Goodbye Richard

Há certas pessoas que, embora nunca as tenhamos conhecido na vida, têm significado para nós e deixam-nos tristes quando morrem.

Richard Wright era uma dessas pessoas. Compositor, vocalista e teclista nos Pink Floyd, morreu ontem, com apenas 65 anos, ví­tima do suspeito do costume, cancro.

Quando penso nele, a primeira coisa que me ocorre é o seu piano e a sua voz numa das inúmeras composições fantásticas dos Pink Floyd: “Echoes”, da qual foi também co-autor.

Pode parecer meio foleiro, mas não resisto a deixar aqui o primeiro verso… acho que é idí­lico e um pouco psicadélico, mas também tem algo de fúnebre.

“Overhead the albatross hangs motionless upon the air
And deep beneath the rolling waves
In labyrinths of coral caves
The echo of a distant time
Comes willowing across the sand
And everything is green and submarine.”

Requiescat in pace, Richard Wright.

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11 comentários a “Goodbye Richard”

  1. só um acrescento ao post anterior…

    “And I am not frightened of dying, any time will do, I
    don’t mind. Why should I be frightened of dying?
    There’s no reason for it, you’ve gotta go sometime.”

    “If you can hear this whispering you are dying.”

    “I never said I was frightened of dying.”

    The Great Gig in the Sky
    (Wright)

  2. Jorge, embora essa canção seja do Wright, a citação é retirada de uma de várias entrevistas que a banda fez a pessoas diversas durante a gravação do Dark Side of the Moon e é portanto uma citação espontânea e não uma frase escrita por alguém para encaixar na música.

    O que não invalida nada, mas é um facto curioso.

  3. caro Pedro , não é não , repara bem aos 38s da musica , está com um nivel baixo , mas percebe-se perfeitamente , antes de entrar a voz espantosa da Clare Torry as 66s.

  4. reparei agora que não dizes que estas frases não estão na musica , apenas que não são palavras do richard, o que de facto retira algum do significado. Desconhecia esse facto e agradeço o esclareçimento.

  5. Fiquei atónito com a notí­cia ontem. Não porque fosse impensável algum deles morrer, não fosse esse o destino terreno último de todo e qualquer animal, mas porque sempre vi os Pink Floyd como algo eterno, garantido, que mesmo sabendo que talvez nunca mais editassem algum trabalho de originais, ou que nunca mais viessem a Portugal, “estavam ali”.

  6. Tenho ideia que são frases de alguém que trabalhava no estúdio, ou alguém da produção. Ouvi isso num CD antigo em que entrevistam a banda, um de capa azul clara, não me recordo se será sobre o TDSOM, mas o que tenho não é DVD, é um CD audio.

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