Ultimamente anda-me a apetecer escrever sobre um ou três assuntos que me andam a incomodar, mas esbarrei num problema inerente í maneira como costumo escrever.
Não mantenho aqui qualquer espécie de anonimato. Bem pelo contrário, creio que quem quisesse conhecer-me, talvez para me pagar um café e não para me dar um enxerto de porrada, poderia facilmente juntar a informação de alguns posts e saber por onde ando e onde trabalho. O meu nome está em todos os posts, é fácil de saber o que faço e onde, qual a minha data de nascimento e por aí fora.
Se um dia o Moita Flores monta uma polícia para caçar esta malta dos blogs, eu serei um dos primeiros a ir parar ao xadrez.
Mas esta ausência de anonimato impede-me de escrever o que me anda a apetecer. É que embora tivesse enorme prazer em chatear certas pessoas, como Paulo Portas ou Santana Lopes, não me dá especial prazer chatear outras que, creio, ficariam chateadas com os posts que me anda a apetecer escrever.
Por outro lado, tenho alguma curiosidade sobre qual a opinião da chamada “comunidade” sobre alguns destes assuntos em que a minha opinião é um pouco contra a corrente. Será que há por aí mais como eu que acham que isto e aquilo é um bocado coiso e tal e que no fundo a fulana de tal devia era estar caladinha e o sicrano bem podia ir apanhar bonés?
Não sei. Mas também não vou saber, porque, lá está, não teria prazer em chatear as pessoas que tenho quase a certeza que se iriam chatear.
Em vez disso, decidi escrever este post e, possivelmente, lançar algumas dúvidas e talvez irritar alguns dos meus leitores por não ir a lado nenhum com esta conversa.
Bom… seria bem pior que o coiso do não sei quê agora achasse que no fundo, não passa de um cona-de-sabão.