Quake Team Fortress. Modo: obsessivo.

Ultimamente tenho-me lembrado muito claramente dos meus sonhos.

Não tenho bem a certeza se será assim, mas também tenho a impressão que tenho influenciado um pouco aquilo com que sonho, pelo menos os primeiros sonhos da noite, graças í  meditação. Depois de entrar no estado mais profundo, a última coisa em que penso antes de adormecer geralmente é o assunto de pelo menos um sonho.

Isto para dizer que tenho tido sobretudo um assunto principal: Q3F. Pois, é verdade.

Os sonhos sobre Q3F (para quem possa ainda não saber o que é… Q3F = Quake 3 Fortress), dividem-se em dois estilos.

O primeiro estilo é o estilo realista, em que durante o sonho se desenrola um jogo de Q3F ao pormenor. Sou sempre da classe Engineer nesse jogo e é mesmo como se estivesse a jogar, com todos os detalhes de um jogo normal: a construção de sentries, as corridas desenfreadas para ir buscar munição, o pânico das nail bombs que atacam as sentries e a ocasional flag run.

O segundo é o estilo hiper-realista… Aqui normalmente começo sentado no chão numa sala enorme sem saber bem onde estou. Mas aqui não há bonecos, bitmaps, texturas, renders… são mesmo pessoas, eu próprio, de carne e osso. Engineer como habitualmente.

Quando entendo mais ou menos que estou numa Fortress, assimilo razoavelmente depressa o que tenho que fazer. As coisas são um pouco diferentes aqui. Para construir uma auto sentry tenho que levar peças do armazém. Começa com um tripé e um canhão rotativo que tenho que por í s costas com umas alças especiais magnéticas.

A primeira vez que tenho que sair do spawn room dá-me sempre uma volta no estí´mago.

O tripé vem fechado, tem que se pegar pelo topo e dar um esticão rápido de cima para baixo para as pernas se abrirem, coloca-se no sí­tio e carrega-se num botão de despoleta um espigão em cada pé para o fixar ao chão. A seguir o canhão rotativo encaixa perfeitamente em cima e tem dois cabos blindados para ligar ao tripé que é onde está a bateria e o computador. Finalmente há um interruptor na parte traseira do canhão para o ligar, um daqueles interruptores grandes, protegidos por uma capa metálica.

Depois é preciso ir ao armazém buscar o segundo canhão (que se monta ao lado do primeiro e tem os dois cabos e interruptor) e o duplo lança rockets, que é um bocado mais pesado. As coisas são um pouco mais realistas que no jogo, já que é preciso encaixar grandes clips de munição nas armas e não há grande maneira de reparar uma sentry que tenha sido muito danificada… quer dizer, maneira há, mas normalmente leva tempo e é mais fácil fazer self-destruct do bicho e construir um novo.

A caçadeira é muito gira, porque tem também uma placa magnética na perna onde prende quando é preciso ter as mãos livres. Tanto quanto percebo (eu não percebo muito de fí­sica, como imaginam), tenho sempre uma luva sem dedos na mão direita que tem uma plaquinha metálica na palma, ligada a uma bateria no pulso. Quando preciso de pegar na caçadeira agarro no punho, que tem umas chapas metálicas também e ela desprende-se da placa magnética. Suponho que a plaquinha na minha luva com a bateria sirva para inverter a polaridade da caçadeira para a descolar do í­man. Aliás, este mecanismo aplica-se í s peças da Sentry.

Se acharem que eu estou severamente doente e devia ser desde já internado, não hesitem em enviar-me quí­micos de toda a espécie, principalmente calmantes que eu tenho andado um bocado hiperactivo.

Se fragado não é nada do outro mundo embora ao fim de alguns frags se comece a ficar cansado e com alguma dores parecidas com as dores musculares de fazer muito exercí­cio. O respawn é imediato, portanto um frag consiste num nanossegundo em que nos apercebemos que a mira do sniper está na nossa cara, um flash preto e uma espécie de acordar súbito em que damos por nós de regresso í  spawn room, normalmente sentados no chão.

Nunca me aventurei para dentro de água, mas estou a tentar ver se consigo num dos próximos sonhos. Também não faço ideia se consigo mudar de classe… gostava de experimentar.

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Bola e literatura

O mês é de futebol. Este campeonato da Europa está a ser tão bom que até o ADSS, que abomina futebol, fez uma referência í  vitória portuguesa sobre os alemães (por 3-0, posso acrescentar). Os Espanhóis a perder por 3-2, conseguiram ganhar 4-3 aos Jugoslavos já nos 5 minutos de compensação. Os Holandeses ganharam 3-2 aos Franceses.

Para quem gosta de futebol é óptimo… é até bom para quem “só gosta de golos”.

Já fiz duas tentativas frustradas de escrever o diário no Palm (o meu palm ainda não tem nome)… se não arranjo uma solução para o ter permanentemente ligado ao port nunca o vou usar com eficiência. Mas já tenho umas ideias.

Hoje foi feriado. Fui ao ginásio de manhã, passei parte da tarde a trabalhar e outra parte a jogar Quake TDM e Q3F. O ví­cio do q3f é brutal, hoje consegui estar em “primeiro” em número de frags (os frags não contam, só os pontos da equipa obtidos por capturar a bandeira inimiga), durante ainda um bom bocado, até os snipers começarem a coleccionar mais, como habitualmente.

A Michelle está bastante melhor… aliás, já age de forma completamente normal. Ainda me faz um pouco de confusão a maneira como no momento em que ela ficou doente eu sabia só de olhar para ela e também consegui ver quando é que o primeiro tratamento fez efeito e quanto tempo durou. Vivo com ela há tanto tempo que já a conheço melhor do que a algumas pessoas… e ela não fala.

Agora a Scully está a vir sorrateiramente roubar pedacinhos de bife que sobraram do meu jantar e a ir comê-los dois metros mais í  frente, como se isso fizesse diferença.

Tenho andado a dormir bastante melhor. Tenho que agradecer í  Dee e ao seu novo horário. Graças a ela levanto-me mais cedo. Mas o importante não é isso, é que me levanto *regularmente* í  mesma hora. E deito-me mais ou menos regularmente também. O meu problema era muito o de me levantar ao meio-dia na segunda, depois í s 9 na terça, depois í s 11 na quarta, ás vezes í s 8 outras í s 7, outras já quase a meio da tarde. Depois uns dias ia para a cama í s 5 da manhã e outros… bom e outros também. :)

Se haviam noites em que dormia 8 ou 9 horas, outras havia que dormia 3 ou 4, ou mesmo nenhuma, como chegou a acontecer. A regularidade ajudou muito; tenho adormecido razoavelmente bem (nem sempre), dormido bem e acordado um bocado ensonado mas sem vontade de voltar para a cama como me acontecia.

Também tenho andado com um apetite absolutamente voraz, o que não me agrada tanto por várias razões… não quero engordar, não quero gastar tanto dinheiro em Crunches e não tenho pachorra para estar sempre a arranjar comida.

Hoje comi um cornetto, um crunch, dois pratos de tremoços, uma taça de choco-crispies, um pacote de amendoins e uma sandes, tudo enquanto jogava 3 ou 4 rounds de TDM com o Godfather e o Cunhado… É uma da manhã e acabei de comer um bifão grelhado com batatas e ovo… o dia não passa sem umas litradas de coca-cola, claro.

Pronto, esta verborreia toda deverá compensar os três dias em que não disse nada…

Já os outros diaristas andam com pouco tempo e inspiração, ao que parece. A Kat parece que tem o Biscuit recheado de literatura para a gente, aguardo com ansiedade; o Cunhado não tem tempo; o ADSS escreve, mas pouco… É dura a vida de um devorador de diários.

Um dia destes hei-de tentar ser mais poético para que eventualmente o meu diário venha a ficar nos anais da história… tipo: «a noite estava húmida e eu, sentado í quela velha secretária que tinha sido do meu trisaví´ brasileiro, questionava-me, de forma algo passiva, sobre a natureza humana.

Será que temos a noção de que bem e mal são apenas conceitos demagógicos impostos pelas forças dominantes de todos os tempos? Aqueles cuja necessidade de dominar o futuro os leva a estrangular o presente e a desfigurar o passado para que se assemelhe mais a o que quer que seja que melhor serve os seus desí­gnios…»

Que tal? Não é difí­cil escrever de uma forma pateticamente pretensiosa, eu podia mesmo ganhar dinheiro com isto, parece-me. Pelo menos tanto quanto sei há por aí­ muitos espertalhões a ganhar prémios Nobel í  custa do seu pretensiosismo patético.

É claro que há estilos que dão muito mais dinheiro, mas menos prémios Nobel: «Sí­lvia nunca tinha conhecido um homem assim. A figura máscula dos seus ombros amplos recortava-se contra o brilho da lua que entrava pela janela que dava sobre a piscina.

A luz ondulante reflectida pela superfí­cie da água dançava no tecto. Ela aproximou-se por trás dele e tocou-lhe nas costas musculadas…»

Aaaahn?? Tenho jeitinho ou quê? Safo-me…

Claro que eu continuaria a história assim:

«(…)Ela aproximou-se por trás dele e tocou-lhe nas costas musculadas, ele virou-se, com o seu olhar latino, olhos negros sob sobrancelhas carregadas e com a voz profunda que a fazia tremer disse: “trás-me uma cerveja, carago, que tá quase a começar a bola! e vê lá se vestes qualquer coisa que vem aí­ o Mendes pra ver o Benfica na tulvisão da sala e eu não te quero nesse estado!”»

E pronto, é por isto que nunca hei-de ir a lado nenhum como escritor.

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Que bom que é acordar com frio

ACORDEI COM FRIO!!!!!

Yeeeeess! Frio, estava frio hoje de manhã! Acordei tapado até ao pescoço e geladinho até aos ossos, bendito frio. O céu esteve nublado grande parte do dia (nublado não vos parece uma palavra demasiado espanhola?), esteve ventinho e até sabia bem andar na rua. Assim sim.

Mesmo assim liguei para dois instaladores de ar condicionado aqui da zona. Ficaram ambos de me voltar a contactar porque a pessoa certa não estava in-da-house, mas não ligaram. É pessoal que não gosta de fazer negócio.

Há já uma semana que andava a achar a Michelle muito estranha… hoje fartei-me de esperar que ela espevitasse sozinha e levei-a í  vet. Está doente… raios. Estava com 40º de temperatura (o que nos gatos é menos problemático que em nós, mas ainda assim é febril). A vet também lhe fez um hemograma que acusou um ní­vel elevado de glóbulos brancos no sangue…. Também fizemos uma radiografia torácica, que foi giro, porque tive que ajudar a médica e para isso precisei de vestir uma bata blindada e por uma tira blindada í  volta do pescoço, para proteger do Raio-x… senti-me um pouco como num jogo de Quake…

A radiografia não deu nada, portanto ela deve simplesmente ter uma infecção respiratória de qualquer espécie e não nenhuma tuberculose ou coisa do género. Levou uma injecção de antibiótico e outra de antipirético e passadas umas horas em casa já estava muito melhor.

À noite voltou a piorar e agora está outra vez chocha a um canto, mas temos os medicamentos para lhe dar e vamos ver se ela vai melhorando assim.

Estive agora a jogar um Q3Fzito, mas a porcaria do server do Barry’s World estava com um lag estúpido que não dava para jogar nada de jeito. Ainda assim, apliquei as novas dicas que aprendi ontem e já melhorei a minha prestação… é preciso ir treinando de vez em quando.

Para finalizar o dia, vou agora uploadar o novo cartoon do Sapo que não sei se entrará depressa ou se vai demorar, porque eles estavam com um pequeno problema que estava a ser resolvido na sexta-feira quando lá fui. De qualquer maneira, o tal problema implica que o cartoon entre, mas para o fim da lista, portanto se não virem o cartoon sobre o fim da presidência europeia de Portugal, procurem no popup a data mais recente, que deve estar fora de ordem… enfim, se preferirem esperem um pouco e vão dando um salto ao Sapo até verem o cartoon.

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Domingo seca

Que domingo mais absolutamente seca. Não fiz nem me apeteceu fazer nada.

Mas a temperatura desceu! Aaaaaah.

Ao fim do dia fomos a casa dos pais da Dee jantar e conversar um bocado. O Cunhado também lá estava e depois veio connosco para casa ver os novos sofás. Gostou dos novos sofás, após o que fomos jogar hora e meia de Q3F, claro.

Aprendi uns truques jeitosos com o Cunhado que está um pro no Q3F. Vou passar, nomeadamente, a usar os scripts que vêm incluí­dos no pacote e eu nem sabia. Dão um jeitaço do caraças… por exemplo, como Engineer, que tal construir uma AutoSentry carregando numa só tecla, com a possibilidade de parar de construir e fugir se formos atacados? Então e fazer upgrade da Sentry com uma tecla e depois reload e repair ao mesmo tempo com outra? Nada mau.

O Cunhado foi-se embora já depois das duas e eu fui dormir. Hasta mañana.

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Já tinha dito que não gosto de calor?

Continuam 680 graus í  sombra, o que não é de todo justo. O meu rant de ontem devia pelo menos ter descido a temperatura uns graus… se não perceberam o trocadilho não se preocupem, não é para todos.

Hoje passei o dia com o Godfather no Sapo a ter reuniões. Passámos lá tanto tempo e tivemos reuniões com tantas pessoas diferentes que entravam e saí­am que a certa altura, numa pausa em que ficámos sozinhos na sala, peguei num post-it e escrevi “nitrodesign – bata por favor” e colei do lado de fora da porta :)

Eles acharam piada.

Nós também.

Gostei ainda mais do ar condicionado que passámos a tarde a curtir. Eu faço trips de ar condicionado, acho que devia ser legalizado.

Ao fim do dia o Godfather foi comigo í  Fnac para o ritual oferecer de CDs-pelo-aniversário. Escolhi o “Odyssey” do Terje Rypdal (não tentem pronunciar, não vale a pena), é um disco estranho de fusão de jazz com música sinfónica e algumas melodias planantes de prog rock na guitarra. É de 1975 e tem um nerd com uma guitarra na capa? Compro.

Ou melhor, comprou o Godfather para me oferecer.

Ainda tive a agradável surpresa de encontrar a Dee a caminho de casa e de não ter que apanhar os hediondos barcos do Cais do Sodré sozinho (já que o cais da Alfândega está fechado por causa do desabamento de terras do metro). Voltámos, sentados ao vento na parte de fora do barco… mas o vento Moita Carrasco… não havia e o que havia era quente.

Já tinha dito que não gosto de calor?

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