Pesadelo de sábado de manhã

Como temos tido uma “época festiva” complicada e cheia de stress, aproximamo-nos do natal sem ter todas as prendas compradas. Por isso, decidimos juntar o útil ao agradável e combinámos um passeio por Almada no Sábado de manhã para acabarmos as nossas compras natalí­cias no comércio tradicional em vez de no centro comercial.

Saí­mos de casa pouco antes das dez e começámos a subir a avenida; o Tiago parou í  porta do Sambinha e decidiu que não ia andar mais. Foram cerca de três minutos, desde que saí­mos de casa e até que começou a embirração.

Levei-o í s cavalitas até í  Polux que abriu na Afonso Henriques, onde foi preciso uma ginástica complicada para o Tiago não deitar a mão í s garrafas de cristal de 700 euros que havia nas prateleiras.

Procurar e escolher um item para oferecer foi complicadí­ssimo porque ele só queria ir para o chão, onde pretendia deitar-se; tê-lo-í­amos deixado, não fosse o chão estar molhado de ter acabado de ser lavado.

As senhoras da loja tentaram distraí­-lo com fitinhas e brincadeiras que ele recusou, irritado.

No fim, acabei por ter que sair com ele da loja e sentar-me num banco no passeio, onde ele se rebolou, sempre rabujando.

Seguimos caminho, com ele a andar pelo seu próprio pé… durante mais ou menos 300 metros. Depois foi preciso pí´-lo í s cavalitas novamente.

Entrar em lojas daí­ para a frente foi quase impossí­vel, com o Tiago ao colo a debater-se para ir para o chão e uma vez no chão, ou se deitava e rebolava no dito ou queria colo novamente.

Acabámos por ir com ele ao jardim, onde ele gosta de correr e brincar, mas desta vez decidiu ajoelhar-se no chão.

Já com a paciência no limite, sentámo-nos num banco de jardim e ignorámo-lo o melhor que pudemos; ter que manter alguma vigilância torna as coisas difí­ceis.

Depois de uns minutos no meio do chão, percebendo que não o í­amos buscar, lá se levantou e veio fazer a mesma fita mais perto dos pais.

Decidimos seguir para Praça São João Baptista e tentar comer qualquer coisa num café. O Tiago subiu de bom grado as escadas até lá cima, já que adora escadas, mas depois, quando viu a fonte, tornou-se impossí­vel fazer qualquer coisa que não fosse tentar impedi-lo de saltar lá para dentro.

Cavalitas novamente e voltar para casa, com fome, porque a ideia de ainda estar a tentar que o miúdo se comportasse minimamente num café era mais do que estávamos dispostos a aturar.

De regresso, demos com uma banda a tocar músicas de natal na Renovação. O Tiago, que adora música, começou logo a bater palmas e estivemos ali um pouco a assistir í  performance.

O resto do regresso foi igualmente mau: ao colo contorce-se para ir para o chão, no chão, aterra ou anda 100 metros e pede colo novamente. Às cavalitas vai bem, mas porra… eu tenho andado mal das costas e isto não ajuda especialmente.

Conseguiu ainda atirar-se para o chão no elevador e novamente, no hall, quando chegámos a casa.

Quando lhe dei água a beber e ele, ao terceiro golo, cuspiu tudo fora, expliquei-lhe que hoje não há televisão. Nem 5 minutos, nem 1 minuto, nem nada, zero. Foi o limite. Portou-se demasiado mal para ser verdade.

Ele é pequeno e fiquei na dúvida que compreendesse algo deste género, mas se não faço qualquer coisa, enlouqueço.

Duas horas num belo sábado de manhã, com um Sol de Inverno bestial, a passear pela cidade de Almada que está fantástica, com o metro, os passeios arranjados, uma zona pedonal, lojas novas a começar a abrir, pessoas de um lado para o outro, música e decorações de natal e o sacana do puto é incapaz de se portar bem durante mais que três minutos seguidos.

Em suma, o meu fim de semana acabou de começar e já estou com saudades do trabalho!

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O hamburger que não estava lá

Sou um consumidor assí­duo dos hamburgers gourmet da H3, ali no Monumental Dolce Vita. São hamburgers especialmente bons, de carne de novilho nacional, com arroz Thai e batatas fritas í s rodelas, feitas no local; têm um conjunto de variantes como o Tuga, com molho de alho e cerveja e ovo estrelado, ou o cheese, com queijo e cebola.

São servidos no prato, embora também haja uma versão no pão, numa focaccia óptima, com salada.

São deliciosos e também baratos, o que dá muitos almoços de hamburger, todos os meses.

Aqui há uns meses atrás, decidi deixar uma sugestão na caixinha que existe, para o efeito, junto da caixa. Sugeri que fossem criados hamburgers duplos e, melhor ainda: um hamburger picante!

Qual não foi o meu espanto quando, algum tempo depois, recebi uma resposta no meu e-mail. Por um lado informava-me que podia escolher um hamburger duplo quando quisesse, por mais €3,50 e por outro dizia-me que tinham gostado da ideia do hamburger picante e que o iriam produzir.

Cito:

“A sua sugestão  de um hambúrguer picante parece-nos uma óptima ideia. Vamos criar essa receita (em princí­pio para o Natal). Quando estiver nas lojas será o primeiro a ser avisado. Será o h3 Couto e Santos.”

O H3 Couto e Santos?! Fiquei agradado com a ideia da criação de um H3 picante, mas surpreendido com a ideia de lhe dar o meu nome. Andei uns tempos a pensar que seria uma partida qualquer de alguém, a gozar comigo.

Entretanto os meses passaram e a única coisa que vi foi uma garrafinha de Tabasco que passou a estar disponí­vel no balcão da H3 (já agora, um grelhado com arroz e batatas, bem regado com Tabasco é delicioso).

Como estamos quase no natal, aqui estou eu perguntando: afinal, onde está o H3 Couto e Santos? :-)

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Zglharrrghhfffnnnung

Durante a noite de hoje, levantei-me cinco vezes para ir ver o Tiago que estava a ter ataques de tosse ou a chorar.

Estou a precisar urgentemente de saltar de uma ponte.

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Jizz in my pants

Depois do Lazy Sunday, que, infelizmente, a NBC perseguiu de tal maneira que é quase impossí­vel encontrar online, estou fascinado com outro ví­deo do SNL com o Samberg e companhia (descoberto, originalmente, via Tiago Farrajota).

Chama-se “Jizz in my pants”. É um gozo aos meninos super-cool que cantam e dançam e dormem com 20 gajas todas as sextas-feiras í  noite, como o Justin Timberlake que, aparentemente, tem um bom sentido de humor, já que entra no ví­deo.

Clássico:

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Snikt

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