Fim da tortura?

São quase duas da manhã e há umas três horas atrás, começou a ficar fresco na rua. Passado algum tempo, não muito, começaram a formar-se algumas núvens, imagino que fruto do arrefecimento do ar e agora, o céu está completamente nublado e pode dizer-se que pela primeira vez em muitos dias, está frio lá fora.

No meu quarto, claro, estão 30 graus.

Será possível que finalmente esta horrenda onda de calor esteja perto do fim? Bom, sei que tenho a instalação de três máquinas de ar condicionado Daikin marcada para amanhã às nove da manhã, portanto – e tendo em conta que muito do que podia correr mal com isso, já correu – creio que será possível que a tortura do calor, pelo menos em três salas cá de casa, acabe efectivamente amanhã.

Mas não há garantias de nada. E aliás, nada garante que, descendo amanhã a temperatura, a vaca não volte a subir uns dias depois, ou mesmo logo no sábado, ou talvez em Setembro, ou mesmo Outubro… quem sabe. Tudo está em aberto.

O dia de hoje foi, em grande parte, passado com o Cunhado que apareceu para um visita ao fim da manhã. Fomos os três almoçar ao chinês e depois eu e ele fomos ao Forum fazer umas compras e tratar de finalizar uma ou duas coisas antes da partida do Cunhado para a Polónia.

Não se trata de uma invasão, mas de uma visita, em férias, para um Summer Camp da YMAA. Já incitei alguns colegas da YMAA a tratarem mal o Cunhado e a obrigarem-no a treinar até não se aguentar de pé. :-)

Espero que ele se divirta e treine bastante, pelo menos para desanuviar da porra do stress do trabalho que parece trazer tudo menos alegria. (não era o trabalho que era suposto trazer alegria?).

Bom, agora estou aqui, já tentei dormir… aliás, já estive a dormir, mas acordei de repente com uma estúpida dor no pé e entretanto já tinha aquecido a cama de tal maneira que não consigo voltar a adormecer. Uma vez que tenho que me levantar às oito da manhã, para estar pronto para o pessoal do ac, o prognóstico não me parece animador.

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Promessa de fresquinho

Depois de uma espera não muito longa, mas tornada insuportavel pelo calor, tenho finalmente o crédito tratado e a instalação de ar condicionado (re)marcada para a próxima sexta-feira.

A única coisa que consigo pensar agora é nas duas noites que ainda vou ter que dormir com 30 graus. Não é que não haja muita gente a dormir com 30 graus (e mais), pelo país fora. É que eu encomendei de facto ar condicionado… e é no mínimo irónico ter que aguentar este calor infernal por causa de um atraso.

Quase consigo apostar que ou a instalação não vai poder ser na sexta-feira, por via de algo que não consigo prever, ou então que no fim da instalação, uma alteração qualquer no clima vai fazer a temperatura descer para uns agradáveis 20 graus.

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Get me out of this air-conditioned nightmare

Estou aqui a olhar para o ecran há uns minutos a pensar o que escrever.

Por um lado não quero fazer um grande rant por não ter ar condicionado, parece-me whining desnecessário. Por outro lado estão permanentemente 30 graus dentro de minha casa. Isto é, excepto quando estão 31 ou 32, claro.

Tinha a instalação marcada para segunda feira, mas o banco atrasou os papéis do crédito, portanto nada feito. Esperei que hoje, os papéis do crédito chegassem, mas depois do meu telefonema para a empresa de ac às 3 da tarde, altura em que ficaram de me ligar logo de seguida, nunca mais ouvi falar deles.

Claro que se não me ligaram, não fizeram qualquer marcação e, sendo sexta-feira feriado e não tendo havido qualquer marcação para amanhã, já só me resta a esperança de quinta-feira, para ter ar condicionado cá em casa ainda esta semana.

Depois, o instalador está booked, a próxima semana inteira… o que provavelmente significa que vai perder outra venda. Isto porque o Cunhado, também enredado na brutal estupidez do BCP nestes processos de crédito da Daikin, já desisitiu da compra, não de uma, mas de três máquinas de ar condicionado.

É o que se chama “mais um cliente insatisfeito”.

E a grande justificação para isto é só uma: “é Agosto”.

Agosto, o mês em que Portugal deixa de existir.

Melhor seria se fossem decretadas férias obrigatórias em Agosto, em Portugal, mas adicionais aos 22 dias legais a que os trabalhadores têm direito. Assim, toda a gente teria direito aos seus 22 dias de férias e além disso, seriam proíbidos de trabalhar OU de tentar obter serviços, durante o mês de Agosto.

Quanto mais me entusiasmo a escrever, mais o suor me escorre pelo pescoço, em cascata. Vejo-me obrigado a fazer uma pausa Kleenex.

Hoje fui com a Dee até LX, numa daquelas de “se nós formos, eles telefonam”, o que não funcionou.

Mas divertimo-nos um bocado, chegámos à Praça de Alvalade por volta das 16 horas (37 graus) e demos uma volta pela Dimensão, onde simplesmente apetece comprar tudo. É horrível… sobretudo porque tudo é caríssimo.

Esta pequena viagem à Dimensão, onde não ia desde os tempos da faculdade, fez-me pensar em porque é que foi mesmo que eu que estava quase decidido estudar design de equipamento, acabei na comunicação. Bom, provavelmente deve ser a minha velha capacidade de discernimento que me faz tão feliz todos os dias quando acordo.

Seguiu-se uma estranha refeição num McDonalds, onde, para não nos sentarmos na secção de fumadores, acabámos na secção de asilo mental da terceira idade.

Um pequeno conjunto de idosos estranhíssimos, pelos vistos passa os dias deles ali. Uns falavam altíssimo em frases estranhas, um outro abanava-se de um lado para o outro com um ar de quem está prestes a começar a babar-se.

Saímos mais ou menos depressa dali, apenas para constatar que estavam agora 39 graus na rua.

Ainda demos um salto à Tom-Tom, mas a caminhada do Chiado à Rua do Século foi uma verdadeira tortura. Comprámos mais umas mariquices para a nossa casinha e rumámos a casa, destruídos.

E quanto mais tempo se prolonga o calor, mais cresce a minha impaciência com toda esta situação do ar condicionado… chamem-me comodista, mas eu continuo a achar que o ar condicionado é uma marca da civilização e devia ser distribuído gratuitamente.

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A merda do costume

Quando fui com a Dee à loja de ar condicionado na quinta-feira corrigir uns papéis que estavam rasurados e “oh isso não pode ser” (cabrões de burocratas que dominam a nossa vida), apostámos os dois em como não teríamos o nosso ar condicionado montado na segunda-feira, apesar de termos feito a marcação com mais de uma semana de antecedência.

E assim foi que, enquanto tomava duche, depois de termos pintado uma das metades da nossa sala, ligou o sr. da empresa de a/c, um pouco chateado – aliás, bastante chateado – a explicar que tinha tido um empregado à porta da Daikin o dia todo para trazer as nossas máquinas, mas que o banco (esses ranhosos), não tinham enviado os documentos novos e que portanto as máquinas não podiam ser levantadas. Portanto o ar condicionado, como é evidente, já não vai ser montado na segunda-feira de manhã, porque segunda-feira de manhã, com sorte, as máquinas serão entregues.

Portanto, com sorte, na segunda-feira de tarde, a instalação poderá ser começada, mas apenas começada porque, como é evidente, uma tarde não basta para instalar três máquinas de ar condicionado.

Neste momento aposto que antes de quarta-feira, não vai estar nada pronto.

Claro que a empresa que nos vai fazer a montagem não tem culpa nenhuma… a culpa é de uns ranhosos burocratas quaisquer do BCP que não gostaram de ver o contrato de crédito com um risquinho.

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Pinturas

Hoje apareceu a Augusta, que pensava que nós estavamos fora (e deviamos estar, mas enfim). O dia foi calmo e pouco produtivo.

Por volta da uma da tarde tivemos que ir à Regiclima re-assinar o contrato de crédito do nosso ar condicionado, que já tinha sido aceite pelo BCP com uma rasura por um empregado, mas outros empregados, provavelmente mais importantes e, talvez até mesmo, donos de parte do Mundo, acharam que a rasura não podia ser, era um insulto à sua alma de burocratas, portanto… lá fomos nós assinar novamente tudo. Em princípio isto não atrasa grande coisa e amanhã a Regiclima já deve ter as nossas máquinas da Daikin, para poderem vir fazer a montagem na segunda.

Já não aguento esperar mais, mas antes desconfiado do que desiludido…

Ao fim do dia demos um salto ao Jumbo para comprar 20 litros de tinta branca para começarmos a pintar a nossa sala antes de virem montar o ar condicionado na segunda-feira, senão depois acabávamos a ter que pintar à volta das máquinas.

Por qualquer razão inexplicável, resolvi começar a isolar os rodapés e a janela com fita de papel e depois, não satisfeito, comecei mesmo a pintar. Enfim, cingi-me a uma parede, mas já foi um começo.

De resto… calor. E mais nada.

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