Frustração venareante

Ao fim da segunda noite em Melides, acordámos ambos exaustos, às sete da manhã. A Dee estava coberta de picadas de melga de cima abaixo, incluíndo nos dedos dos pés, o que sinceramente já me parece uma grande lata das melgas.

Eu não fui muito picado, só uma vez, mas também não dormi especialmente bem. Mas eu também raramente durmo especialmente bem, portanto não me posso queixar.

Foi frustrante, mas naquele momento ficou mais ou menos decidido que já não ficavamos lá mais tempo.

E assim foi, depois de mais um dia de um Sol absolutamente escaldante, passado dentro da piscina, sentado no fundo, com água pelo pescoço, a ouvir o Fragile dos Nine Inch Nails no tijolo que tinhamos levado, empacotámos tudo e zarpámos de regresso a Almada.

Fomos realistas e apontámos a apenas 5 dias de verdadeiras férias sem nada para fazer sem ser ler, ouvir música e nadar, ao segundo dia já tinhamos recebido dois telefonemas de um cliente e ao fim do terceiro dia estavamos em casa.

Vamos ter que comprar daqueles difusores eléctricos de insecticida como um que já tivemos em casa, da Raid, se não estou em erro e que não era nocivo para pessoas, mas não dava hipóteses às melgas e da próxima vez que formos levaremos tal magnífico aparelho e talvez mesmo repelente de insectos.

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Dias de férias 2 – Telefonemas de clientes 2

Dormi pessimamente. Esta parte não consigo ultrapassar, por muito que tente. Para começar, estava calor, passei grande parte da noite a suar, depois haviam merlgas no quarto e o zumbido irritante é insuportável e acordou-me várias vezes.

O resto do dia foi também apenas mais ou menos. Isto porque um cliente decidiu começar a deixar-me voice mails. Tenho muito pouco sinal aqui (muito por culpa da porcaria do Nokia 3310 que nunca me dá sinal em sítios onde as outras pessoas têm sinal no máximo), e o telefone não chega a tocar, chegam só os avisos de “missed calls” e depois o voice mail.

Portanto no meu segundo dia de férias, um cliente – que SABE que eu estou de férias – ligou-me duas vezes. Mas enfim, fiz os possíveis por ignorar isso e deixar para a semana as preocupações.

De resto passei grande parte do dia dentro de água, sobretudo devido ao facto de estarem 46 graus ao Sol. Os 26 da água da piscina ajudam bastante a refrescar.

Quando não estava dentro de água, estava de volta do meu novo projecto… o meu livro, que já tem 36 páginas.

E agora, só para chatear os censores, aqui vão umas fotos gratuitas de pénis.

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Primeiro dia de férias!

Hoje começaram oficialmente as férias. E como não quisemos deixar passar a oportunidade, metemo-nos no carro com 642 sacos e fugimos para Melides. A viagem faz-se sempre bem, quase toda em autoestrada, especialmente calmamente a 120, que foi o que fiz. Sinceramente já não tenho o gozo que tinha em andar a 160 o tempo todo, com o Punto a ameaçar desfazer-se à minha volta.

Claro que fazer ultrapassagens é quase proíbido, como vi num exemplo claríssimo de um Sr. Halogéneo: Decidi ultrapassar um carro mais lento, verifiquei que a faixa da esquerda estava desimpedida e fiz a manobra. Imediatamente… mas I-ME-DIA-TA-MENTE, um fulano num Audi A3 todo artilhado liga-me os máximos. Ele não fez sinal de luzes, LIGOU os máximos. Devia estar bem a uns 2 km de mim, o que me deu mais do que tempo para fazer a ultrapassagem e voltar à minha faixa e à minha velocidade de avôzinnho, muito antes do camafeu passar por mim. Mas o tempo todo ele manteve os máximos ligados.

É como um cão, a mijar num poste.

Chegámos a Melides perto da uma da tarde e passámos a tarde sem fazer absolutamente nada. Li um bocado, estive um bocado na piscina, desenhei um bocado, escrevi um bocado, joguei Deimos Rising e Neverwinter Nights um bocado (o suficiente para me frustrar como o caraças com a classe Sorcerer e a lentidão com que se conseguem fazer feitiços – aliás, pela primeira vez no demo, morri. Acho que Sorcerer não é para mim).

Ao fim do dia, a Dee resolveu fazer alguma jardinagem e eu estive a fazer Gong Li Quan no relvado algumas vezes, para ver se fixo a forma. Entretanto a minha mãe mandou uma SMS a avisar que os gatos estão ok, que é basicamente a única coisa que me preocupa quando venho cá para baixo.

Não posso dizer que não me habituasse a isto, mas falta-me uma coisa: rede.

mas não me posso queixar muito, já tenho um comp, a rede logo virá :-)

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Preparação para férias

Tivemos um dia longo e quente… grande novidade…
De facto “quente” tem sido uma palavra recorrente naquilo que tenho escrito, feito, pensado… E também não vale a pena estar sempre a dizer que está calor, porque toda a gente sabe perfeitamente o calor que está.
Quanto muito, vale a pena escrever repetidamente: “estão 30 graus no meu quarto a noite toda, todas as noites”, para daqui a uns anos poder ler e ficar chocado e pensar “bolas, 30 graus toda a noite, todas as noites?!”.

As coisas melhoraram um bocadinho quando ao fim do dia fomos a casa dos meus pais ter com o pessoal do costume. A Bela e o Fernando, meio em celebração do seu sexto aniversário juntos, meio em jeito de despedida pré-férias, convidaram toda a gente para um jantar no Amarra ò Tejo, um restaurante panorâmico no Forte de Almada, com uma vista estupenda sobre Lisboa.

Que o Forte de Almada tinha uma vista estupenda sobre Lisboa, já eu sabia, que passei lá vários dias da minha adolescência (embora fosse difícil ir namorar para lá sem ser escorraçado pelos outros adolescentes Almadenses que, desde que aterrei nesta bela cidade aos nove anos de idade, nunca deixaram de me perseguir). Agora, o que eu não sabia era que o Amarra ò Tejo era mesmo ali, à beira do miradouro.

O restaurante é muito giro e simpático, um pouco “oh excuse me”, mas sempre isso é melhor do que ser mal atendido, mas tem um defeito quase imperdoável: só servem peixe. Bom, eles têm pratos de carne, num total de dois (2), mas quase que se tem vergonha de os encomendar, tal é a inclinação peixívora do sítio. Basta dizer que a mesa estava posta apenas com garfos e facas de peixe.
Enfim, coisas de classe alta, o que não deixa de ser curioso se pensarmos que o peixe é pescado pelas classes baixas.

Acabei por comer espetada de Lulas, que é um gastrópode (ou é um cefalópode? nunca sei), que eu aprecio consideravelmente. E estava tudo excelente. Das entradas de pimento com azeite e cogumelos recheados com bacon, às ditas Lulas, ao pudim conventual. E depois a companhia é sempre boa, o que também ajuda bastante.

Fomos ainda até casa do meu pai acabar de ver o Benfica dar 5-2 ao Leixões num torneio qualquer a feijões (rimou), e depois fomos para casa preparar-nos para as férias…

…o que acabou por implicar apanhar larvas de mosquito que de um dia para o outro surgiram um pouco por todo o nosso caixote de lixo. A culpa é nossa, que usamos sacos de 30 litros para o lixo o que faz com que não o despejemos com a frequência desejada e depois com o calor que está e restos de fruta e etc. no lixo… temos surpresas destas.

Depois de um jantar tão agradável foi mesmo um fim de noite frustrante. Fomos levar o lixo para o contentor e depois estive a desinfectar o caixote (adoro lavar o caixote do lixo) e a cozinha e o chão e a parede, just in case. E só de estar a descrever isto e a lembrar-me, estou a ficar cheio de comichões.

A Natureza tem uma queda natural para o nojo…

Para terminar em beleza, resolvi, só porque sim, espreitar o líquido de refrigeração do Punto que era mais ou menos zero. Enchi.

Uma dica para a Fiat: no Punto, o depósito de líquido de refrigeração tem marcas de máximo e mínimo do lado de fora… não acham que tinha sido útil terem feito o dito depóstio… TRANSPARENTE?!

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Férias, compras e um jantar

Hoje foi o último dia de trabalho antes das férias de Verão.
Na realidade, tinhamos combinado que entrávamos de férias dia 1, mas o Tritão queria avançar um bocado mais com um trabalho que temos, para não ficar tanto por fazer para depois das férias e eu oferecei-me para ajudar, portanto estivemos os dois a trabalhar o dia todo.

Estiveram 32 graus na sala de trabalho cá em casa e não havia maneira de baixar a temperatura, pelo que foi extremamente difícil passar o dia inteiro ao computador. Difcíl, mas bem recompensado, porque ao fim do dia o Cunhado veio cá ter e zarpámos para o Forum.

Fomos fazer umas compras, o que provou ser complicado. Queria comprar uns calções de banho, mas poucos encontrei. As opções rodavam muito em torno de calções com logotipos tão grandes que os próprios calções tinham que ser enormes para lá caberem todas as letras e símbolos coloridos. Resultado: a maioria dos calções de banho que vimos davam-me quase pelos tornozelos.

É a moda, suponho.

Finalmente consegui encontrar os calções mais geeky que haviam naquele centro comercial: relativamente curtos, cinzentos e sem logotipos. A antítese do surfer cool, portanto.

Depois a Dee foi para as compras e eu e o Cunhado fomos sentir na pele a frustração de ter um Macintosh. Leia-se: fomos procurar software, ou melhor, uns jogos… qualquer coisa… RPG, RTS, FPS…? Plataformas, puzzles, shoot’em ups, beat ’em ups? NADA. Não há nada.

Assim não admira mesmo nada que as comunidades de file-sharers tenham nascido no meio de utilizadores de Macs, provavelmente frustrados com não caonseguirem encontrar software em lado nenhum. Sem lojas para impulse shopping, a segunda opção, mesmo antes do online shopping, é a obviamente a pirataria.

Well done!

Depois desta frustrante volta, subi, com o Cunhado ao piso dos cinemas e fomos para a porta do Chimarrão, encontrar-nos com o gang da YMAA, para um jantar de despedida de fim de época. Apareceu muita gente e comeu-se muita carne (um erro técnico, uma vez que havia uma vegetariana no grupo) e pagou-se uns bons 80 e tal contos. Foi porreiro estar com aquele pessoal todo, vestido “à civil” e só foi pena que o Tony Chee, esse grande pirata do Gongfu, não tenha podido aparecer :-)

A noite foi terminada, depois de um banho frio, em exaustão televisiva, na tentativa de ficarmos com tanto sono que a temperatura do nosso quarto não nos conseguisse acordar. Eram 30 graus, por isso, tomei um dormonoct para ajudar.

Acordei a meio da noite e virei-me, com a cabeça para os pés da cama e voltei a adormecer, acordei já de manhã, depois da Dee já se ter levantado e invadi o lado dela que já não estava quente. Finalmente levantei-me por volta das duas da tarde, algo contrariado, mas já incapaz de suportar os 30 graus que continuavam (e continuaram todo o dia de sábado), a fazer-se sentir no quarto.

Agora estou na varanda, a temperatura desceu para uns meros 29.8 graus, mas não há garantias que não volte a subir.

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