Hoje decidimos juntar-nos ao almoço de família de fim de semana, ao qual já não tentávamos ir desde que uma vez entrámos na Lusitânia, sentámo-nos, o Tiago começou a berrar e fomos em bora sem sequer pedir.
Entretanto passaram uns meses valentes e já saímos para jantar com ele entretanto, com resultados animadores.
O almoço foi no Sunrise, na Costa. A Costa está qualquer coisa de fabuloso. Tudo renovado, muito bem organizado, avenidas novas, restaurantes novos, as praias completamente diferentes, o paredão renovado. Há partes com um aspecto inacabado, mas o que já está pronto dá finalmente í quela zona o aspecto que merece.
O restaurante é simpático e confortável com duas zonas, uma mais resguardada e outra mais tipo esplanada, se bem que coberta. E, claro, como-se a ver o mar.
A comida também era boa… e muita! Daquelas doses que diz para uma pessoa, mas dá quase para três.
O Tiago começou por querer sair e o aví´ lá foi com ele correr para a praia, depois voltou e conseguiu estar sentado í mesa bastante tempo, embora tenha comido pouco, muito mais interessado no pão com manteiga do que em qualquer outro alimento.
Depois de comer voltou a ir correr para a praia e a mãe foi atrás dele. Ou seja, tudo bem… até ao fim.
O problema foi mesmo o fim. De repente decidiu que não queria sair do restaurante. Convencidos de que estava cheio de sono fomo-nos embora em vez de irmos dar uma volta, mas a meio caminho para o carro, berrando o tempo todo, atirou a bolacha que tinha na mão para o chão, levou o consequente safanão na dita ao que se virou e começou a bater-me na cara.
É lamentável e eu, que sou um gajo de resolver tudo com conversa, tenho ainda mais dificuldade em fazê-lo, mas não vi outra solução que não aviar-lhe uma dose adequada de nalgadas. Agora que já não usa fralda, o efeito é mais… contundente.
Normalmente, depois deste tipo de episódio em que o papá é obrigado a aplicar uns tau-taus, o Tiago muda imediatamente de voz. Continua a berrar, mas porque é incapaz de lidar com o facto do pai estar assim tão zangado com ele e só quer colo. Colocá-lo na cadeira do carro foi quase impossível, já que ele só gritava “colo, colo!”
De facto, antes de sair de casa já estava a sentir um certo stress que não conseguia compreender e afinal é óbvio: é que eu já sei que isto acaba assim. E detesto estas birras, detesto ter que dar palmadas no meu filho, de ter que o forçar a sentar-se na cadeira do carro, de ter que o levar o caminho todo para casa a chorar no banco de trás.
O almoço foi óptimo, com comida boa, numa Costa da Caparica fantástica, com a companhia da minha família, mas este desfecho dá-me cabo da paciência. Fica então para daqui a mais seis meses, nova tentativa de levar o Tiago a almoçar fora, na esperança de que, com três anos, já consiga dominar um pouquinho melhor o claro “excesso de personalidade” que tem.
PS: Em contrapartida a tudo isto, confesso que me satisfaz que o meu filho seja independente e queira fazer e decidir tudo sozinho; e que seja teimoso e insistente. Sei que agora me custa, porque tenho que fazer o meu papel de pai e não o posso deixar fazer tudo o que quer e como quer, mas também sei que, no futuro, esta maneira de ser lhe será favorável.