50 anos da sogra

Hoje a mãe da Dee fez 50 anos. Mais parabéns e o meu diário lamenta continuar sem soluções mais interessantes para festejar os aniversários. Bem… não é tanto assim, porque tenho o famoso Marquee Comemorativoâ„¢ para usar em ocasiões festivas e afins, um produto da Borges, Silva e Filhos Ldª, sediada no Cacém.

Fomos até lá a casa para uma monumental festança.

De regresso passámos em casa dos meus pais para trazer os primeiros quatro caixotes de CDs que vamos guardar enquanto eles estiverem em obras.

Passado algum tempo chegou o Cunhado. Estivemos na monguisse a conversar um bocado, depois fomos jogar uns demos de Kingpin, SpecOpsII e Swat3. Encomendei umas pizzas, comemos e jogámos Q3F até í  meia-noite e meia. Bons jogos por sinal.

Amanhã é segunda-feira da última semana de trabalho antes das primeiras férias oficiais da nitrodesign… desejem-nos sorte.

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Quake Team Fortress. Modo: obsessivo.

Ultimamente tenho-me lembrado muito claramente dos meus sonhos.

Não tenho bem a certeza se será assim, mas também tenho a impressão que tenho influenciado um pouco aquilo com que sonho, pelo menos os primeiros sonhos da noite, graças í  meditação. Depois de entrar no estado mais profundo, a última coisa em que penso antes de adormecer geralmente é o assunto de pelo menos um sonho.

Isto para dizer que tenho tido sobretudo um assunto principal: Q3F. Pois, é verdade.

Os sonhos sobre Q3F (para quem possa ainda não saber o que é… Q3F = Quake 3 Fortress), dividem-se em dois estilos.

O primeiro estilo é o estilo realista, em que durante o sonho se desenrola um jogo de Q3F ao pormenor. Sou sempre da classe Engineer nesse jogo e é mesmo como se estivesse a jogar, com todos os detalhes de um jogo normal: a construção de sentries, as corridas desenfreadas para ir buscar munição, o pânico das nail bombs que atacam as sentries e a ocasional flag run.

O segundo é o estilo hiper-realista… Aqui normalmente começo sentado no chão numa sala enorme sem saber bem onde estou. Mas aqui não há bonecos, bitmaps, texturas, renders… são mesmo pessoas, eu próprio, de carne e osso. Engineer como habitualmente.

Quando entendo mais ou menos que estou numa Fortress, assimilo razoavelmente depressa o que tenho que fazer. As coisas são um pouco diferentes aqui. Para construir uma auto sentry tenho que levar peças do armazém. Começa com um tripé e um canhão rotativo que tenho que por í s costas com umas alças especiais magnéticas.

A primeira vez que tenho que sair do spawn room dá-me sempre uma volta no estí´mago.

O tripé vem fechado, tem que se pegar pelo topo e dar um esticão rápido de cima para baixo para as pernas se abrirem, coloca-se no sí­tio e carrega-se num botão de despoleta um espigão em cada pé para o fixar ao chão. A seguir o canhão rotativo encaixa perfeitamente em cima e tem dois cabos blindados para ligar ao tripé que é onde está a bateria e o computador. Finalmente há um interruptor na parte traseira do canhão para o ligar, um daqueles interruptores grandes, protegidos por uma capa metálica.

Depois é preciso ir ao armazém buscar o segundo canhão (que se monta ao lado do primeiro e tem os dois cabos e interruptor) e o duplo lança rockets, que é um bocado mais pesado. As coisas são um pouco mais realistas que no jogo, já que é preciso encaixar grandes clips de munição nas armas e não há grande maneira de reparar uma sentry que tenha sido muito danificada… quer dizer, maneira há, mas normalmente leva tempo e é mais fácil fazer self-destruct do bicho e construir um novo.

A caçadeira é muito gira, porque tem também uma placa magnética na perna onde prende quando é preciso ter as mãos livres. Tanto quanto percebo (eu não percebo muito de fí­sica, como imaginam), tenho sempre uma luva sem dedos na mão direita que tem uma plaquinha metálica na palma, ligada a uma bateria no pulso. Quando preciso de pegar na caçadeira agarro no punho, que tem umas chapas metálicas também e ela desprende-se da placa magnética. Suponho que a plaquinha na minha luva com a bateria sirva para inverter a polaridade da caçadeira para a descolar do í­man. Aliás, este mecanismo aplica-se í s peças da Sentry.

Se acharem que eu estou severamente doente e devia ser desde já internado, não hesitem em enviar-me quí­micos de toda a espécie, principalmente calmantes que eu tenho andado um bocado hiperactivo.

Se fragado não é nada do outro mundo embora ao fim de alguns frags se comece a ficar cansado e com alguma dores parecidas com as dores musculares de fazer muito exercí­cio. O respawn é imediato, portanto um frag consiste num nanossegundo em que nos apercebemos que a mira do sniper está na nossa cara, um flash preto e uma espécie de acordar súbito em que damos por nós de regresso í  spawn room, normalmente sentados no chão.

Nunca me aventurei para dentro de água, mas estou a tentar ver se consigo num dos próximos sonhos. Também não faço ideia se consigo mudar de classe… gostava de experimentar.

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Bola e literatura

O mês é de futebol. Este campeonato da Europa está a ser tão bom que até o ADSS, que abomina futebol, fez uma referência í  vitória portuguesa sobre os alemães (por 3-0, posso acrescentar). Os Espanhóis a perder por 3-2, conseguiram ganhar 4-3 aos Jugoslavos já nos 5 minutos de compensação. Os Holandeses ganharam 3-2 aos Franceses.

Para quem gosta de futebol é óptimo… é até bom para quem “só gosta de golos”.

Já fiz duas tentativas frustradas de escrever o diário no Palm (o meu palm ainda não tem nome)… se não arranjo uma solução para o ter permanentemente ligado ao port nunca o vou usar com eficiência. Mas já tenho umas ideias.

Hoje foi feriado. Fui ao ginásio de manhã, passei parte da tarde a trabalhar e outra parte a jogar Quake TDM e Q3F. O ví­cio do q3f é brutal, hoje consegui estar em “primeiro” em número de frags (os frags não contam, só os pontos da equipa obtidos por capturar a bandeira inimiga), durante ainda um bom bocado, até os snipers começarem a coleccionar mais, como habitualmente.

A Michelle está bastante melhor… aliás, já age de forma completamente normal. Ainda me faz um pouco de confusão a maneira como no momento em que ela ficou doente eu sabia só de olhar para ela e também consegui ver quando é que o primeiro tratamento fez efeito e quanto tempo durou. Vivo com ela há tanto tempo que já a conheço melhor do que a algumas pessoas… e ela não fala.

Agora a Scully está a vir sorrateiramente roubar pedacinhos de bife que sobraram do meu jantar e a ir comê-los dois metros mais í  frente, como se isso fizesse diferença.

Tenho andado a dormir bastante melhor. Tenho que agradecer í  Dee e ao seu novo horário. Graças a ela levanto-me mais cedo. Mas o importante não é isso, é que me levanto *regularmente* í  mesma hora. E deito-me mais ou menos regularmente também. O meu problema era muito o de me levantar ao meio-dia na segunda, depois í s 9 na terça, depois í s 11 na quarta, ás vezes í s 8 outras í s 7, outras já quase a meio da tarde. Depois uns dias ia para a cama í s 5 da manhã e outros… bom e outros também. :)

Se haviam noites em que dormia 8 ou 9 horas, outras havia que dormia 3 ou 4, ou mesmo nenhuma, como chegou a acontecer. A regularidade ajudou muito; tenho adormecido razoavelmente bem (nem sempre), dormido bem e acordado um bocado ensonado mas sem vontade de voltar para a cama como me acontecia.

Também tenho andado com um apetite absolutamente voraz, o que não me agrada tanto por várias razões… não quero engordar, não quero gastar tanto dinheiro em Crunches e não tenho pachorra para estar sempre a arranjar comida.

Hoje comi um cornetto, um crunch, dois pratos de tremoços, uma taça de choco-crispies, um pacote de amendoins e uma sandes, tudo enquanto jogava 3 ou 4 rounds de TDM com o Godfather e o Cunhado… É uma da manhã e acabei de comer um bifão grelhado com batatas e ovo… o dia não passa sem umas litradas de coca-cola, claro.

Pronto, esta verborreia toda deverá compensar os três dias em que não disse nada…

Já os outros diaristas andam com pouco tempo e inspiração, ao que parece. A Kat parece que tem o Biscuit recheado de literatura para a gente, aguardo com ansiedade; o Cunhado não tem tempo; o ADSS escreve, mas pouco… É dura a vida de um devorador de diários.

Um dia destes hei-de tentar ser mais poético para que eventualmente o meu diário venha a ficar nos anais da história… tipo: «a noite estava húmida e eu, sentado í quela velha secretária que tinha sido do meu trisaví´ brasileiro, questionava-me, de forma algo passiva, sobre a natureza humana.

Será que temos a noção de que bem e mal são apenas conceitos demagógicos impostos pelas forças dominantes de todos os tempos? Aqueles cuja necessidade de dominar o futuro os leva a estrangular o presente e a desfigurar o passado para que se assemelhe mais a o que quer que seja que melhor serve os seus desí­gnios…»

Que tal? Não é difí­cil escrever de uma forma pateticamente pretensiosa, eu podia mesmo ganhar dinheiro com isto, parece-me. Pelo menos tanto quanto sei há por aí­ muitos espertalhões a ganhar prémios Nobel í  custa do seu pretensiosismo patético.

É claro que há estilos que dão muito mais dinheiro, mas menos prémios Nobel: «Sí­lvia nunca tinha conhecido um homem assim. A figura máscula dos seus ombros amplos recortava-se contra o brilho da lua que entrava pela janela que dava sobre a piscina.

A luz ondulante reflectida pela superfí­cie da água dançava no tecto. Ela aproximou-se por trás dele e tocou-lhe nas costas musculadas…»

Aaaahn?? Tenho jeitinho ou quê? Safo-me…

Claro que eu continuaria a história assim:

«(…)Ela aproximou-se por trás dele e tocou-lhe nas costas musculadas, ele virou-se, com o seu olhar latino, olhos negros sob sobrancelhas carregadas e com a voz profunda que a fazia tremer disse: “trás-me uma cerveja, carago, que tá quase a começar a bola! e vê lá se vestes qualquer coisa que vem aí­ o Mendes pra ver o Benfica na tulvisão da sala e eu não te quero nesse estado!”»

E pronto, é por isto que nunca hei-de ir a lado nenhum como escritor.

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Que bom que é acordar com frio

ACORDEI COM FRIO!!!!!

Yeeeeess! Frio, estava frio hoje de manhã! Acordei tapado até ao pescoço e geladinho até aos ossos, bendito frio. O céu esteve nublado grande parte do dia (nublado não vos parece uma palavra demasiado espanhola?), esteve ventinho e até sabia bem andar na rua. Assim sim.

Mesmo assim liguei para dois instaladores de ar condicionado aqui da zona. Ficaram ambos de me voltar a contactar porque a pessoa certa não estava in-da-house, mas não ligaram. É pessoal que não gosta de fazer negócio.

Há já uma semana que andava a achar a Michelle muito estranha… hoje fartei-me de esperar que ela espevitasse sozinha e levei-a í  vet. Está doente… raios. Estava com 40º de temperatura (o que nos gatos é menos problemático que em nós, mas ainda assim é febril). A vet também lhe fez um hemograma que acusou um ní­vel elevado de glóbulos brancos no sangue…. Também fizemos uma radiografia torácica, que foi giro, porque tive que ajudar a médica e para isso precisei de vestir uma bata blindada e por uma tira blindada í  volta do pescoço, para proteger do Raio-x… senti-me um pouco como num jogo de Quake…

A radiografia não deu nada, portanto ela deve simplesmente ter uma infecção respiratória de qualquer espécie e não nenhuma tuberculose ou coisa do género. Levou uma injecção de antibiótico e outra de antipirético e passadas umas horas em casa já estava muito melhor.

À noite voltou a piorar e agora está outra vez chocha a um canto, mas temos os medicamentos para lhe dar e vamos ver se ela vai melhorando assim.

Estive agora a jogar um Q3Fzito, mas a porcaria do server do Barry’s World estava com um lag estúpido que não dava para jogar nada de jeito. Ainda assim, apliquei as novas dicas que aprendi ontem e já melhorei a minha prestação… é preciso ir treinando de vez em quando.

Para finalizar o dia, vou agora uploadar o novo cartoon do Sapo que não sei se entrará depressa ou se vai demorar, porque eles estavam com um pequeno problema que estava a ser resolvido na sexta-feira quando lá fui. De qualquer maneira, o tal problema implica que o cartoon entre, mas para o fim da lista, portanto se não virem o cartoon sobre o fim da presidência europeia de Portugal, procurem no popup a data mais recente, que deve estar fora de ordem… enfim, se preferirem esperem um pouco e vão dando um salto ao Sapo até verem o cartoon.

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Domingo seca

Que domingo mais absolutamente seca. Não fiz nem me apeteceu fazer nada.

Mas a temperatura desceu! Aaaaaah.

Ao fim do dia fomos a casa dos pais da Dee jantar e conversar um bocado. O Cunhado também lá estava e depois veio connosco para casa ver os novos sofás. Gostou dos novos sofás, após o que fomos jogar hora e meia de Q3F, claro.

Aprendi uns truques jeitosos com o Cunhado que está um pro no Q3F. Vou passar, nomeadamente, a usar os scripts que vêm incluí­dos no pacote e eu nem sabia. Dão um jeitaço do caraças… por exemplo, como Engineer, que tal construir uma AutoSentry carregando numa só tecla, com a possibilidade de parar de construir e fugir se formos atacados? Então e fazer upgrade da Sentry com uma tecla e depois reload e repair ao mesmo tempo com outra? Nada mau.

O Cunhado foi-se embora já depois das duas e eu fui dormir. Hasta mañana.

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