Recebi um comentário do/a (?) “séries de tv” a que ia responder, mas que decidi promover a post, porque acho que vale a pena dizer isto mais visivelmente.
Aqui vai o comentário, a propósito das obras do MST:
“É o que faz morar numa cidade dormitório, se morasses numa cidade como Braga nada disto te aconteceria e olha que Braga é a Silicon Valley tuga”
Antes de mais nada, não me parece educado insultar a cidade das outras pessoas. Suponho que isso possa acontecer pelo facto de viveres numa cidade provinciana, se vivesses numa cidade cosmopolita, nada disto te aconteceria.
Ou Braga não é província? Então talvez Almada não seja dormitório.
Almada é uma cidade em desenvolvimento há muitos anos, sempre em melhoria, mas sempre assombrada com esse rótulo imerecido, de dormitório de Lisboa. Como se Almada não tivesse identidade própria, na sua relação com o Tejo, na sua proximidade com a Costa e na sua vida própria. Almada é provavelmente a maior incubadora de música do país (ainda há pouco tempo, o vocalista dos Da Weasel era meu vizinho do lado), tem um dos mais importantes festivais de teatro (inter)nacionais, tem escolas, negócios, habitações, bairros, um hospital, um castelo, ruas e avenidas e tudo o que as cidades têm e a sua proximidade de Lisboa apenas a torna um sítio mais interessante para morar.
Almada pode não ser uma cidade deslumbrante, mas é uma cidade – não é um dormitório. E mais ainda: é a minha cidade.
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