Limpezas

Alguma vez tinha que ser e foi hoje. Não, não decidi mudar de sexo, foi algo muito mais complexo e difí­cil: limpámos a casa.

Odeio limpar a casa. A Dalila também odeia limpar a casa. Infelizmente isso é incompatí­vel com outra coisa que também odiamos: ter mulher-a-dias (ou homem-a-dias, para sermos politicamente correctos e preenchermos a quotas, senão vem de lá a Maria de Belém e ‘tamos tramados).

Limpámos, acreditem, limpámos. Limpámos coisas que não imaginávamos que se pudesse sujar, retirámos coisas castanhas, amarelas, alaranjadas, pretas, verdes, cinzentas e de muitas outras cores, para não falar em texturas, dos mais variados recantos escuros e húmidos da cozinha, da casa de banho, das varandas.

Um bom conselho, querem divertir-se? Venham cá a casa afastar os sofás, é sempre giro. Algumas das formações de bolas de pó, pelos de gato e lixo diverso são dignas de um museu de geologia. Por baixo da cama as coisas não melhoram, ou melhoram, se formos o tipo de pessoas que se diverte com a observação do habitat natural dos ácaros domésticos (o famoso “ácaro spotting”).

Estas limpezas a fundo que fazemos apenas quando temos paciência (leia-se: quando já não aguentamos mais tirar sapatos debaixo da cama que trazem um filme do Indiana Jones agarrado aos atacadores), são sempre excelentes para a minha rinite alérgica. Começo sempre com bravura (i.e. idiotice), atacando o trabalho de frente sem recurso a quí­micos, depois lá vai um Zyrtec, seguido de quatro snifadelas de Allergodil e outras tantas de Pulmicort. Depois porto-me bem e não tomo mais nada, porque a minha vontade era engolir a caixa do Zyrtec, cartão e tudo. Pus seis lenços completamente ensopados para lavar no decurso do dia.

Aspirei as salas todas até í  exaustão, diverti-me que nem um viking. O fogão ficou impecável e a Dalila até as juntas dos azulejos da casa de banho lavou com um pincelinho com lixí­via.

Enfim, um belo domingo.

À noite fomos jantar ao Chinês com o pessoal todo, which was nice.

Os meus pais estão a preparar já tudo para as mega-obras que vão fazer lá em casa e o meu pai disse-me que provavelmente eu vou ter í  minha guarda a sua colecção de mais de mil CDs… *blink*blink* :) Acho que vou comprar mais uns caixotes de Minidiscs para quando a ocasião vier.

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Nelson, 27 anos

Continua um tempo desgraçado, que já dura há 14 dias. Frio e chuva, demasiado frio para quem já estava a andar de t-shirt o dia inteiro. Muitos aguaceiros e de vez em quando chuvas torrenciais.

O Nelson faz hoje 27 anos, parabéns onde devidos. Já estivemos a jogar uns Quakes monumentais, mas ele acabou por perder a ligação (a Netvisão está a prestar um serviço péssimo, passa a vida a acontecer isto).

Ando um bocado desiludido com os diários… o ADSS nunca mais escreveu porque anda num stress com as obras em casa, o cunhado nunca mais escreveu e pior, introduziu aquela nova secção que apetece mesmo visitar para ler as descrições que ele prometeu, mas nunca mais deve ter tido tempo de fazer. A Kat vai escrevendo qualquer coisa, é o que safa a situação :)

Eu próprio quase nunca escrevo nada exactamente porque isto pega-se, a gente não lê, não sente vontade de escrever e só piora com o passar do tempo.

Hoje registei um programa chamado Window Blinds, que serve para mudar o aspecto do windows quase completamente… janelas, botões, scroll bars, etc, etc. Há uns bons meses que isto anda em desenvolvimento (anos?) e nunca funcionou bem até agora. Desta vez registei para compensar o esforço. Agora tenho que aprender a fazer skins, porque há para aí­ 5 giras e o resto é uma porcaria, portanto se não faço as minhas acabo por me arrepender de ter o programa.

E pronto, assim começa mais um longo fim de semana…

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Abril e tal

Costuma dizer-se montes de coisas sobre Abril e pequenos regressos do Inverno… chuva, neve (onde é caso disso), frio… este ano não escapou e mesmo no dia um começou a chover. A temperatura desceu bastante e só hoje começou o tempo a melhorar.

Não foi nada mau, sobretudo para quem, como eu, gosta de chuva. Mas o frio tornou-se um bocado desagradável, assim de repente, quando já andávamos todos de manga curta.

A Dalila ficou doente e como sempre com uma infecção na garganta de qualquer espécie.

A nitro está a trabalhar como nunca. Cada um de nós tem três ou quatro projectos em mãos e estamos a desenvolver pelo menos três trabalhos bem grandotes.

Hoje o ADSS voltou, em vão, ao tribunal de Almada e fez-nos mais uma visita. Sempre cheio das suas cerimónias habituais que só fazem dele quem é, entrou a pedir desculpa e saiu a pedir perdão. :) Não era preciso, gostamos muito de te ter cá. Temos cara de poucos amigos, í s vezes, mas também a Dalila doente e eu mesmo a meio de fazer sopa e lavar a cozinha não e a altura ideal para sorrisos :)

E sim, fiz mais uma sopa, incrí­vel como é fácil fazer sopa… eu não gosto de sopa (aliás é a Dalila que a come), mas o raio das sopas saem-me bem. Desta vez é sopa de brócolos que, consta, fazem bem í  saúde.

Ainda joguei uns Quakes com o Nelson… andamos a jogar FFA agora (Free For All, ou seja, todos contra todos). Achei que era altura e propus-lhe, disse que não me importava de perder sempre (e perco, claro, com a minha ligação, não admira). Mas tem sido muito mais giro jogar em FFA.

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íšltimo dia de estágio

Hoje foi o último dia do estágio de massagem Qigong.

No pouco tempo que restava demos uma ideia geral da massagem de braços, pernas e parte da frente do tronco. Treinámos o que nos foi possí­vel, porque era muita matéria para apenas três horas.

No fim tirámos umas “fotos de famí­lia” com o Mestre… ainda era uma cabazada de gente, espero que tenha conseguido ficar na foto, lá atrás, como de costume.

Em resumo, este estágio valeu cada escudo (foram dez mil) e cada minuto pelas mais diversas razões, desde conhecer o Mestre Yang, até conhecer melhor algumas pessoas do Gongfu (com quem não é fácil falar durante as aulas), passar um bocado fora de casa, distraí­do do trabalho habitual e aprender qualquer coisa sobre massagem Qigong que sem dúvida posso aplicar a quem tiver coragem de se entregar í s minhas mãos :)

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Terceiro dia de estágio

Terceiro dia de estágio. O estágio decorre entre as 19 e as 22, portanto não deveria interferir muito com o trabalho do dia. Mas na verdade as coisas para a nitro estão a apertar de uma forma avassaladora, tenho que trabalhar a 200 í  hora para depois poder ir para o estágio e muitas vezes chego ao Feijó (onde fica o Pavilhão) mesmo em cima da hora.

Num artigo recente, intitulado “Os Big Players da internet em Portugal” a nitro vem referida como “indispensável”.

O estágio de hoje foi sobre as costas. Uma das coisas que aprendemos foi a famosa massagem de pressão sobre as vértebras e percebi logo ali que toda a gente faz aquilo mal.

No ginásio (de musculação), vejo muitas vezes o pessoal fazer isto, não só colocam mal as mão, exercendo pressão sobre as vértebras, o que é perigoso, como aplicam todo o seu peso sobre as costas e não respeitam os ângulos necessários para acompanhar a curvatura da coluna. Enfim… agora aprendi a fazer como deve ser.

Antes de mais, a mão que é aplicada sobre as costas tem que ser em concha, sendo que a vértebra tem que ficar alojada nesta concha, para não ser pressionada directamente, depois a pressão é exercida gradualmente, havendo no fim um empurrão muito curto e súbito. Depois é preciso começar de cima para baixo do lado da cabeça do paciente (por causa da curvatura da coluna), a parte intermédia das costas precisa de uma pressão vertical e depois passamos para trás do paciente para o angulo inverso da parte lombar. Tudo isto deve ser feito enquanto o paciente respira profundamente e a pressão é exercida durante a exalação deste.

Aprendemos montanhas de coisas sobre as costas… tantas que acho que me vou esquecer depressa. Cavidades, nervos, canais, vasos… Mas algumas coisas são fáceis de reter, como as diversas formas da mão para massajar, como usar os braços e cotovelos para massajar, etc.

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