Farto de idiotas

Estou rodeado de idiotas. Vivo rodeado de pessoas com um QI vastamente inferior ao meu e estou farto.

Não falo dos meus amigos, famí­lia ou colegas de trabalho. Felizmente, esses três importantes grupos sociais são compostos de várias pessoas inteligentes com quem gosto de estar, conversar e trocar ideias.

Falo da vasta maioria do que sobra. O lixo de gente que popula as ruas, os transportes, os serviços. Há alturas em que pura e simplesmente me farto, me sinto cansado de ter que passar o tempo a adaptar o meu discurso para me fazer entender por pessoas que – sejamos claros – não têm capacidade intelectual de um humano normal.

As ruas estão forradas de pessoas estúpidas, já viram bem? Já pararam para pensar nisso, nos tempos mais recentes? A quantidade de pessoas estúpidas que andam por aí­ é verdadeiramente alarmante. E eu sinto-me cansado. E há dias em que sinto que vou perder a cabeça, vou-me passar e vou atirar uma velha feia para a linha do metro, vou esmagar o crâneo de um adolescente arrogante contra a esquina de uma parede, vou obrigar um foleirão a comer o seu telemóvel 3G.

Agora vou respirar fundo, vou pensar para comigo mesmo – mais uma vez – que essas pessoas, esses milhões de pessoas, precisam de ser ignorados. E que as pessoas capazes de raciocí­nio lógico, discussão inteligente e ideias organizadas são as que merecem atenção e esforço.

Não tenho dúvidas de que a evolução humana não se deu em saltos, mas em mutações que levaram í  coexistência de várias espécies em diferentes ní­veis de evolução. E ainda é assim hoje em dia: já temos pessoas capazes de um ní­vel elevado de civilidade, raciocí­nio e criatividade que, infelizmente, continuam a ter que partilhar o planeta com uma espécie inferior de gorilas brutos, básicos e estúpidos.

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Sobre o referendo í  despenalização do aborto

Já votei no primeiro e desde então não mudei de ideias, vou – obviamente – votar sim. A hipótese do não é medieval, pura e simplesmente. Mas sobre este assunto, o grande filósofo Carlin disse-o melhor que ninguém:

“don’t you find it a little ironic that the people who are against abortion are people you wouldn’t wanna fuck in the first place?”

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Novo álbum dos NIN com nome e data de lançamento

Os Nine Inch Nails anunciaram hoje no site oficial o tí­tulo do novo álbum, produzido num flash nos últimos meses de 2006. Chama-se “The year zero”, e tem data de lançamento agendada para 17 de Abril.

Já existe um site oficial, com links escondidos num image map.

PS: o Trent tá gordo que nem um texugo.

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NIN T minus one week

Já só falta uma semana para o concerto de Nine Inch Nails no Coliseu.

Posso rir-me como uma menina de seis anos, com totós e meias pelo joelho?

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Almada

Recebi um comentário do/a (?) “séries de tv” a que ia responder, mas que decidi promover a post, porque acho que vale a pena dizer isto mais visivelmente.

Aqui vai o comentário, a propósito das obras do MST:

“É o que faz morar numa cidade dormitório, se morasses numa cidade como Braga nada disto te aconteceria e olha que Braga é a Silicon Valley tuga”

Antes de mais nada, não me parece educado insultar a cidade das outras pessoas. Suponho que isso possa acontecer pelo facto de viveres numa cidade provinciana, se vivesses numa cidade cosmopolita, nada disto te aconteceria.

Ou Braga não é proví­ncia? Então talvez Almada não seja dormitório.

Almada é uma cidade em desenvolvimento há muitos anos, sempre em melhoria, mas sempre assombrada com esse rótulo imerecido, de dormitório de Lisboa. Como se Almada não tivesse identidade própria, na sua relação com o Tejo, na sua proximidade com a Costa e na sua vida própria. Almada é provavelmente a maior incubadora de música do paí­s (ainda há pouco tempo, o vocalista dos Da Weasel era meu vizinho do lado), tem um dos mais importantes festivais de teatro (inter)nacionais, tem escolas, negócios, habitações, bairros, um hospital, um castelo, ruas e avenidas e tudo o que as cidades têm e a sua proximidade de Lisboa apenas a torna um sí­tio mais interessante para morar.

Almada pode não ser uma cidade deslumbrante, mas é uma cidade – não é um dormitório. E mais ainda: é a minha cidade.

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