Habituando-me a Setúbal

Aproxima-se, galopante, a noite de Natal e com ela qualquer coisa como paz e amor e montes de cartões de crédito com o limite ultrapassado.

Hoje disparei em direcção a Setúbal para tratar de mais coisas para o nosso escritório. Já mudámos o contrato da água e da electricidade e já pedimos uma RDIS í  PT. No entretanto comemos uma bela pizza numa pizzaria junto í  estação de combóios de Setúbal.

Estive sentado na esplanada (uma ventania do caraças, mas tinhamos um muro por trás) a olha em redor, a tentar habituar-me í  cidade, já que agora é aqui que vou trabalhar. Vai ser estranho, mas não me parece que vá ser mau. Uma cidade é uma cidade e os portugueses são iguais em todo o paí­s (no Porto são diferentes, mas eu disse “em todo o Paí­s” e não “em todo o Paí­s e região autónoma da Nação Portuense”) :)

Depois de almoço deixámos o Pato em casa e partimos, eu e o Godfather, para a Makro. Entretanto começou o temporal. Chegar í  Makro indo de Palmela é uma maravilha da tecnologia de navegação automóvel usando apenas as mãos, os pés e os olhos. As estradas são tão más que parece que foram bombardeadas com morteiros e sair dali com a suspensão intacta é uma espécie de milagre.

Conseguimos. Não sem termos enfiado violentamente os carros em buracos diversos, mesmo andando a velocidade de instruendo de condução. A chuva não parou de aumentar até chegarmos ao ponto de praticamente não vermos um palmo.

Acabámos por chegar í  Makro, pedimos os nossos dois cartões e demos por lá uma volta, a ver o que aquilo tem e não tem. Tem muita coisa. Para não dizer que não, saí­mos de lá com algumas compritas: uma tostadeira para o Godfather e uma palete de 24 latas de coca-cola para mim.

De volta í  estrada, missão cumprida. Desta vez eu voltei para casa e o Godfather, também, em sentidos opostos. Meti o carro, violentamente, em mais um buraco. Parece ter aguentado.

Depois foi a A2 toda a 60 í  hora, porque já era praticamente impossí­vel ver sequer o capot do meu próprio carrinho. Na saí­da do Seixal o tempo estava de tal forma que já não se viam as separações de faixa, nem o carro da frente, nem o de trás, nem porra nenhuma. Enfim, acabei por chegar.

Estive a tomar um banho, jantar, ver uns Seinfelds que a Dee estava a passar para outra cassete e a jogar uns rounds de Quake com o Cunhado num dos meus novos mapas, já que agora, estou a aprender a fazer mapas para Quake III Arena. É giro. Quando tiver uns mais bem feitos, hei-de colocar online.

Agora, se calhar, vou jogar um roundzito…

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Primeiro escritório da Nitrodesign

Dia de assinatura do contrato de arrendamento do novo e primeiro escritório da Nitrodesign!

É verdade, celebrámos hoje o dito contrato, no belí­ssimo escritório do ADSS, que tratou de tudo com grande empenho, como seria de esperar. ADSS, se estás a ler, obrigado mais uma vez!

O contrato tem um erro :) depois falamos.

Saí­mos de Lisboa í s seis e partimos para Setúbal para por os pés no nosso novo escritório, finalmente. A Dee também foi, ela que se prepara para ser o novo membro da nitro.

Estava tudo no sí­tio e desocupado. Fizemos uma lista rápida de coisas a fazer asap, nomeadamente mudar as tomadas e os interruptores ou comprar candeeiros para aquilo tudo.

A Dee tirou-nos umas fotos e demos uma olhada í  famosa vista da varanda. Estava um vento do caraças, quase que voávamos do 14º andar abaixo, parece que vem aí­ novo temporal.

A nova morada da nitrodesign é portanto Rua Moí­nho do Frade, número 30, 14º E, 2910-616 Setúbal. Se quiserem, mandem-nos um postal com gajas nuas, desculpem, com senhoras destituí­das de roupa, para não ser foleiro.

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Que saudades que eu já tinha…

Hoje fui com os meus pais, a Dee e a minha irmã, conhecer a casa da Joana, uma amiga de há muitos, muitos (muitos, muitos), anos. Já não ví­amos a famí­lia da Joana há muito tempo e foi um agradável reencontro.

Eles vivem numa casa para os lados do Princí­pe Real, que é o sonho de qualquer lisboeta. Um prédio antigo, totalmente remodelado. Entre as caracterí­sticas mais notáveis estão as variadí­ssimas casas de banho, a biblioteca enorme, a sala gigantesca toda equipada com Bang & Olufssen, os quartos, o corrimão feito ao estilo da Arte Nova, a sala de jantar com uma mesa longa para 20 pessoas, a cozinha girí­ssima com equipamento de ponta, a segunda cozinha no piso dos quartos para quando dá a fome, o sótão, etc, etc. Tudo isto com uma decoração muito gira, faz qualquer pessoa querer viver ali.

Voltámos todos í  chuva, a pé, para as nossas modestas casinhas em Almada.

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Just the gongfu, please

Nada como um dia com Gongfu. Grande aula hoje, de pernas, mais uma vez. Depois de quatro aulas de pernas, já estava muito massacrado, sobretudo com dores nas canelas, que não sei bem de onde vêm. Acho que deve ser do impacto de aterrar dos pontapés voadores. O que só signfica que ainda não sei aterrar bem.

Hoje fizemos mais um treino forte muscular e de alongamentos e terminámos com pontapés com alvo. Os pontapés no alvo (plastrons, neste caso), além de ter um lado de divertimento potencial muito grande, é sobretudo bom para medir melhor as distâncias e compreender as técnicas. Às vezes tenho pena de não ter mais tempo para estar duas horas a praticar as mesmas técnicas, para poder mecanizar todos os pormenores.

Pelo menos, aos poucos, vou começando a conseguir aguentar melhor o treino, o que pelo menos deve significar que a minha forma fí­sica está lentamente a melhorar. Vamos esperar para ver o que se segue.

De resto o dia foi chato, sempre de volta das mesmas coisas que não estão propriamente a avançar muito bem.

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Oldfield revival

Tenho andado a sentir-me estupidamente preguiçoso, mas hoje tive que vencer a tendência para começar dois trabalhos novos e tentar inventar duas mascotes para um outro. Fazer mascotes é tramado e quando se tem que fazer várias, pior ainda…

Ainda por cima continuo com dores nas mãos… chego ao fim do dia completamente feito num oito.

Hoje foi um dia curioso porque recebi dois mails de dois tipos que conheci há uma camada de anos, na mailing list do Mike Oldfield. Entretanto larguei a mailing list, porque se estava a deteriorar tão depressa como a música do Mike Oldfield, nos anos mais recentes. Assim de um momento para o outro, duas pessoas que nem têm nada a ver e que até vivem em dois lados opostos do planeta, resolveram escrever-me porque já não trocavamos mail há muito tempo. Teve a sua piada e fez-me pegar na guitarra para tocar umas coisas do Oldfield, muitas delas que eu próprio pus em tab, quando tinha tempo para me dedicar a isso. Já nem me lembrava que o meu site de tabs foi considerado “oficial” e pode ser consultado em www.mikeoldfield.org.

Peguei na minha cópia da edição limitada, remaster, 25º aniversário do Tubular Bells e estou agora a ouvir. Não há dúvida que no iní­cio dos anos 70 se começou a fazer qualquer coisa de diferente e depois houve ali algo, uma quebra e este estilo de música nunca chegou realmente a evoluí­r. O próprio Mike Oldfield há dez anos que não faz nada de verdadeiramente bom (aliás, tem feito bastantes coisas muito execráveis). Se quiserem ouvir um album completamente fora do vulgar, com 60 minutos de música non-stop numa só faixa com guitarra flamenca, tambores africanos e um pouco de sapateado entre muitas outras coisas, comprem o “Amarok”, de 1990. É um dos meus preferidos. E, claro, o “Tubular Bells”, mas isso toda a gente tem… não têm? Shame on you.

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