Mais férias

Férias, dia 12.

Hoje apareceu cá o Godfather logo cedo e estivemos a escrever um script em Perl, para eu ter umas noções básicas mais práticas. Já percebi umas coisas mesmo básicas mas que ainda não me tinham entrado bem.

Saí­mos para almoçar no Chinês e entretanto telefonou a Dee a dizer que tinha exame de piano marcado para a próxima segunda feira já. Ela está completamente em pânico, como seria de esperar. Acho óptimo que ela esteja a fazer isto. Não é toda a gente que arrisca uma segunda possibilidade e que aceita tornar a sua vida 20 vezes mais complicada por causa de algo que parecia perdido. Começar a tirar um curso de música de 8 anos aos 27 não é para toda a gente… mas embora ela não acredite, eu acho que ela consegue.

Enfim, não liguem, estou de facto um bocado babado, mas não consigo evitar.

Segui para Lx com o Godfather e encontrámo-nos com o meu aví´ na Baixa, bem disposto como sempre, mesmo quando tem toneladas de trabalho e coisas chatas para resolver. É o que é preciso.

Seguimos para o Colombo, esse antro vil e pestilento, para eventualmente comprar duas Epson 5500+ que tí­nhamos visto na Fnac por um preço quase ridí­culo. As ditas são impressoras laser, 600 dpi, 6 págs./minuto, pequeninas tipo torradeira, pela módica quantia de 30 cts… Só para terem uma ideia, um cartridge de toner para a mesma impressora custa 21, ou seja, quase valia a pena deitar fora e comprar uma nova no fim de cada toner.

Mas não… descobrimos que está barata porque é um modelo que já não se fabrica da Epson (eu bem que não a tinha encontrado no catálogo online) e fiquei muito desconfiado que seria difí­cil arranjar toner para aquilo. De facto, calcorreámos (bela palavra) as lojas de informática da zona e não havia toner para a Epson 5500 em lado nenhum, mesmo na Fnac, que vende a impressora, só tinham para a 5700…

Enfim, de mãos a abanar mas de estí´mago aconchegado de Fanta e sandes, viemos embora. Encontrámo-nos com a Dee no Chiado para irmos com ela descobrir onde fica exactamente a Academia. É fácil, é 10 metros acima do Largo da Trindade.

O meu pai telefonou-me í  noite a dizer que o pessoal da NetCabo tinha ligado para lá í  minha procura, depois de – dizem eles – não me terem apanhado em casa o dia inteiro. E não apanharam mesmo que eu não estive cá… mas tinha 17 mensagens no gravador, todas vazias, praticamente.

Portanto, descobriram o telefone dos meus pais e não hesitaram em ligar. Entretanto já encomendei RDIS, tenho que ver se sei como é isso… porque sinceramente se o cabo for para breve e bidireccional… prefiro, claro.

Um Q3F í  noite, um verdadeiro record de 36 frags como engenheiro. Ninguém passa por uma sentry MoitaCarrasco®.

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Burocracias e mais Quake

Férias, dia 10.

As férias já não são o que eram. Hoje comecei o dia a organizar papelada. Estou a tratar de organizar os extractos bancários do último trimestre (já que nunca mais aprendo a organiza-los quando chegam), e a ver se consigo ter pronta uma procuração para o ADSS asap.

Ao fim da manhã vesti a minha t-shirt dos Rage Against the Machine e fui para o centro burocrático de Almada. Fui í  CRC pedir uma certidão comercial da nitro para depois apresentar no notário para fazer a procuração.

Agora vou a caminho de Lisboa com a minha guitarra Hamer, que vou por a fazer setup numa loja do Terminal.

Estou cheio de dores de cabeça e acho que estou a ver pior… Logo agora que a minha sogra está de férias… Mas depois logo se vê.

Estou agora no Abracadabra a beber um sumol, já deixei a guitarra no Tinoco, já fui í  Virgin gastar uns cobres. Comprei o “Kaleidoscope” de DJ Food, que trás uma explicação de quem são os DJ Food; não é “o” DJ Food, mas sim DJ Food tipo… Dog Food ou Cat Food… é, portanto, comida para DJs, os membros fundadores são só dois tipos dos Coldcut. Comprei também o “Motion” dos Cinematic Orchestra e mais um dos Morcheeba que não me lembro bem do nome, para oferecer í  Dee quando saí­sse do trabalho hoje… acho que ela gostou.

Ali em cima nos Restauradores há um incêndio, é só bombeiros por todo lado.

20:15 – Estou no carro, no parque do Pão de Açúcar enquanto a Dee compra lingerie… Tem piada como os homens usam cuecas e as mulheres “lingerie”, tudo culpa dos franceses, claro.

Esta é a primeira entrada que escrevo no Palm e passo para o site com sucesso… não que não soubesse fazer sync disto, mas como não tenho port livre tenho perguiça para desligar o modem e fazer sync.

Terminei a noite com o Godfather (online entenda-se), a jogar nalguns mapas fantásticos de Quake, que descobri no Barry’s noutro dia e estivemos a downloadar. Há uns que dá para nos perdermos lá dentro mesmo, outros que fazem lembrar Quake 1 e outros Quake 2. São porreiraços.

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Arrumações

Férias, dia 7.

Hoje resolvi iniciar as muito prometidas arrumações do meu escritório. Consegui chegar, digamos, a 35%. Desmontei o estirador, que uso muito pouco nos dias que correm e ocupa muito espaço (o meu escritório mal tem 7 metros quadrados). Entretanto os meus pais ofereceram-se para guardar o estirador na garagem deles (ainda não me habituei í  ideia de que têm uma garagem), portanto afinal já não vou ter que me desfazer dele por não ter onde o guardar, which is nice.

À noite os meus sogros e o Cunhado vieram cá jantar. Depois vimos o Life of Brian em DVD, que eu já praticamente não me lembrava e fartei-me de rir.

O Cunhado trouxe-me montes de software para o Palm, incluindo coisas úteis, coisas giras e coisas giras e úteis e coisas cromas… enfim, todo o tipo de progs.

A noite terminou com o inevitável SWAT3 e umas missões complicadas com um grande body count. Agora estou encravado na missão de salvamento do Presidente Russo, que está refém numa mansão com uma molhada de terroristas armados com todo o tipo de armas automáticas, já quase consegui uma vez, mas depois, estupidamente, um só terrorista abateu a minha equipa toda que estava a olhar não sei para onde e demorou uma eternidade a reagir. Este ainda é um dos problemas do jogo, a equipa nem sempre é muito esperta.

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Visita a Sintra

Férias, dia 5.

Acordei por volta das oito. Que maravilha… há muito tempo que não dormia tão bem. O ar condicionado pagou-se em pouco mais de uma hora, que foi o tempo que esteve ligado ontem antes de irmos dormir, para arrefecer o quarto.

Estou satisfeito, foi uma boa decisão. Agora tenho o aparelho do escritório a fazer ventilação e é óptimo…. nós aqui não podemos abrir as janelas graças í  nossa gata de tendências suicidas e assim podemos finalmente ventilar a casa nas calmas.

Os aparelhos são muito cromos. Têm ‘n’ modos de funcionamento, ventilação, arrefecimento, aquecimento, desumidificação, palhetas móveis para espalhar o ar, comando IR pequenino, aviso sonoro de mudança de função, filtros… enfim, cromo. Gosto especialmente de desligar o bicho, ele apita uma melodia mariconça e fecha-se sozinho… “bzzzzzzzzzzzz” só falta dizer: “you have activated the self destruct mechanism, five minutes to manual override expiration”.

Estou aqui sentado í  espera do Godfather para irmos dar uma volta para Sintra. Até logo.

22:56 – Fomos finalmente a Sintra dar uma volta. O Godfather nunca lá tinha ido e ficou muito bem impressionado. Começámos logo por almoçar bem no restaurante “Casa dos Frangos”, mas onde não comemos frango, curiosamente.

De seguida apanhámos um autocarro para o cimo da Serra. Ardemos com 600 paus por um bilhete diário, porque era a única modalidade de pagamento que havia.

Visitámos o Palácio da Pena (cuja entrada é, curiosamente, também 600 paus), por dentro e por fora e í  volta dos turistas abundantes. Aquilo é mesmo genial, mesmo. Só me fez pensar exactamente o ní­vel de luxo daqueles filhos da mãe (que não foi bem o que lhes chamei in loco), que passavam os seus serões em salões gigantescos, com mobí­lias requintadas, tectos e paredes pintadas, em grandes festanças. E a vista do Palácio é qualquer coisa de fora do vulgar.

Sintra parece-me cada vez mais deslocada do paí­s, ou pelo menos, desta zona do paí­s. Parece mesmo não fazer parte, especialmente não daquela zona da linha de Sintra que é pura e simplesmente horrenda.

Descemos um bocado a Serra e fomos dar uma volta ao Castelo dos Mouros. Trepámos tudo até ao topo e ainda subimos aos merlões (para quem está a coçar a cabeça, merlões são aquelas coisas a que as pessoas normalmente chamam ameias… sendo que as ameias são na verdade os espaços entre os merlões). Não há dúvida que aquele castelo domina um pedaço de território muito jeitoso. Então na altura em que os exércitos se deslocavam a pé e a cavalo, devia ser fácil ver um batalhão a uns bons dois ou três dias de distância.

Já um bocado podres descemos a Serra novamente de autocarro, para aproveitar o bilhete diário, já agora. Metemo-nos no comboio e dormimos que nem abades o caminho quase todo.

Fomos finalmente encontrar-nos com a Dee na Fnac do Chiado e hop para casa.

Em casa estava calor, ou melhor esteve calor durante coisa de 5 minutos e agora está a ficar um bocado quente outra vez… basta carregar aqui no comando… 18 graus, ventoinha no máximo, lâmina móvel e pronto, mais dois ou três minutos e já se está bem.

Estou a donwloadar o Beta1e do Q3F, que já saiu no princí­pio deste mês e eu ainda não sabia, para ver se jogo um bocado.

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Aniversário refrigerado

Férias, dia 4.

Hoje a Dee e eu fazemos anos de casados. Dois, para ser exacto.

Desde as nove e meia que estão cá os técnicos do ar condicionado. Aquilo é bastante mais complicado do que eu pensava e o primeiro demorou um bocado mais de 3 horas a montar… ainda faltam dois, que é o que me preocupa, porque são quase quatro da tarde.

O que está montado é o da sala e funciona bem, porque já está um fresquinho interessante para aqueles lados… aliás, estou aqui fechado no escritório da Dee, com a Amarela, a Scully e a Michelle, a suar e cheio de vontade de ir já lá para dentro fazer uma trip de ar condicionado.

O aparelho é porreirinho, pequeno e silencioso, excepto pelos apitos electrónicos mariquinhas que faz quando se usa o telecomando.

Estão agora a montar o do quarto, mas já são três tipos, quando de manhã eram só dois… não sei se isso implica que vai ser montado mais depressa, mas espero que sim, porque era uma seca terem que voltar amanhã, para mim… e para eles.

A casa está a cair aos bocados e só se ouvem brocas de alta potência e escopros com os respectivos martelos… vão sobrar uns buraquinhos interessantes no fim.

Bom, acabou de chegar um quarto técnico, o que deveria significar que podem montar agora duas máquinas em paralelo e estar prontos por volta das… sete? Vamos esperar que sim.

Bem, além do conforto, este ar condicionado é também um excelente investimento… como toda a gente sabe, um investimento de 700 contos em ar condicionado pode significar um aumento de 1000 a 3000 contos no valor de uma casa, sobretudo porque os aparelhos eliminam três das condições mais aborrecidas da minha casa ser num último andar: deixa de ser fria no inverno, deixa de ser quente no verão e como os aparelhos também fazem desumidificação, deixa de ser uma casa húmida.

Fica só uma desvantagem: falta de elevador; mas várias vantagens, nomeadamente não ter vizinhos do lado nem de cima.

Parece-vos que estou já a tentar vender a casa?… Estou a treinar…

Agora já são cinco e meia, mas as coisas parecem avançar bem, estão quatro técnicos a trabalhar desde as três e meia/quatro. Uma das máquinas exteriores já desapareceu da escada e a outra estavam a desempacotar agora.

Entretanto a máquina da sala continua ligada para testar e já está tipo frio glacial lá dentro, muito interessante mesmo, finalmente vamos passar um verão numa casa habitável.

Falta hora e meia para a hora em que previ que eles acabassem a montagem, não faço ideia se estão com algum atraso, vou continuar a esperar, embora me esteja já a passar um bocado, aqui fechado… já joguei Sims, escrevi isto, joguei SWAT3…

19:05 – Parece que há um atraso… ainda oiço brocas. Já houve uma discussão qualquer entre eles, que não percebi muito bem, mas parece que aquilo não ficava pronto hoje, mas o “chefe” insistiu que ficava mesmo e portanto parece que vão ficar por cá até mais tarde a acabar.

Deve ser uma seca ter que ficar para lá das horas porque o trabalho é mais complicado… não acredito que ganhem extra por isso. Continuo í  espera do final, depois dou notí­cias.

19:29 – Uma das máquina exteriores continua na escada, entretanto parece que acabaram as calhas ou coisa do género.

Os aparelhos ficaram montados e a funcionar já perto das dez e meia. Mas ficaram. Temos agora três salas climatizadas, com aparelhos de 9.000 BTU, o que significa que em 2 minutos conseguimos por as salas a uma temperatura muito interessante.

A Dee chegou entretanto, já quase í s oito e meia e assim que os técnicos saí­ram, zarpamos a toda a velocidade para a nossa humilde comemoração: um bom jantar de lasagna no italiano.

Conseguimos, fomos os últimos clientes, claro, eram quase onze da noite, não admira. Mas conseguimos não ser os últimos a sair do restaurante já que ficaram lá ainda uns tipos numa mesa do canto.

Vitória.

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