Ontem decidimos que estava na altura de tirar a grade da cama do Tiago e de manhã fomos í Toys’r’us comprar uma barreira da Jane daquelas que se metem por baixo do colchão, mesmo só para eles não cairem da cama abaixo.
O Tiago nem pestanejou e está agora a dormir a sua segunda noite na “cama nova”. Quando o fui buscar ao quarto hoje de manhã, porém, estava sentado na cama, como habitualmente, í espera que alguém o tirasse de lá; quando lhe expliquei que podia descer sozinho, lá veio ele todo contente.
O puto está cada vez mais fantástico. Hoje esteve a ver o Top Gear comigo e quando aparecia uma imagem do Tornado onde o Clarkson seguia a todo o vapor, ele fazia sempre “oooo-oooo, tch tch tch”, tal como a locomotiva.
Usa cada vez mais palavras, mas as onomatopeias e interjeições continuam a mercer a sua preferência, como o som do combóio ou o famoso “uf-uf” para cão (como no inglês, ‘woof’). Sou grande fã dos seus “Uau!”, “boa!” e “oh-oh!”.
Os gatos fazem um elaborado “miaaaaaauuuuu”, patos e sapos soam semelhantes com um “uâaan uâaan” mais ou menos gutural conforme se é batráquio ou marreco e os ovinos e caprinos fazem um “meeeé” sempre acompanhado de tremores corporais para ajudar ao vibrato.
Recentemente retomou o seu extenso vocabulário inglês com o “bye-bye” que já tinha aprendido há muito tempo e ainda hoje se despediu da mãe assim: “bye-bye, mamã!”; há pouco tempo extendeu ainda mais o dito vocabulário com um “yes!” mais bem pronunciado que o “shim” em português.
Ao fim de dois anos e quase quatro meses, posso afirmar sem sombra de dúvida que o meu filho é um assombro; um gozão, sempre com um sorrisinho malandro, sempre aos pinotes, sempre a puxar a malta para brincadeira, a cantar a quinta do Beethoven no tom certo e tudo, a comer pizza praticamente sem se sujar e a brincar com os seus combóios.