Segundo dia de estágio de massagem

Hoje foi o segundo dia do estágio com o Mestre Yang. Ontem não referi que o estágio está a decorrer no Complexo Municipal dos Desportos “Cidade de Almada”, onde eu nunca tinha estado. É um excelente pavilhão desportivo, não que eu tenha grandes conhecimentos para julgar este tipo de coisas, mas pareceu-me muito bem equipado, com um court de basket central com um piso que parece óptimo, com bancadas retracteis. À volta, nas galerias superiores tem salas de squash e ginásios (onde vimos várias vezes aulas de Karate). Há ainda courts de ténis e piscinas que não cheguei a ver, mas cheirei (o cloro).

O estágio propriamente dito decorre num auditório no terceiro piso. Temos um quadro branco, uma mesa, uma marquesa, um projecto de slides, cadeiras (embora toda a gente se sente no chão) e montes de colchões no chão.

Hoje começámos a aprender massagem com parceiro. Cabeça e ombros. Isto não é nada simples, acreditem… sobretudo encontrar as cavidades de acupressão e saber exactamente que potência aplicar na pressão dessas cavidades é tramado.

De qualquer forma este estágio vai apenas dar uma ideia geral do que pode ser a massagem Qigong. A propósito, podem a ficar a saber que o tão famoso e na moda Shiatsu japonês deriva, como é óbvio, do Qigong chinês. Aliás, para quem não sabe, não há arte marcial que não tenha origem no Gongfu chinês. O Karate deriva do Bai He (Grou Branco), o Jiujitsu do Qin Na e por aí­ fora…

O Mestre Yang é uma pessoa daquelas de quem í s vezes sentimos alguma inveja. Parece ter um gozo tremendo naquilo que faz, está sempre bem disposto, não se mostra inacessí­vel, fala com toda a gente e ao mesmo tempo consegue transmitir um respeito próprio de um Mestre chinês, tal como os imaginamos.

Ao mesmo tempo estou a ler um dos livros dele e acho também fascinante a maneira como ele nunca se esquece que os conceitos tradicionais chineses são difí­ceis de “engolir” pelos ocidentais e tenta sempre dar uma perspectiva cientí­fica e fazer paralelos com conhecimentos que nos sejam mais familiares.

Comentar

Primeiro estágio com o Mestre Yang

Começou hoje o estágio de massagem chinesa Qigong (lê-se chi kung), com o Mestre Yang, Jwing-Ming. O Mestre Yang é o fundador da minha escola de artes marciais, a YMAA, Yang’s Martial Arts Association, que tem sede em Boston, nos States e escolas um pouco por todo lado, incluindo em Portugal: Almada, Amadora e Viseu.

É um homem chinês (de Taiwan), com 54 anos e com ar de ter 40, que pratica Gongfu, Taijiquan e Qigong desde pequeno. Viaja todos os anos por todas as suas escolas nas várias partes do mundo, dá seminários e faz os exames que permitem os alunos subirem de ní­vel em Shaolin Gongfu (ganham uma faixa branca na perna direita) ou Taijiquan (uma faixa azul na perna esquerda).

O máximo que já tinha visto de graduação era a do meu professor, três faixas brancas de Gongfu e uma azul de Taiji, no seminário estavam dois tipos com uma faixa vermelha e mais uma branca de Gongfu (cada vermelha equivale a 5 brancas), portanto seis ní­veis Gongfu e mais duas faixas de Taiji. Vi também pela primeira vez uma rapariga com graduação (as que andam na minha escola são todas iniciadas), tinha três ní­veis de Gongfu e dois de Taiji.

E depois, claro, havia o mestre que não exibiu as suas faixas, nem imagino quantas tenha… umas 40 :)

O estágio começou bem. Aprendemos auto-massagem da cabeça e ombros. Aprendemos bastante teoria sobre Yin e Yang (representado por aquele sí­mbolo circular que muita gente usa como objecto decorativo ou então “sí­mbolo do surf”… que tristes). Aprendemos também muito sobre a teoria tradicional do Qi (chi) e como esta se pode relacionar com os conhecimentos actuais da medicina ocidental e anatomia.

Comentar

Steve Vai ao vivo na Aula Magna

Ontem tivemos duas reuniões, hoje mais duas. Umas mais interessantes que outras, como de costume, mas no geral, todas importantes.

Mas que se lixe tudo isso… hoje fui com o Nelson ver o Steve Vai em concerto na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. Caiu-me o queixo (aliás, ao Nelson também)… este tipo não sabe tocar guitarra… não… ele parece simplesmente que inventou a porcaria do instrumento!

Como sabem (ou não), o sustain é daquelas “habilidades” aparatosas que os bons guitarristas gostam de fazer. É que quando se toca uma nota numa guitarra, normalmente o som desaparece passados uns segundos. O Santana era conhecido pelo longo sustain (agora é conhecido por ser um bocado foleirão e ganhar prémios por isso)… porém, vejam o que fez o senhor Vai: tocou uma nota, claro, é aí­ que começa.

A partir daqui esqueçam a mão direita, porque ele não volta a tocar nas cordas com a mão, com a palheta ou com seja o que for. Mas a nota não pára. Não pára mesmo. Então ele passa a guitarra por trás das costas e a nota não para. Então ele tira a guitarra do ombro e segura-a í  frente, virada para nós mas a nota não para de soar, sempre clara e lí­mpida. Depois ele resolve pousar a guitarra no chão… a nota treme um bocado, claro, mas não pára… o facto de tremer, aliás, só nos indica que a guitarra está MESMO a produzir o som, não há truques, não é um pedal, não é uma gravação. E não pára… ele resolve trocar de mão e fica, dobrado para a frente com o indicador da mão direita a pressionar a corda que ainda não parou de soar.

Como não bastava, o senhor resolveu de seguida que, sem parar a nota, nem voltar a tocar a corda, queria carregar na corda com o pé, portanto trocou a mão pelo pé, pela ponta de uma bota, tipo cowboy… e a nota não parou todo este tempo.

Continuava a nota a tocar, com a ponta da bota a carregar na corda… para “facilitar”, ele resolveu por-se a tirar o casaco longo que tinha vestido… Foi com o casaco que tocou o último acorde.

Fica-se parvo a olhar para isto. Se calhar para quem não grama guitarradas ou guitarristas ou sequer guitarras nada disto faz sentido, mas muito sinceramente, acho que este foi o melhor concerto que já vi.

A certa altura o baterista ficou sozinho em palco para um solo… e pronto, claro… não havia músico na banda que não fosse de longe acima da média, por isso o solo foi simplesmente fabuloso. O homem í s tantas já tocava de braços cruzados.

A certa altura começou a fazer um roll na tarola, mas só com uma mão.. trrrrrrrrr… e como se não bastasse, baixou-se por trás da bateria e voltou com uma garrafa de água, bebeu um bocado, molhou-se e tal, tudo, claro, sem parar o roll… que cromos.

Como se tudo isto não bastasse, o concerto demorou quase três horas e teve tudo, temas novos, temas antigos, solos, eléctricas, acústicas, solos de bateria, solos de baixo, solos de teclas, duelo de guitarra (com o convidado Eric Sardinas que tocava em estilo blues com slide) e até partes mais maradas com tudo í s escuras e guitarras luminosas ou uma longa conversa com o público em que o Steve Vai gozou com o Ricky Martin í  força toda, quando disse que as (pouquí­ssimas) raparigas que ali estavam tinham sido arrastadas pelos namorados e preferiam ter ido ver o dito :) Até parece que era verdade pelo menos para uma delas que se levantou e aplaudiu com grande estrilho o nome do foleirão sul americano.

Pronto… podia ficar para aqui a descrever infinitamente a parte em que o Vai e o Sardinas tocaram a guitarra um do outro, pelas costas, ou o segundo guitarrista e os bailes que deu a tocar guitarra com uma mão e teclas com a outra, os solos intermináveis tocados a uma velocidade e precisão alucinantes, mas não… ficou por aqui… não foram ver? Paciência.

Comentar

Artur, 47 anos

Mais um festejo. O meu pai fez anos. Parabéns.

Faz toda a gente anos nesta altura, ao que parece.

Desta vez foi a famelga toda para o Monte da Caparica a um restaurantezinho pequeno, mas bem arranjado onde se comeu ESTUPIDAMENTE BEM! Aconselho… se estiverem para estes lados vão ao “Chafariz”, fica na Rua do Chafariz Público, no Monte da Caparica (primeira í  esquerda, quando se entra no Monte).

Comi uma espetada í  Madeira em pau de Louro que estava sensacional.

O meu pai recebeu cerca de oito CDs, acho que 90% eram do Bowie :) Recebeu também a Zip drive (250), que comprei í  Máquina na quinta-feira e montei quase í  primeira no comp do meu pai (quase, porque o software crashou o windows e tive que reinstalar). Pena não ter comprado uma Zip para ele experimentar, mas pronto.

Ainda tive tempo de reinstalar o Windows í  minha mana, porque… enfim, interessa lá porquê, já sabem como é, o Windows serve só para duas coisas: instalar e reinstalar.

Já ao fim da tarde apareceu o Cunhado por cá e ficou para jantar. Vimos um bocado do Matrix em DVD, ele experimentou um Quake aqui que corre melhor (ainda falta implementar umas coisas gráficas no Linux para correr bem) e depois esteve a experimentar Sims e ficou completamente viciado… Acho que foi para casa porque estava cansado, porque senão tinha ficado agarrado ao Sims.

Agora estou a aproveitar o download do novo Point Release do Quake III Arena, que saiu no dia 15 e eu ainda não tinha, para escrever o diário, que já não levava actualização há quase uma semana.

Nota interessante: em casa do meu pai tocava hoje um CD do meu tio Zé Paulo e í  noite tinha um mail dele a dizer que também me vai mandar um CD. Sempre gostei muito da música dele, fico í  espera do CD.

Comentar

Ressonância magnética

Mais um dia, mais uma nova experiência.

Hoje ui ao HGO fazer o top of the pops dos exames médicos, segundo os meus pais. Uma Ressonância Magnética. Não se preocupem, mais uma vez, não tenho nada.

Este exame serviu para provar mais ou menos que aquela des-sensitização na face que tive há umas semanas não se deveu a qualquer problema ou doença mais grave, mas apenas ao stress. Uma somatização, portanto.

As coisas que eu tenho aprendido ultimamente.

Então cheguei lá com os meus pais que foram, como sempre, super e me fizeram companhia. Tive que entrar para um vestiário (começo a conhecer bem os vestiários do HGO), despir-me e vestir uma bata do Hospital, como é costume nestas coisas.

Depois deitei-me na máquina. Adorei a máquina, digo-vos já. Se tiverem que fazer um exame, façam este, é giro. Tive que meter a cabeça num encaixe que a fixou e ainda levei tiras a prender o queixo e a testa, tudo para não mexer o “cervrozinho” que era o que eles queriam apanhar.

A seguir fui para dentro do tubo, o que, para quem já viu o 2001 é uma verdadeira odisseia (perdoem o trocadilho barato). A qualquer altura espera-se ouvir “I feel much better now, Dave”. Mas não.

Os olhos são para manter fechados, isto, penso eu, para o pessoal não entrar em pânico ao ver-se enfiado num cilindro completamente fechado onde mal cabia mais uma mosca.

A seguir ouvem-se ruí­dos, ruí­dos tipo metralhadora, o que me pí´s imediatamente em modo de Quake. A enfermeira disse-me que tinha que ficar calmo e muito quietinho, então comecei a usar os sons da máquina para simular um round de Quake. O exame decorria e eu ia imaginando frags, gibs, excellents… ia adormecendo.

Demorou vinte minutos, saí­ e pronto.

O meu pai falou com a colega que fez o exame que disse que numa primeira vista não havia qualquer problema, portanto, estou oficialmente maluquinho, ou como dizem os ingleses: certified.

Era um dia já cheio, mas ainda parti para Lisboa, rumo í  baixa onde fui com a Dalila para comprar prendas para o meu pai que faz anos amanhã e eu ainda não tive tempo de comprar nada.

Compramos-lhe o “Station to Station” do Bowie e um tank top para o ginásio, super simples, da Nike.

Depois fomos para casa do ADSS, para ele nos dar uma boleiazinha até casa do cunhado que festejava hoje o aniversário de segunda-feira.

Estava lá o ADSS e a sua Juí­za que está LINDA DE MORRER e também significativamente mais grávida do que a última vez que a tí­nhamos visto. A criança está disposta a enfrentar o mundo em breve… e reparem… não vai chamar-se Pedro… o que, bom, enfim…

Fomos num Fiat Panda pela Rua das Pretas e por ali acima, ruas quase a 90 graus, até casa do Cunhado que, para quem não sabe, fica tipo, no alto do Everest, só que em Lisboa.

Fomos os primeiros a chegar, mas depois chegou o pessoal todo… Careca e Miss M., GK e Lena e a fabulosa Kat.

Tenho andado cheio de vontade de dizer í  Kat que a adoro e que acho que ela é absolutamente o máximo, mas tenho medo que ela ache que eu estou parvo. Por isso, deves ler aqui Kat: és o máximo. A irmã do ADSS e o namorado ainda apareceram e ficaram um bocadinho e depois foram-se.

Estivemos até í s tantas a cantar músicas dos Pythons e do South Park… ninguém conseguia parar de cantar a do South Park, do Saddam: “Some people say that I am evil, they may be right, they may be right… but I can change, I can change…”. Enfim, um gozo. Há fotos.

Espero ansiosamente a publicação das fotos que deve ser feita pela Kat, acho.

Já a horas semi-indecentes ainda jogámos um pouco de Quake no Sofá ligado í  TV do Cunhado (o Sofá, entenda-se, é o comp portátil do Cunhado e não uma peça de mobiliário), mas o Quake 3 jogado com um pad-mouse de um portátil é um exercí­cio inútil em suicí­dio recorrente.

O Careca deu-nos boleia, como sempre. Obrigado, mais uma vez, eu sou demasiado nabo para levar o carro para Lisboa.

Comentar