The Sims

Ontem ao fim da noite resolvi finalmente experimentar o “The Sims”. Foi má ideia. Não porque o jogo não preste, mas exactamente pelo oposto. É sensacional. O pessoal da Maxis conseguiu dar outra volta aos jogos de simulação. O ví­cio é tal, de alimentarmos e darmos banho aos nossos personagens que quando olhei para o relógio eram quase seis da manhã.

Fui dormir e acordei tardí­ssimo, claro. Fui com a Dalila para Lisboa ver o Sleepy Hollow… que filmaço! Que filme í  Tim Burton. Sensacional. A Christina Ricci é bestial, o Johnny Depp é óptimo e o Christopher Walken, no seu curto papel é absolutamente demoní­aco. Valeu a pena, mais uma vez. Este ano tem havido óptimos filmes para ver.

Não voltámos para casa sem torrar algum cacau. A Dalila comprou o primeiro álbum dos Placebo e eu finalmente comprei um que já queria há que tempos: “The K&D Sessions” de Kruder & Dorfmeister.

Voltámos um bocado podres, comemos chinês e vimos um bocado do Stand up Show na BBC… não teve especial piada.

Agora, internet, claro, quake, talvez. ER, mais daqui a bocado. Entretanto li o diário do ADSS e parece que o PEDRO está óptimo. Excelente, parabéns aos pais babados mais uma vez…. e vejam lá, ainda têm alguns meses para reconsiderarem essa ideia absurda de chamarem Miguel ao miúdo.

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Scully pela janela fora

Às vezes fazem-se coisas estúpidas. No meu caso foi ontem, por exemplo. Já tarde, resolvi ir arranjar qualquer coisa para comer e aproveitar para coser pescada para as gatas. Enquanto estava a tirar as espinhas ao peixe, os hamburgers que estava a grelhar começaram a queimar-se. Nada de grave.
Então resolvi abrir completamente a janela da cozinha para sair o fumo.

Hoje por volta das sete e meia a Dalila foi-me acordar algo sobressaltada… faltava uma gata. A Scully, mais precisamente. E pronto, começou o dia do inferno.

Ela não estava mesmo, batemos a vizinhança toda, fomos í s traseiras do prédio, falei com pessoas, procurei nos quintais… nada.
A certa altura da tarde subi para o telhado e estive lá grande parte da tarde a ver se via alguma coisa. Não vi nada.

Como me tinha deitado í s quatro e tal e acordado í s sete e meia, estava podre, como não me apetecia muito cair do telhado, desci e fui-me encostar um bocado. Acabei por adormecer. Acordei com a Dalila aos gritos. Tinha visto a Scully.

Chamou-me para confirmar e, claro, era mesmo ela, num dos quintais das traseiras a olhar para nós feita parva, a miar. Fomos até ao prédio do tal quintal, onde a senhora já tinha apanhado a gata para nos entregar. Vinha toda porca e com uma ferida por baixo do olho. Levou banho e betadine na ferida… agora resta-nos saber se voltou grávida.

À noite estive com a Dalila a jogar um bocadinho do novo ví­cio que comprei ontem em Lisboa: The Sims, o novo jogo da Maxis, que é o pessoal do Simcity. O jogo é altamente viciante, nele temos uma ou mais pessoas, sob o nosso controlo e temos que gerir a sua vida, mobilar a casa, pí´-los a comer, dormir, tomar banho, arranjar emprego, etc. muito giro mesmo.

Depois… claro, já adivinham, Quake. E que Quake! Um conjunto de jogaços que os bots até ficaram a ver a dobrar. Agora já só jogamos contra três, mas tenho a impressão que vamos ter que jogar contra quatro em breve.

Entretanto tenho que agradecer continuamente ao cunhado por me ter falado do Napster, já cá tenho o “Sabotage”, “You Gotta Fight for Your Right” e “Intergalactic” dos Beastie Boys, mais o “Woo Haa” do Busta Rhymes e o “My Name Is” do Eminem, que gozo, estou numa de rap (mas nada de puff daddies e foleirões do género, acho mais piada a rap com um twist de humor). Enfim, portem-se bem e se tiverem gatos, o meu conselho é: não deixem janelas abertas, eles têm tendência para cair.

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Seis milhões de flexões e trezentos milhões de abominais

Terminou hoje o mês de Fevereiro, estamos portanto num ano bissexto e quando ainda há pouco se deixou de falar no temí­evl “bug do ano 2000″, fala-se agora do ridí­culo “bug bissexto”. Ainda não me informei, mas já me ri, which is nice.

Estou aqui a escrever porque, adivinharam, não consigo dormir. Hoje fui ao kung fu, fiz seis milhõees de flexões e trezentos milhões de abominais, corri, fiz alongamentos e aprendi formas, mas mesmo assim, estoirado, não tenho sono. São três da manhã e ainda por cima estou com uma enorme crise de rinite nos cornos.

Enfim, tirando a aula de kung fu o dia foi longo e chato mas teve um pequeno destaque já no fim: finalmente, o pessoal da Bazaar tem o Terraportugal pronto. Não, não tivemos nada a ver com o nome do site :) Mas tivemos a ver com o design e por isso, são obrigados a ir visitar: www.terraportugal.com

Espero que gostem, nos gostamos.

E pronto, estou próximo de brain dead e tenho pouco mais a dizer. Amanhã vou í  neurologista, para, enfim, cobrir mais terreno nas minhas recentes odisseias médicas. O Nelson tem exame de condução, por isso, boa sorte.

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Mongus Maximus

Hoje acordei completamente feito num oito, por volta das onze da manhã, depois de ter passado a noite toda sem dormir, depois da história com o ER, não consegui adormecer e acabei por só conseguir por volta das nove e meia da manhã, mais coisa menos coisa.

Surpreendentemente até me levantei bem, tomei um banho e preparei-me para ir, com a Dalila, ter a casa dos meus pais. De seguida partimos com eles para a Costa, para um almoço familiar, uma espécie de celebração dos aniversários do meu avô, da minha avó e da minha mãe, que foram todos há pouco tempo.

Foi um bom almoço, seguido de uma horinha ou duas de conversa em casa dos meus pais. Which was nice.

Vim para casa já completamente podre de não ter dormido e estive a mongar na sala a praticar o meu desporto favorito: zapping de mínimo esforço. Funciona assim: o objectivo é carregar no mínimo de botões do comando possível, para poupar esforço. Então carrego no 9, que é o máximo de canal que se conegue sem usar combinações de botões, depois uso o “down channel” para ir mudando: 8, 7, 6… até ao 1, após o que volto ao 9. Fiz isto durante uma boa hora até ficar a ver um programa da BBC sobre antiguidades que tem uma certa piada, porque as pessoas levam lá coisas antigas que têm em casa e um especialista identifica-as e avalia-as, normalmente em valores absurdamente altos, que as pessoas nem suspeitavam. Giro, como já tinha dito.

Entre as sete e as oito joguei Quake com o Nelson e depois fui passar a ferro e ver o Benfica levar três secos do Estrela da Amadora. Passei a roupa toda que estava a empilhar-se em alguidares quase desde o Natal. Depois resolvi mongar mais um bocado.

Nada melhor para mongar que o “VH1 Behind the Music”, um programa que nos conta a história de uma banda ou músico, sempre com o máximo de detalhes encardidos da vida dos ditos… quanto mais coca, alcóol, sexo e tragédia, melhor. Hoje era sobre os Def Leppard, sendo que, por exemplo, um deles perdeu um braço (o baterista, como provavelmente saberão), mas mesmo assim bate na mulher; o outro bebeu tanto que acabou por morrer com o dobro de nível de álcool no sangue que o encontrado no John Bonham dos Led Zeppelin que, se souberem destas coisas, morreu por abuso de álcool. Outros dois membros tinham como diversão para relaxar no meio dos concertos, descer a um alçapão sob o palco onde cerca de 60 groupies, normalmente já previamente despidas os aguardavam. Aaaaaaah, nada como a decadência alheia para nos sentirmos melhores connosco próprios.

Claro que o final destes programas é sempre muito cor-de-rosa e a banda prepara-se para continuar ad infinitum a chatear-nos com as suas músicas.

À noite, Quake.

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Sábado calmo

Um Sábado relativamente calmo, finalmente.

Levantei-me tardíssimo, o que é sempre óptimo. Passei o dia a não fazer quase nada, o que dá muito pouco texto para um diário. Joguei Amerzone com a Dalila e já jogámos os três primeiros capítulos.

Também no limbo temporal que são os fins de semana em que não se trabalha nem se vai a lado nenhum, estive online com o Nelson e o Pato a tentar ensiná-la a jogar Quake. Ela foi finalmente downloadar o demo para Mac. Mas aparentemente estava a ter problemas em “andar em frente”. O que é um pouco estranho, porque andar em frente no Quake requer carregar numa tecla. :)

Mas foi um bom início, talvez em breve possamos contar com o PatoBravo na nossa equipa.

Estive também, com a Dalila, de volta do Napster, um proggy que o cunhado me recomendou e que é miuto interessante. É um grande centro de partilha de MP3, onde conseguimos downloadar umas músicas de Placebo e Fiona Apple, duas coisas em que andamos interessados agora… downloadar, é como quem diz, porque infelizmente aquilo cai muitas vezes e, embora tenha uma função de “resume”, não funciona. Tenho que mandar para lá um mail a avisar, já que aquilo é uma versão Beta e, cabe aos utilizadores ajudar os programadores (caso não saibam, é uma espécie de obrigação moral, embora muita gente se esteja nas tintas).

Do que downloadamos pareceu-nos muito giro, especialmente a Fiona Apple.

Já à noite estavamos à espera de ver o ER, que era suposto já começar no magnífico prime time da RTP, ou seja, a um quarto para a duas da manhã. O mais interessante é que a RTP anuncia o ER como “a melhor série jamais feita sobre as urgências hospitalares”… e depois encaixa a série na madrugada de sábado, bem pensado, génios, sem dúvida.

E então o que resolveram eles dar em vez desta excelente série? O congresso do PSD, claro. E quando não era um tipo do PSD a falar, era a Judite de Sousa a lembrar-nos o que tinha dito o último tipo do PSD que falou… claro que passaram as duas e as três da matina e népia de ER.

Falou o Durão Barroso, o Santana Lopes e, claro, esse grande homem, o Marq’dss Mend’dss. Este último, deu uma boa mostra do que é um político: até numa coisa tão simples como a duração do discurso, mentiu. “Vou ser breve”, mentira, não foi; “Para terminar”, dizia ele, sabendo que ainda ia discursar mais meia-hora, claro.

Mas melhor ainda! Quando acabou a palhaçada geral do congresso, a RTP continuou placidamente a transmitir o 24 Horas, com as suas fabulosas notícias dignas de nota nenhuma e as suas reportagens sem qualquer interesse. Obrigado RTP por este fabuloso serviço público.

Lá deu o ER, eventualmente, que vi, porque me recusei a arredar pé enquanto não desse uma das poucas tretas que me digno a ver na TV portuguesa. Vi, gostei e acabou quase às cinco da manhã.

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