Aqui vai o post obrigatório para o dia de hoje: sim, eu senti o terramoto. :-)
[tags]terramoto,tremor,terra[/tags]
Aqui vai o post obrigatório para o dia de hoje: sim, eu senti o terramoto. :-)
[tags]terramoto,tremor,terra[/tags]
Às 16 horas, 70% dos portugueses ainda não foram votar no referendo. Prevê-se uma abstenção altíssima, como na primeira vez – em que a desculpa foi o Sol. Hoje a desculpa é a chuva.
Haja paciência. Este país – 70% dos eleitores deste país – merece ser uma ditadura. Não querem participar, estão-se cagando. Preferem que outros tomem decisões por eles e limitar-se simplesmente a continuar a queixar-se e a dizer “pois, é o país que temos”.
Eu acredito que a lei do aborto devia ser mudada pelo Governo, sem contemplações. Mas como o Governo escolheu fazer um referendo, eu fui lá expressar a minha opinião, contribuir, colaborar.
Assim, a votação não será vinculativa, o país fica na mesma, não evolui, não avança e da próxima vez que alguém culpar o Governo, o Estado ou os políticos pensem melhor, porque afinal… a culpa também é vossa.
Foi uma semana complicada, a 33ª, com uma ecografia a mostrar o Tiago pélvico em vez de cefálico – que estava já há montes de tempo – e uma indicação de pé boto, impossível de confirmar pela dificuldade em ver com clareza a posição dos pés.
Ainda me caíram os tomates ao chão e só os apanhei quando comecei a perceber que a coisa é muito vulgar e tratável e que eu próprio nasci assim com as patinhas metidas para dentro e que não é por isso que hoje não ando a direito.
Mas é fodido, qualquer coisinha agora é um golpe de que custa a recuperar. A semana foi toda um bocado ensombrada pelas notícias de terça, apesar de tudo o resto ser bom sinal: bom peso, bom crescimento, bons indicadores de bem-estar fetal.
O Tiago completou 33 semanas, com 2.123 gramas e em cheio no percentil 50 de crescimento. Começa a semana 34 e começam – na segunda – as obras para por uma porta normal no quarto dele (a actual é de vidro).
Estou ansioso, mas não posso fingir que não estou cheio de medo também.
[tags]Tiago,gravidez,ecografia[/tags]
Tenho-me apercebido que há pessoas que amanhã vão votar “não”, apesar de serem contra a penalização do aborto! Há inclusivamente quem diga: “vou votar não, para acabar com a criminalização das mulheres”.
Oh minha gente, por favor acordem! Se querem despenalizar as mulheres, têm que votar SIM. O “não” é exactamente o oposto!
E já agora, aqui vai um esclarecimento para muita gente que anda por aí muito pouca esclarecida: o aborto não vai acabar se o não ganhar.
Votar “não”, não é acabar com o aborto, meus palhacinhos, é apenas mantê-lo na clandestinidade. Compreendem, ou é muito avançado? Repito: este referendo não vai, nem nunca pretendeu, pí´r fim ao aborto.
Espero que pelo menos algumas cabecinhas por aí se esclareçam nas próximas 24 horas.
[tags]aborto,referendo,2007[/tags]