Rouba, rouba

Odeio pagar impostos. Não consigo livrar-me da sensação de que a maioria deles são desnecessários e apenas existem por má gestão do Estado ou por puro e simples roubo.

É que em Portugal, só para dar um exemplo, o Estado tem uma das maiores frotas automóveis de qualquer Estado Europeu e muitas vezes com carros mais luxuosos do que a maioria dos seus homólogos.

Mais: quando um novo ministro ou secretário de Estado toma posse, uma das suas medidas tí­picas de gestão do gabinete, é a substituição das viaturas. Não interessa que o seu antecessor tivesse í  sua disposição um BMW série 7, se o novo ministro preferir Mercedes, mandará comprar rapidamente um Classe S. Até porque não vai querer sentar o rabinho onde o outro seboso andou a roçar-se.

E, lamentavelmente, parte dos nossos impostos servem para este joguinho de cadeiras – só que as cadeiras são aquecidas, reguláveis electricamente, em cabedal e com ar condicionado individual.

Pagamos IRS, um imposto sobre o nosso rendimento que, injustamente taxa da mesma maneira pessoas com salários mensais brutos de 5 mil euros ou 50 mil. Num paí­s em que se acha que 5 mil brutos é, basicamente, ser rico, estamos mal.

Pagamos IVA sobre o que compramos. A taxa vai baixar í  razão de 1% por cada ano antes das eleições. OK, pior seria se subisse, mas pronto.

Pagamos, na nossa gasolina, um imposto sobre produtos petrolí­feros e depois, sobre esse imposto, IVA.

Pagamos também um imposto automóvel e sobre este, IVA (isto ia mudar, ou não?). Mas não interessa se muda: temos que pagar imposto para ter carro; depois, temos que pagar imposto para andar com o carro – o de circulação – mesmo que o carro esteja parado. OK, sobre o carro: imposto na compra, imposto para circular e imposto sobre o combustí­vel, é tudo.

Hum… não, não é tudo: há as portagens – mais um imposto para podermos circular em determinadas estradas e pontes e as inspecções periódicas, sobre as quais pagamos IVA.

Bolas! Já começa a pesar…!

Obviamente, quem fuma lá paga mais um impostozinho, quem tem empresas é praticamente assassinado com impostos, incluí­ndo o magní­fico pagamento ESPECIAL por conta (é especial, porque é especialmente imbecil), que é assim uma espécie de consumo mí­nimo das discotecas: queres montar um negócio, no mí­nimo pagas isto todos os anos e se quiseres o pilim de volta… é só pedires que após uma suave auditoria fiscal, a gente dá-to.

Sem juros, claro.

Tudo isto porque hoje estive a preencher o meu IRS e, sinceramente, fiquei um bocado amofinado.

[tags]impostos, irs[/tags]

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Vai uma aposta?

Querem apostar que, em Julho, o IVA desce para 20% e os comerciantes sobem os preços 1%?

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Mais brainwashing

Ora aí­ está mais uma ideia imbecil de um marketeer qualquer, perpetuada por uma agência de publicidade digna de vómito: o “novo” ice tea quente ou frio.

Nem sei que marca é, nem quero saber. A ideia é que… preparem-se, isto é de génio… se temos frio, podemos pegar no chá e aquecer no microondas para o beber quente. Se temos calor… podemos bebê-lo directo di frigorí­fico, bem geladinho!

E as pessoas vão nesta conversa?

Bom, a julgar pela maneira mentecapta como tanta gente aderiu í  patetice do “mudasti”, eu diria que os gajos dos iced teas podem inventar o que lhes der na real gana.

Meus amigos: eu posso aquecer e gelar qualquer bebida que me apeteça, carago! Até Coca-Cola, se estiver para aí­ virado e quiser ter uma experiência próxima-da-morte, pode ser aquecida no microondas e bebida quente.

Café pode ser bebido gelado, cerveja pode ser aquecida. ígua: quente ou fria; Sumol, vinho tinto ou até… qualquer marca ou sabor de ice tea já existentes no mercado. Ah! Espanto!

Isto não é um novo produto é apenas uma nova campanha publicitária. Meh.

[tags]publicidade, cancro, da, humanidade, ice, tea[/tags]

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Yep, a coisa para lá caminha

Quando voltei para casa ontem ia com esperança de conseguir ver o Tiago a andar, mas sem grandes garantias, já que ele quando aprende um novo skill depois demora um bocado até se exibir a toda a gente.

Mas desta vez não foi assim: uns minutos sentado no chão com ele e o gajo largou-se do fraldário e deu dois passos na minha direcção. Agora é necessário esperar que ganhe mais confiança e perceba que andar é melhor que gatinhar… claro que no caso do Tiago, pelo menos, isso é capaz de ser difí­cil, uma vez que ele gatinha a 120 km/h, tornando este método de locomoção muito mais prático do que andar titubeantemente.

No entanto, o Tiago é um gajo bestialmente persistente. Ainda no iní­cio da semana aprendeu a trepar para cima da nossa cama e fê-lo ficando a tentar até conseguir. Ele não gosta de desistir í  primeira, nem í  décima quinta: quando decide fazer qualquer coisa, geralmente não pára enquanto não consegue.

Portanto, apesar de se locomover extremamente bem de gatas, é possí­vel que comece a insistir mais em andar, simplesmente porque é um novo skill. Foi assim com por-se de pé sem apoio, que agora já começa a fazer com objectos na mão e mesmo baixando-se para apanhar brinquedos e voltando a erguer-se.

Mais uns meses e poderei começar a ensinar-lhe as posições básicas do Changquan e aos dois anos, a forma Yang, quase de certeza :-)

O importante é que o desenvolvimento dele continua right on track, o que é bom… e sobretudo dá um gozo do caraças.

[tags]tiago[/tags]

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A small step and a giant leap

A Dee acabou de me telefonar a dizer que o Tiago deu os seus primeiros passos. Fuck YEAH!

[tags]tiago[/tags]

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