Por volta das dez da noite, um roadie aproximou-se do microfone central, para o testar e cantou:
“so impressed with all you do
tried so hard to be like you
flew too high and burnt the wing
lost my faith in everything”
Entre-olhámo-nos… o roadie está a cantar a “Somewhat damaged”?
Não era um roadie, era de facto o Trent Reznor. Depois apagaram-se as luzes do Coliseu e começou uma hora e meia de frenesim musical inesquecível. A minha memória de concertos esvai-se demasiado depressa para o meu gosto, mas sei que tocaram o “Closer”, “Reptile”, “Head like a hole”, “Help me, I am in hell”, “Eraser”, “With teeth”, “You know what you are?” e a cover “Dead souls” dos Joy Division, que figura na banda sonora do filme “The Crow”.
E mais, tocaram mais, como é evidente. Por exemplo, uma “March of the pigs”, completamente demolidora e uma “Hurt”, inicialmente apenas com teclas e baixo e depois com guitarra e bateria também.
Nine Inch Nails ao vivo. Já não tinha grandes esperanças de ver a banda ao vivo, mas valeu a pena esperar 10 ou 15 anos, ou lá o que foi.
O concerto foi non-stop, coberto de fumo e iluminado por strobes hipnotizantes. O som estava bom – como é habitual no Coliseu – embora estivesse balanceado, com a guitarra í direita e o baixo í esquerda, o que não é muito simpático para pessoas que – como nós – ficaram de um dos lados, em vez de no meio.
Foi, portanto, o primeiro concerto rock do Tiago, í s 33 semanas de gestação, dentro da barriga da mãe, esteve a fazer mosh ao som da melhor banda dos últimos anos. Agora, cá esperamos o “The year zero”, sai já dia 17 de Abril.
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