Home Alone III

Hoje foi feriado.

Durante o dia fui tendo ocasionalmente aquele warm fuzzy feeling e dizia para comigo em voz alta: “hoje é sexta-feira!”.

De facto foi sexta-feira e eu estava em casa, ou melhor, não necessariamente em casa.

Acordei tarde, comi uma sandes do pão que tinha feito ontem, dei comida aos gatos, peguei na chave do carro e na Nikon e saí. O Merc ainda pegava, fruto de ter andado com ele frequentemente nos últimos dias. O plano era: acabar o rolo da Nikon para ver as primeiras fotos da máquina e verificar que tudo funciona bem e fazer andar o Merc para carregar a bateria até ser dia de o deixar na oficina.

Fui em direcção ao centro de Almada, estacionei para ir à Farmácia Central que estava de serviço para poder fazer uma coisa vital: comprar Nasorhinatiol. Comprei duas embalagens à cautela e segui em direcção aos Capuchos. Fui até ao miradouro, de onde se vê a Costa da Caparica toda. Tirei umas fotos.

Desci até ao convento, passeei um bocado pelo jardim, tirei mais umas fotos.

Depois fui até ao Inatel, em S. João da Caparica… espreitei para dentro do parque de campismo onde passei vários Verões em miúdo e achei aquilo tudo bestialmente deprimente. Estará em decadência, ou será que sempre foi assim e eu, quando era puto, achava piada porque não tinha sentido crítico?

Fui até à praia onde já estava muita gente de fato de banho, mas não fiquei muito tempo e não, não tirei fotos. À saída tive um pequeno susto com o carro, a passar numa estrada com muita areia solta, mas em primeira e devagarinho, consegui sair dali. É que aquele carro gosta é de asfalto.

Seguiu-se uma viagem até à base militar da Fonte da Telha e um passeio pela escarpa da arriba fóssil e sim, umas fotos, até acabar o rolo.

Fiz o caminho de regresso pela Charneca da Caparica e parei no Almada Forum, pus as fotos a revelar e dei uma volta. Comprei papel autocolante para imprimir os meus stickers (eu explico um dia destes), uma caneta Rotring Core, que é linda e me estava atravessada desde que vi o ADSS com uma. Aproveito para dizer que o site da Rotring é uma vergonha!

Ainda comprei uma t-shirt e um livro do Baby Blues novo.

As fotos ficaram porreiras, provando que a mánica funciona sim senhor. Há uma porreira do Master Yang, daquelas em que ele está sentado, rodeado de meninos e meninas a ouvi-lo atentamente, o que é giro. Também tenho uma da minha sogra a conversar com ele à lá groupie, como sugeriu o Cunhado.

Bom, depois da minha volta de quatro horas, vi uns episódios do Angel, tomei banho, cantei o “Somebody to love” dos Queen, para mal dos meus vizinhos (solo de guitarra e tudo) e depois, lá teve que ser: sentei-me a trabalhar.

E foi até às três e meia da manhã, com a garrafa de Absolut a fazer companhia. Pelo menos consegui fazer metade do trabalho e fica a outra metade para amanhã.

Espero também ainda ter tempo para fazer umas tiras do Life is simple que já tenho escritas e que nunca mais tive tempo de desenhar.

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Home Alone II

Depois de ter ficado a trabalhar até às dez da noite ontem para conseguir terminar trabalho para hoje ter direito à tarde, foi por pouco que o consegui.

Normalmente, quando fazemos um esforço por sermos rápidos, ou ficamos mais tempo para terminar um trabalho, esperamos algo deste género: “obrigado! foi mesmo a tempo”. Mas a verdade é que o que se passa é mais: “Ah fizeste isto tudo? Então agora ainda tens tempo para alterar 25 coisas e acrescentar outras 25”.

Passei a manhã a 200 à hora, entre alterações e adições, a tentar terminar o trabalho, para ter direito à tão desejada tarde.

Não que fosse fazer uma grande festa ou passear, mas queria ver se conseguia marcação para o carro, numa oficina.

Acabei por chegar a casa já quase às quatro da tarde. Combinei com o Artur irmos até ao Laranjeiro ver se uma oficina que lá abriu recentemente trabalha com Mercedes, mas antes disso íamos ver uma casa para os meus avós, já que, da última vez, a casa que eles sinalizaram já estava vendida.

Fomos ver a casa, que fica no mesmo prédio onde vivem os meus sogros e que está excelente, com obras acabadas há coisa de um mês e – aquilo que me deliciou mais – uma vista estupenda. A Sul vê-se o estuário do Tejo em toda a sua magnificência, o Barreiro e o Montijo e do lado Norte vê-se lisboa de uma ponta à outra.

O entusiasmo foi tal que os meus pais foram para Queluz buscar os meus avós para verem a casa e eu acabei por ir para o Laranjeiro sozinho, o que não fez mal nenhum, porque o Merc ainda tinha bateria e andou bem.

A tal oficina não só trabalha com Mercs como é especialista. Descrevi o meu problema e fiquei de lá ir deixar o carro para a semana, para ver se, finalmente, alguém resolve de facto o problema, seja lá ele qual for.

Quando voltei, fui novamente ver a casa, desta vez já com os meus avós, que ficaram apaixonados quase imediatamente. De facto a casa é porreira.

Ao fim do dia, tinham fechado negócio e portanto, parece ser oficial, se não acontecer nenhum imprevisto como da última vez: os meus avós juntam-se ao resto da família na Avenida 25 de Abril em Almada. Passaremos então a ter, do início da Avenida para o fim: os pais do Cunhas e sogros da Mana, os meus pais, eu e a Dee, a Mana e o Cunhas, os meus Sogros e os meus Avós (no mesmo prédio!). Ainda em Almada, mas noutra parte, vive o Cunhado e ainda uma das avós da Dee.

Se mais uma parte da família vier para av. 25 de Abril, isto é para a Freguesia de Cacilhas, começa a valer a pena pensar em candidatar-me a Perezidente da Junta.

À noite fui jantar com os meus pais ao Chinês e depois fui para casa vegetar e acabei por me deitar relativamente cedo, porque estava estoirado.

A Dee continua em Milão e a divertir-se ao que parece. Missing you, babe.

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Home alone

A Dee foi para Milão hoje.

Duas horas depois dela ter saído, levantei-me, tomei banho e fui trabalhar como habitualmente. Hoje passei mais de 12 horas no escritório, a tentar acabar um trabalho e quando cheguei a casa, quase às onze da noite, tinha quatro gatos à porta de casa já num estado de agitação considerável.

Dei-lhes comida, sentei-me a comer meia pizza Romana da Campofrio (que são óptimas, btw), a ver mais dois episódios do Angel e a trocar mensagens com o Nelito e a Célinha que, malucos como são, ainda ficaram no escritório até, pelo menos, à meia noite e tal, quando eu finalmente me fui deitar.

É estranho estar sozinho em casa.

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Três dias de espada, dois de massagem

Terça-feira começou mais um seminário do Mestre Yang, Jwing-Ming em Portugal. Tal como há seis meses atrás, o seminário dos dias de semana foi sobre espada de taiji. Fiz o melhor que pude, para conseguir despachar o meu trabalho todo de cada dia, para poder sair às cinco e chegar a horas aos treinos.

Para não estar a ir dar a volta toda ao Campo Grande de Metro, saàde Picoas e fui a pé, dando a volta ao IST, até à estação da Alameda. Depois disso, viagem até à Gare do Oriente, seguida de nova caminhada até à Torre Vasco da Gama e um pouco mais além, até à escola básica Vasco da Gama, onde decorreu o seminário.

Começámos por fazer exercícios a dois, de defesa/ataque, que mostraram bem o como é fácil ser morto com uma espadeirada. Treinei bastante com o Lobo que também foi um amigalhaço e deu boleia ao pessoal todos os dias. No terceiro dia, revimos a forma, que já estava bastante enferrujada. Foi um seminário porreiro, embora localizado num sítio um bocado chato de chegar e, sobretudo, a uma hora que não convém nada a quem tem horários de trabalho.

No fim de semana, foram dois dias de Tui Na uma técnica de massagem baseada na teoria do Qi e respectiva circulação. Muito usada na medicina chinesa, usa os chamados pontos de acumpunctura, para corrigir desequilíbrios energéticos no corpo. Bom, essa é a teoria.

Na prática, os ocidentais têm uma dificuldade do caraças em ouvir falar em “desequilíbrios energéticos” no corpo, mas ajuda bastante se compreendermos que o nosso corpo funciona a electricidade.

De qualquer maneira, compreenda-se ou não a teoria do Qi, as técnicas de massagem que aprendemos são bastante agradáveis, pelo menos para quem recebe.

A Dee foi comigo desta vez, tornando a experiência ainda melhor do que todos os outros seminários a que já assisti ao longo destes últimos quase cinco anos.

Gostei ainda especialmente de ver o Tritão e a Cat, que ficam bem um ao outro :-) Parabéns, seus malucos.

E pronto, agora, mais uma semana de trabalho, infelizmente. Mas como nem tudo é mau: temos um dos pouquíssimos feriados deste ano, já na sexta-feira!

Divirtam-se!

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Elena passeia em Chernobyl

Hoje fiquei fascinado com um site que descobri para aàno cruel.com, ou coisa do género. É um site muito básico, em inglês-arrússicado, que nem um endereço de e-mail tem, mas que prova mais uma vez que a internet não tem que ter sensacionais designs nem fantásticos plug-ins nem fabulosos server-side scripts para ser interessante: aliás, muitas vezes quando temos tudo isso, no fim o site não tem o mínimo interesse.

Não é o caso da Elena. A Elena tem uma Kawasaki Ninja… e gosta de passear com ela. Gosta de passear com ela, em Chernobyl.

Eu tenho uma atracção especial por cidades-fantasma e por isso mesmo consumi o site da Elena, que tem sobretudo fotos, com alguns comentários, de fio a pavio. No fim, fiquei com pena de a Elena não ter um mail no site, gostava de lhe escrever a dizer que tinha gostado.

Aconselho vivamente, aqui têm o link:

http://www.angelfire.com/extreme4/kiddofspeed/

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