Não tenho auto-controlo. Confesso. Estou esgotado. Os últimos dias têm sido repletos de paranóia. Deitei-me ontem por volta da meia noite e meia e passei doze horas na cama. Pelo meio tive três sonhos que recordo com clareza: todos estranhos. Um com o Tiago, estranho e preocupante, materialização do terror constante em que vivo.
O optimismo geral das pessoas que me rodeiam resvala neste pânico constante de não saber, de só saber que pode existir algo que não conheço e que pode a qualquer momento saltar-nos ao caminho.
Acho que se oiço mais um “vai correr tudo bem”, salto da janela. Não há dúvida que o último mês é o que custa mais a passar…
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