300

Não, não vou falar de Espartanos. O tema é banhos.

Desde que o Tiago nasceu que sou eu que lhe dou banho. É uma actividade que posso efectivamente fazer (ao contrário, de amamentar, por exemplo), e como desde que sempre que é í  noite, antes de ir para a cama, sei que o meu horário de trabalho não me privará desse prazer.

Já lá vão, portanto, mais de 300 banhos. Sei que há por aí­ muito pai que se diz dedicado mas que, na verdade, nunca deu papa ao filho, nunca mudou uma fralda, nunca o vestiu, nunca o levou simplesmente a passear pela rua e nunca lhe deu um banho.

Acho que a mãe é a figura absolutamente central da vida da criança nos primeiros anos. Não vale a pena estarmos com ilusões, como pais: somos o actor secundário. Mas a nossa presença, proximidade e mesmo o nosso toque, são mais importantes do que voltar para casa todos os dias com um brinquedo debaixo do braço.

O banho do Tiago começou por não ser pací­fico, como é habitual; e depois ele começou a gostar e é quase sempre um grande gozo: umas vezes está sentado no fundo da banheira a roer um pato de borracha, outras vezes fica fascinado como os braços flutuam na água e vai-os agitando lentamente. Há alturas em que não pára quieto e corre a banheira toda de um lado ao outro várias vezes, outras em que só quer estar de pé e depois há os dias em que se apercebe das possibilidades da água e eu saio de lá encharcado da cabeça aos pés.

E é por tudo isto que até nem me importo muito de ter uma dor de costas verdadeiramente digna de Atlas. Pelo menos, posso finalmente dizer… “ai as minhas cruzes!”

[tags]tiago, banho[/tags]

Deixar comentário.

5 comentários a “300”

  1. o tiago dá muitas vezes banho ao gabriel, e já se meteu lá dentro com ele (mas o gabriel não achou muita graça ter menos espaço de piscina ;) ) só não lhe dá sempre porque nem sempre chega a tempo, o gabriel toma banho por volta das 19h30 e dorme de seguida.

Leave a Reply