Não estou a falar de chocolates, mas de uma russa.
Aqui há uns tempos, comecei a ouvir, na Radar, uma música que gostei. Como sempre, foi-me impossível perceber que música era. A rádio tem a vantagem e desvantagem de nos permitir descobrir música que não conhecemos: vantagem porque de facto, de vez enquando, toca qualquer coisa que desconhecemos e desvantagem porque muito raramente conseguimos obter qualquer informação sobre o que é.
Ou o DJ disse o nome antes da música começar e nessa altura não estavamos a prestar atenção nenhuma. Ou o DJ diz o nome da música, três músicas depois, disparando, qual metralhadora, os nomes das últimas cinco faixas que tocaram. Ou o DJ diz do que se trata, logo no final da canção, mas a sua dicção é tão enrolada que precisaríamos de um curso de línguística e outro de criptografia para o compreender.
Portanto, da última vez que a tal música tocou, a Dee tomou nota de duas frases da letra e Santo Google deu-nos a resposta.
Trata-se portanto da Regina. Regina Spektor, mais uma singer-song-writer-pianist, qual Tori Amos ou Fiona Apple e a música chama-se “Fidelity” do álbum “Begin to hope”. Regina é russa – moscovita, para ser exacto – estudou música em New York, nasceu em 1980 e quando crescer quer ser veterinária.
Aconselho.