
Com mais uma criança em casa, estava na hora de voltar a martirizar-me com a minha mais antiga e teimosa preocupação de adulto: o que é que eu faço para o jantar?
É um assunto recorrente e não me espantaria que já o tivesse mencionado neste blog; a comida cá por casa é um caos, o frigorífico e a despensa (nota: despensa é onde se guardam os alimentos, dispensa é o acto de dispensar), podem estar cheios, mas não há nada para comer.
Estranho? Talvez não tanto.
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Mas o problema não é só esse, porque esse resolvia-se com umas estaladas, o problema é que a Dee não gosta de cozinhar, mas com os horários das coisas, acaba por ser ela a ter que ter o jantar pronto para o miúdo, que mais tarde passará a plural – miúdos.
Os conselhos que me dão por aí são sempre os mesmos: faz grande quantidade e congela; já faço, não é suficiente, não é solução; faz isto e aquilo que é simples e rápido; não, não é simples e rápido, é chato para quem não gosta de estar na cozinha.
Resumindo e concluindo, esta conversa vem sempre dar ao mesmo e esse mesmo tem um nome e esse nome é Bimby.
Sempre me opus í ideia de ter uma Bimby porque simplesmente é muito cara. Mas a verdade é que sempre que falo deste assunto das refeições do dia a dia (não confundir com passar umas horas na cozinha a fazer algo especial no fim de semana), vem sempre alguém falar-me da Bimby. E no meio das pessoas que têm Bimbies, ainda não conheci ninguém que não goste da sua.
Há quem defenda – com potencial razão – que, depois de gastar mil euros numa máquina, ninguém vai dizer mal dela. Mas não deixo de estranhar o entusiasmo com que os donos de Bimbies defendem a sua.
Confesso que a demonstração em casa (única forma de comprar uma Bimby), também não me agradava muito – eu gosto de poder experimentar as coisas por mim, mas estar a dar mil euros por aquilo “só para experimentar”, é inviável.
Foi então que decidi lançar o apelo no FB: Quem me empresta uma Bimby?
Depois de receber uns comentários que indicavam que emprestar a Bimby era quase como emprestar a mulher, recebi, pelo menos, três ofertas de empréstimo. Hoje, graças í insubstituível Maria, voltei para casa com uma Bimby emprestada durante duas semanas em que ela vai estar de férias.
É uma grande responsabilidade, ter a Bimby de outra pessoa cá em casa, mas é também uma grande responsabilidade para a Bimby estar nas minhas mãos. Já passei os olhos pelos livros de receitas e confesso que fiquei imediatamente surpreendido com a variedade de pratos que lá figuram – a minha impressão era que aquilo dava para fazer pouco mais do que purés.
Também percebi que de facto, as receitas são muito simples, normalmente envolvendo dois ou três passos de carregar ingredientes na máquina, carregar nuns botões e voltar quando apitar.
Resta saber se a comida é boa e se é de facto prático usar a Bimby no dia a dia, deixando o fogão e as panelas para ocasiões especiais. O teste começa agora.
Bimby… you’re ON!