Duas datas para 2008

Primeiro, Portishead no Coliseu, dia 27 de Março e mais tarde, o careca Satriani, no mesmo sí­tio, dia 30 de Abril.

So it begins.

[tags]portishead, joe, satriani, concertos, coliseu, lisboa[/tags]

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Dez posts de bem dizer: Um – Bolos e café

Já passou algum tempo desde que lancei a mim mesmo o desafio de escrever dez posts “só para dizer bem de Portugal”. Confesso que não tem sido fácil: é mais fácil dizer mal. Infinitamente.

Mas aqui está algo que gosto muito em Portugal: há cafés por todo o lado e não é absolutamente raro encontrar-se bom café e bons bolos.

É verdade que muitas vezes damos com um café ranhoso e/ou um pastel de nata com três dias e que mais valia levar para as traseiras e abater a tiro. Mas também é verdade que o nosso paí­s é provavelmente o único com uma tradição tão grande de pastelaria e café “do povo”.

E com “do povo” quero dizer que está ali, disponí­vel para quem quiser, a preços acessí­veis e em estabelecimentos onde qualquer pessoa pode entrar. Não se trata de uma especialidade rara nem de produtos de luxo, acessí­veis apenas aos clientes do Hotel Hilton.

E, claro, temos o melhor café do mundo. Só em Portugal é que se bebe uma bica como deve ser e, embora outros possam aproximar-se, ninguém consegue superar um delta bem tirado, com açúcar mascavado mexido com pau de canela.

A pastelaria e o café portugueses são resultado de séculos de evolução, não só desde os descobrimentos e os novos produtos trazidos de além-mar (como o chocolate), mas mesmo antes disso, com uma longa tradição de doçaria conventual.

Ainda bem, para nós, portugueses, que as freiras e frades desse paí­s se borrifaram totalmente no pecado mortal da gula e nos trouxeram maravilhas como o pastel de nata ou o jesuí­ta. E se os bolos não são de origem portuguesa, os portugueses pelo menos levaram a pastelaria chamada “fina”, da alta sociedade até ao café de rua.

Só pelos bolos, acompanhados de uma boa bica, vale a pena viver em Portugal.

E sobre este assunto, aconselho a visita a este site.

[tags]portugal, pastelaria, bolos, café, bica, doçaria[/tags]

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Melhor episódio do Top Gear de sempre

Tenho estado a ver a season 10 do TopGear, já que começar da 1 estava a deixar-me atrasado em relação aos novos desenvolvimentos e não há dúvida que a série está cada vez mais alucinada. Acabei de ver o melhor episódio de sempre, é o quarto da décima season e aconselho vivamente a que o vejam, mesmo que não vejam mais nenhum.

O Clarkson, o Hamster e o Captain Slow atravessam o Botswana em três carros, comprados em ífrica, que lhes custaram menos de £ 1.500 cada um. Trata-se de uma lição aos habitantes do Surrey (facilmente adaptável a pessoas da linha de Cascais), que acham que precisam de um 4×4 para subir uma ladeira que por vezes tem folhas caí­das.

Os três maní­acos fazem assim mais de mil milhas de safari conduzindo um Mercedes 230E de ’85 (May), um Lancia Beta Coupé de ’81 (Jeremy) e um fantástico Opel Kadet de 1963 (Hammond). Atravessam o deserto de sal do Makgadikgadi, o Kalahari e o Delta do Okavango e conseguem chegar í  Namí­bia com três destroços sem travões nem direcção digna desse nome.

Absolutamente fantástico.

[tags]top, gear[/tags]

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A maravilha do vácuo

Qualquer geek que se preze adora vácuo. Há uns tempos atrás, o Fernando (o rei das cromarias), falou-me num sistema da Braun para guardar comida em vácuo, usando a varinha mágica. Quis um, imediatamente.

A varinha mágica que tenho é o modelo correcto e tudo (by the way: varinha mágica há só uma – Braun Minipimer, evidentemente), e hoje fui finalmente í  Worten do Colombo comprar o meu Fresh Set MR 5000 FS.

Este modelo é especificamente para quem já tem a varinha e, portanto, não precisa de outra. Traz o motor de sucção (sim, sim, haha, sucção), um contentor de pyrex de 3,1 l e outro de 0,9 l.

Isto tem vários usos que não vale a pena descrever porque certamente os leitores deste blog são pessoas com imaginação para isso, mas um dos usos que mais desejava dar-lhe era o de temperar comida usando vácuo.

Este é um método usado em restaurantes, onde não há muito tempo para grandes marinadas. E resulta? Resulta como o caraças! Meti dois bifes com sal, alho picado e duas folhas de louro no contentor de 0,9 l e segui as dicas do manual: tirar o ar, voltar “meter”, repetir e, finalmente, voltar a tirar e deixar ficar.

Ficou uns 15 minutos, se tanto e a carne ficou com sabor como se estivesse temperada do dia anterior! É um método sensacional e nunca uns bifes feitos í  pressa me tinham sabido tão bem. Tenho pena de não ter cá vinho branco para acrescentar ao tempêro, mas para a próxima já hei-de ter.

O contentor de 3 litros provavelmente vai servir para conservar os vegetais para a sopa do Tiago, mas o mais pequeno vai ficar reservado para este método fantástico de temperar comida.

Vivóvácuo!

[tags]vácuo, braun, minipimer, fresh, set, multi, quick, sistema, varinha, mágica, cromices[/tags]

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