Estou rodeado de idiotas. Vivo rodeado de pessoas com um QI vastamente inferior ao meu e estou farto.
Não falo dos meus amigos, família ou colegas de trabalho. Felizmente, esses três importantes grupos sociais são compostos de várias pessoas inteligentes com quem gosto de estar, conversar e trocar ideias.
Falo da vasta maioria do que sobra. O lixo de gente que popula as ruas, os transportes, os serviços. Há alturas em que pura e simplesmente me farto, me sinto cansado de ter que passar o tempo a adaptar o meu discurso para me fazer entender por pessoas que – sejamos claros – não têm capacidade intelectual de um humano normal.
As ruas estão forradas de pessoas estúpidas, já viram bem? Já pararam para pensar nisso, nos tempos mais recentes? A quantidade de pessoas estúpidas que andam por aí é verdadeiramente alarmante. E eu sinto-me cansado. E há dias em que sinto que vou perder a cabeça, vou-me passar e vou atirar uma velha feia para a linha do metro, vou esmagar o crâneo de um adolescente arrogante contra a esquina de uma parede, vou obrigar um foleirão a comer o seu telemóvel 3G.
Agora vou respirar fundo, vou pensar para comigo mesmo – mais uma vez – que essas pessoas, esses milhões de pessoas, precisam de ser ignorados. E que as pessoas capazes de raciocínio lógico, discussão inteligente e ideias organizadas são as que merecem atenção e esforço.
Não tenho dúvidas de que a evolução humana não se deu em saltos, mas em mutações que levaram í coexistência de várias espécies em diferentes níveis de evolução. E ainda é assim hoje em dia: já temos pessoas capazes de um nível elevado de civilidade, raciocínio e criatividade que, infelizmente, continuam a ter que partilhar o planeta com uma espécie inferior de gorilas brutos, básicos e estúpidos.