos dispostos a deixar passar nem mais um dia.

De manhã fomos ao Leroy Merlin, onde torrámos 500 euros. Grande parte dos quais num novo esquentador Vulcano, não por paranóia, mas porque o esquentador que cá temos já andava debaixo de olho para ir para o lixo há uns meses e resolvemos aproveitar.

Depois de almoçarmos no Forum, voltámos para casa e metemos mãos í  obra. O processo ficou documentado em dez fotos que tenho num set no flickr.

Mas o resultado final é este:

Passo 10: Tudo tapado!

Era tão complicado para o pedreiro que estava a preparar-se para tapar o buracão com dois pedacinhos de contraplacado que nós, novatos nisto do cimento e dos tijolos, tapámos o buraco numa tarde.

Usámos tijolos refractários, lã de rocha para separar o tubo que aquece do que derrete, madeira para fazer uma cofragem para iniciar a cimentação e, a estrela da festa, um fantástico cimento de secagem rápida da Aguaplast, chamado “Rapiduro”.

Sim, é possí­vel que Rapiduro também seja um nome de um medicamento para a disfunção eréctil.

O buraco está tapado. Resta estucar e pintar, o que devemos fazer até ao final da semana, após o que poderemos montar o novo esquentador.

Happy days.

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Olhe que é verdade!

Gostava de saber o que se mete na cabeça das pessoas que as faz achar que a privacidade da vida dos outros se torna alternativa quando há uma criança envolvida.

Já não bastam todas as senhoras que vêm ter connosco, no meio da rua, para nos avisar que o Tiago está com frio, ou que está desconfortável com a luz, ou que precisa de um chapéu. A presença do Tiago invalida, aparentemente, a nossa privacidade enquanto famí­lia.

Acho curioso porque quando se vê (e ainda se vê), pais a assentar estaladões nos filhos, ou mães a fazer desabar 3 ou 4 tabefes sobre a trombinha do seu rebento, ninguém se mete, ninguém diz nada, ninguém intervém.

Mas para pequenos detalhes, como o agasalho ou a protecção craniana, toda a gente tem uma opinão que deseja transmitir. Sinceramente, acho que sei vestir e proteger o meu filho; presto-lhe atenção, tento perceber se está confortável e certificar-me que não tem um casaco a menos ou a mais, não está a levar com o Sol na cara sem os seus óculos escuros e que, de uma maneira geral, tem um certo estilo e pose dignas que um Couto e Santos.

Ou por outras palavras: metam-se na vossa vida, muito obrigado.

Mas há alturas em que a situação adquire um colorido tal que honestamente me faz duvidar da sanidade colectiva deste povo.

Hoje de manhã í­amos os três a caminho da escola, para deixar o Tiago quando um… chamemos-lhe “bacano”, se acercou de nós com um ar preocupadí­ssimo. E vai o bacano:

“Oh Sócio!” (excelente começo)

“Olhe que as crianças que andam viradas para a frente [no carrinho], ficam traumatizadas!”, exclamou. “Vire a criança para trás! Olhe que é verdade!”

Eu duvidei, honestamente, quando ele disse que as crianças que viajam em carrinhos, viradas para a frente, ficam traumatizadas. Tendo em conta que, digamos, 99% de todas as cadeirinhas de passeio para crianças com mais de um ano têm o assento virado para a frente e que o Tiago tem tudo menos aspecto de recém-nascido (os que, por vezes, viajam de facto virados para trás), duvidei…

Mas quando ele disse “Olhe que é verdade!”, reavaliei toda a minha vida. Afinal, se calhar, todos os meus problemas se cingem a um só: ando sempre virado para a frente.

A decisão ficou tomada imediatamente: a partir de amanhã, só ando virado para trás.

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Guitar hero is for losers

Não que fosse preciso grande confirmação, mas eu nunca vi um robot tocar guitarra como deve ser… mas já vi um tocar Guitar Hero em expert:

Via Guitar MX Blog.

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Não é nada, mas…

Quando cheguei a casa hoje, achei o Tiago muito coradinho. Depois de jantar fomos para o quarto brincar um bocadinho e achei-o quente. Hum, corado e quente… termómetro.

Estava com 36,8 graus, o que não é nada, é só um bocadinho mais quente que o usual.

Uma hora depois de ter ido para a cama estava com a mesma temperatura, mas mais uma hora e já estava com 38. Continua a não ser alarmante (já o apanhámos com mais de 40), e também sei que os filhos de muita gente, por esta idade, já passaram por doenças horrí­veis, febres altí­ssimas e toda a espécie de incómodos fí­sicos “a sério”.

A mãe pí´s-lhe um ben-u-ron com um jeito fenomenal que quase nem o acordou. De certeza que está tudo bem e é só mais uma gripezinha daquelas que até passa rapidamente.

Mas porra…

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Mais uma semana

Sei que já estou farto de dizer que ando cansado. Sim, já me enjí´o a mim próprio com esta conversa, mas depois de ter passado uma semana sem dormir, as coisas estão ligeiramente mais complicadas.

Na semana do Codebits não preguei olho. De notar que também não estive no concurso… vim para casa í  noite e tudo, mas nem por isso dormi. De quarta-feira, dia 12 até terça-feira seguinte, dia 18, devo ter dormido uma hora numa noite, duas noutra, nenhuma em pelo menos uma delas. Foram para aí­ umas sete ou oito horas de sono numa semana.

Já lá iam uns tempos valentes desde que tinha umas insónias assim e, sinceramente, já não lhes acho piada nenhuma. Entretanto comecei a dormir, mas isto não é uma coisa de que se recupere com facilidade. Adormeço que nem uma pedra, durmo profundamente, tenho sonhos bizarros e de manhã, entre acordarem-me e espancarem-me com bacalhaus secos, escolheria o segundo, sem hesitar. Desde que não me acordassem.

Em suma: preciso de umas férias. É só esperar mais um mês e picos…

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