Cinco

Hoje eu e a Dee fazemos cinco anos de casados.

E má nada.

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The White Stripes

Já há umas duas semanas que comprei este disco, mas não aguentava mais sem escrever qualquer coisa sobre ele.

Chama-se “Elephant” e é dos White Stripes. A faixa de abertura, “Seven Nation Army”, passa ocasionalmente na MCM (na MTV nem vê-lo, imagino…) e já me tinha chamado a atenção há algum tempo.

A banda consiste de Jack White, guitarra, voz e piano e Meg White, bateria e voz. E pouco mais diga-se, exceptuando a voz de mais um ou dois amigos numa ou outra faixa. Isto é rock’n’roll!

E do mais puro, acrescente-se. No livrete do CD podemos ler: “All songs on this record recorded to eight track reel to reel at Toe-Rag Studios, Hackney, London, England(…)”

Reel to reel!! E um pouco mais í  frente acrescenta-se: “No computers were used during the writing, recording, mixing or mastering of this record”. A ideia é voltar ao básico fugindo ao excesso de digitalismo que grassa na música hoje em dia. Claro que a afirmação é tão ou mais croma do que se tivessem usado só e apenas computadores para fazer todo o disco. Mas é a atitude que conta e a música é tão boa que sinceramente quase não faz diferença como foi gravada (embora a simplicidade do som contribua para o feel do album).

O disco é uma sinfonia de guitarra eléctrica, batidas simples e a voz aguda e esforçada do Jack White (não há baixo? parece que não, embora tenha algumas dúvidas nalgumas músicas – confirmação posterior: não há baixo, o Jack White usa um Digitech Whammy para descer o som da guitarra uma oitava e tocar a linha de baixo do Seven Nation Army). Às vezes parece os Stones, í s vezes não. O Jack White í s vezes parece o Lennon, í s vezes não. É uma coisa simples e bonita, daquelas que nunca cansa, que podemos ouvir no repeat uma tarde inteira e tocar air-guitar em todas as faixas.

E mais uma particularidade: ambos os membros da banda são muito pálidos e têm o cabelo preto. São assim também as capas dos discos, com a adição do vermelho. Isto é… todas as capas deles são pretas, vermelhas e brancas. Se apanharem o ví­deo na tv vão notar que o mesmo se passa aí­: vermelho, preto e branco são as únicas cores do clip.

São discos como este que me fazem de vez enquando comprar qualquer coisa por puro impulso, arriscando-me que seja uma grande porcaria.

Resta-me agora gastar o “Elephant” e depois tentar encontrar í  venda (talvez, quem sabe?), o “The White Stripes”, o “De Stijl” (tí­tulo que talvez ajude a explicar a estética da banda), e o “White Blood Cells”.

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A loop is a loop is a loop

Estava a enfiar entradas de 1999 no Movable type e deparei com esta entrada minha de 12 de Novembro, de 1999, precisamente:

“E também, já agora, se sexta-feira fizesse parte do fim de semana (que actualmente engloba apenas “sábado” e “domingo”), teria que se chamar outra coisa (voto em “Alguidar”), pelo que passaríamos a ter: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, alguidar, sábado e domingo.

Não percebo porque somos o único país no mundo com esta designação para dias da semana: “feira”. Porquê feira??

Em várias outras línguas, segunda-feira é o dia da Lua. Como por exemplo em inglês “Moon Day” – “Monday”, ou em Francês “Lundi” “Lune Die”, sendo o “die” (como sabemos em francês “dia” diz-se “jour”), ainda reminiscente do latim. Até em Espanhol se diz “Lunes” que se percebe imediatamente ter algo a ver com a Lua.

Nunca percebi o raio dos nomes dos dias da semana, incluindo sábado e domingo, se querem que vos diga… bom sábado… sabath e tal, mas domingo não compreendo e sobretudo não compreendo a história de termos seis “feiras”. Expliquem-me por favor! ”

Como vêm eu não minto, há mesmo coisas que me preocupam profundamente… e me acompanham ao longo de toda a vida, sempre sem resposta. E além disso, “alguidar” é mesmo provavelmente a minha palavra preferida.

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Tristezas & alegrias

O meu título de hoje parece o título de um artigo da Crónica Feminina, não parece? Ainda alguém se lembra da Crónica Feminina?

Acho que há várias coisas tristes em Portugal, aliás, Portugal é um país triste – isso é dado adquirido e toda a gente sabe.

Uma das coisas que me estava a chatear ontem, enquanto estava deitado na cama com cólicas intestinais de violência considerável foi o caso dos dias da semana.

Peguemos nesse tão odiado primeiro dia útil da semana: em inglês: “monday”, em francês “lundi”, em alemão “montag” em espanhol “lunes”. Creio não me ter enganado em nenhum e se também não me falha o indoeuropeu, todos significam “dia da lua”. É bonito, é poético.

E em português? “segunda-feira”! Sim senhor, segunda-feira. Que, não espantosamente, é seguida de terça, quarta, quinta e sexta-feiras.

Ficou a faltar, obviamente, a “primeira-feira” e ainda a “sétima-feira”.
Não faço ideia porque é que nas mais variadas linguas europeias a segunda-feira é o dia da lua e muito menos sei porque raio os dias úteis em Portugal têm nomes tão desinteressantes.

Bom, é claro que são os dias em que havia feira (imagino), mas sinceramente…

Mas pronto, nem tudo é mau, por exemplo, descobri hoje que o Bruno até tem escrito umas coisas e ainda por cima umas coisas acertadas e até talvez algumas coisas que eu subscrevo, mas que nunca escrevo, porque me recuso a mencionar a existência de certas coisas, que existem, mas que assim sendo, me fariam voltar rapidamente ao assunto das “tristezas nacionais”.

Portanto hoje descobri que me faltava um link, é o link para o diário do Bruno. E o dia em que se ganha um link para o “open in tabs” matinal, é um bom dia.

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Isto não é um blog!

A Kat escreveu ontem uma entrada no não-blog dela que tenho que subscrever a 100%. É um manifesto!

No meio desta confusão toda da imprensa, polí­ticos e companhia com os weblogs, já dei comigo a dizer “blog” como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Mas a Kat chamou-me í  razão! Felizmente.

ISTO NíƒO É UM BLOG!

Gostaria de recrutar toda a velha guarda que por aí­ anda para escreverem um post no vosso site entitulado “Isto não é um blog”. Não se esqueçam de linkar para a entrada da Kat, o link é este: http://velouria.org/archives/000276.html

Hasta la victoria, siempre! :-)

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