Raiva televisiva

São 2:19 da manhã. Por volta das 22 sentei-me na sala para ver o regresso do X-Files e do Seinfeld, duas das minhas séries preferidas de sempre, que recomeçavam precisamente hoje.

Rocei ní­veis de desespero que nunca tinha experimentado. A Dee estava a dormir e ainda foi o que me fez aguentar-me… por várias vezes apeteceu-me gritar, dar pontapés na mobí­lia, partir vidros. A certa altura olhei longamente para a garrafa de Lagavulin 16 anos, single malt e pensei: “vou-me embebedar, pelo menos não sinto nada.”

Se tivermos em conta que o X-Files começou í s 23, descontando a hora em que gramei o “Crianças SOS”, a maior MERDA que vi na televisão nos últimos 17 anos, passei, desde as 23 até agora, 2:19 da manhã, três horas e dezanove minutos para gravar uma hora e meia de televisão. Uma hora de X-Files, meia hora de Seinfeld.

Estou moralmente derrotado. Nos Estados Unidos, li recentemente na Slashdot, o ratio de publicidade para conteúdo, é de 25/75… até já nos cinemas, ao que parece, se gramam 30 minutos de anúncios antes de um filme de 90 minutos. Hoje na TVI, o ratio foi pelo menos 50/50.

Entre as duas séries vi anúncios de automóveis, pensos higiénicos, bebidas alcoólicas, bancos e telemóveis. Sobretudo. No intervalo do X-Files (um dos…) deram o Financial Times, portanto já dão programas no intervalo de programas. No intervalo do Seinfeld deram notí­cias. Em todos os intervalos deram pelo menos duas vezes o anúncio do Bacardi, duas vezes o da Chrysler, duas vezes o da Optimus e duas vezes o do Martini Metz. Nalguns intervalos deram três vezes cada um dos anúncios anteriores.

A certa altura o Seinfeld acabou de dizer uma piada e a imagem cortou abruptamente para o caixão da Amália, com fado em fundo, para anunciar uma reportagem que vão passar em breve.

O Seinfeld começou í  faca a seguir ao X-Files, sem intervalo, sem publicidade. Depois fazem um intervalo de 20 minutos no meio de uma série com 30 de duração.

A primeira parte do Seinfeld era claramente um dos primeiros episódios da série. Os personagens todos ainda um pouco indefinidos, o cenário do apartamento com um ar antigo, a Elaine nem sequer aparecia, o genérico diferente e nada daqueles riffs de slap bass que ficaram som de marca mais adiante na série. Após o intervalo começou o que parecia ser um episódio novo, embora o primeiro tenha ficado pendurado, não teve fim (?), não percebi o que aconteceu, mas desta vez era claramente mais recente. Até o sofá da sala do Jerry era diferente. A situação que se tinha gerado antes do intervalo desapareceu e neste episódio já entrava a Elaine.

Ver televisão tornou-se uma tortura difí­cil de aguentar. Se um dia for capturado por qualquer agência de espionagem que queira obter qualquer informação minha, por exemplo, como fazer a melhor sandes de fiambre com tremoços, só têm que me obrigar a ver a TVI meia hora, que eu digo tudo. Quinze minutos e já começo a bater o pézinho nervosamente.

Depois, ver televisão faz-me ver a estupidez de uma forma muito í  Scott Adams. As pessoas são mesmo estúpidas. Toda a gente, a vasta maioria das pessoas. Estúpidas e incompetentes.

O mais giro é que toda a gente já ouviu dizer “ah, há tanta maldade, estupidez e mesquinhice no mundo”… mas no fundo não sabemos quem são essas pessoas más, estúpidas e mesquinhas… imaginamos que sejam drug lords da Colí´mbia, ou assassinos de crianças no Brasil, mas não… é mesmo toda a gente. Muitas vezes as próprias pessoas que dizem essa famosa frase, por vezes até mesmo nós próprios.

Por exemplo, quem disse que temos bons actores em Portugal? Quem? Estive a comer com o “Crianças SOS” í  espera do X-Files… aquilo é mau, mau, mau, mau, mau! Consegui reconhecer que o Rui de Carvalho fazia bem o papel dele. Tem muitos anos de experiência e parece ser uma pessoa inteligente, parece, não o conheço, mas parece. Agora o resto do elenco é tão mau, tão mau, tão absolutamente execrável. Mas nada os ajuda, coitados, não sei se são só maus actores, ou sequer se são muito maus actores, porque o texto é mau, o contexto é mau, as situações são más, até a porra do cenário é mau. A parte supostamente cómica em que um tipo leva o filho ao médico, mas como tem trigémeos engana-se duas vezes e leva os miúdos errados e depois, quando se apercebe do erro, toca a musiquinha “toing-toing-toing” para nós percebermos que é um momento cómico. Mas o actor é mau, o personagem é mau e se fosse mesmo assim, está mal caracterizado.

Depois toda a experiência televisiva é dolorosa. Por exemplo, a TVI dá uma notí­cia sobre a comissão que descobriu que os gestores da Expo foram incompetentes (ah, grande surpresa, mostrem-me gestores portugueses competentes, que eu quero ver), mas a grande notí­cia não é o tal relatório emitido pela tal comissão.. não! a grande notí­cia é que a TVI teve o exclusivo! Isso sim, é notí­cia. Falaram disso em dois blocos noticiosos e no Financial Times, mas sempre sublinhando que era uma notí­cia TVI, porquê? Foram eles que escreveram o relatório? Foram eles que foram notí­cia? Não, mas foram eles que obtiveram o exclusivo e que se lixe o resto.

Reparem que eu estava satisfeití­ssimo, X-Files e Seinfeld! Mas isto foi apenas uma amostra… todas as segundas-feiras… vai ser o mesmo e pior: o Seinfeld vai ser diário. Imagino quando começar a mudar radicalmente de horário de dia para dia, quando se “esquecerem” de dar ou quando resolverem que afinal é só í s quartas-feiras.

E o Big Brother…? Já viram a publicidade í quilo? Já toda a gente reparou que o logotipo do programa PARECE UM LOGOTIPO DE PENSOS HIGIÉNICOS, menos os produtores do programa, suponho. E mais… moralidade í  parte, que se lixe, os dez gajos que vão viver numa casa 120 dias para serem filmados em directo têm que ser idiotas e têm o que merecem, mas… 20 mil contos para quem “sobreviver”? 20 fucking mil contos? Estão a gozar com quem? O Carlos Cruz dava 50 mil por se acertar em 15 perguntas palermas e estes idiotas vão dar 20 mil por esta experiência degradante?

Bem, não falemos dos concursos “quero ser milionário agora mesmo, aceito 150 mil contos por me porem uma bala na cabeça, por favor façam-no já!” Agora há um na Sic (com o Carlos Cruz, pois) e pelo menos dois na TVI, acho eu, pelo menos foi o que percebi pelos anúncios que insistentemente me foram martelados três horas a fio hoje.

E os telemóveis de 25 contos com 25 contos de chamadas? Aparece um, vêm todos atrás, todos fazem isso agora. E o horário de verão? Todos têm horário de verão… durante a noite, x escudos por minuto. Tudo igual. São como cães, o primeiro vem e mija, o segundo cheira e mija, o terceiro cheira e mija, volta o primeiro e torna a mijar.

Hoje levaram o meu cérebro ao limite.

O Mulder afinal é extraterrestre. ADORO o Chris Carter, O Mulder e a Scully NíƒO ESTíƒO APAIXONADOS e não se beijam, raios, aquele gajo não me desilude, esta série é BOA. É a única coisa que vale a pena… se não fossem os X-Files, se não fosse o Seinfeld, tinha desistido. Não aguento tamanha quantidade de cultura mediática portuguesa, não.

Não acredito, por exemplo, que a Cristina Caras Lindas tenha um programa chamado “Directo ao Coração”, cujo sí­mbolo é ela com um sorriso de freira e uma pose de playmate e no qual vai falar de injustiças sociais e sofrimentos, tendo como convidados o João Soares, presidente da Câmara de Lisboa e a ígata. Como é que é possí­vel, muito sinceramente, levar isto a sério? Como é que eu posso sentar-me e aceitar impavidamente que um dos polí­ticos eminentes do paí­s que tem algumas possibilidades de se vir a candidatar í  presidência, aceite sentar-se í  mesma mesa com a ígata para discutir problemas sociais com alguém como a Caras Lindas (mas de onde é que ela veio?).

Não há patriotismo que resista.

Hoje recebi um telefonema da Netcabo.

Há uns meses atrás a Netcabo estava anunciada para a minha zona para 14 de Abril, no site deles. Esperei. A 14 de Abril, o site passou a dizer: indisponí­vel e sem previsão.

Contactei com eles, disseram-me que realmente ainda não havia e tal, mas que registavam o meu interesse e que estava para breve. Fartei-me de esperar e na semana passada encomendei RDIS í  PT. Hoje telefonaram-me da Netcabo.

Disse í  menina que sim, estava interessado, mas que já tinha contactado com eles e tinham-me dito que não havia em Almada… ela riu-se e disse que sim, já havia.

Riu-se… deve ser uma piada interna da PT que só os empregados da PT compreendem. Enfim, também, são obrigados a trabalhar numa das empresas mas idiotas do paí­s, coitados.

Amanhã vem cá um delegado comercial da Netcabo para me dar informações… vamos ver o que sai daqui.

Há alturas em que realmente a televisão é um meio de comunicação excepcional. A sessão televisiva que tive hoje, a qualidade da série portuguesa, das notí­cias, o conteúdo e as ideias por trás da publicidade produzida cá, o teor das apresentações sensacionalistas dos programas mais banais, fez-me ver o ní­vel de estupidez nacional instituí­da. E não vale a pena fugir, porque, como diz na parede do Solar dos Leões, a casa do Sporting de Almada: “Eles andem aí­”…

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Um dia mau, com um bom começo

Dormi até ao meio-dia e meia, coisa que não fazia há muito tempo. Soube-me bem, sobretudo porque ontem estive no Q3F até í s 4 da manhã e dormir de manhã com o solinho a entrar pelas frestas da janela e o ar condicionado a fazer fresquinho é uma maravilha.

Infelizmente quando acordei, a Dee disse-me que a Amarela estava com fungos outra vez. Fomos ao vet com ela e ele limitou-se a confirmar e a sugerir um novo tratamento (yet another). Desta vez vamos fazer uns charrinhos de Sporanox. Parece cómico a princí­pio, mas enfim… pegamos numa pratinha, deitamos para lá o conteúdo de uma cápsula de Sporanox e depois pomos manteiga derretida por cima. Aquilo vai tudo ao frigorí­fico para endurecer. A manteiga serve para substituir a função da cápsula e proteger os grânulos dos ácidos gástricos, para que só sejam absorvidos no intestino.

Está bem inventado… mas o pior é que realmente a gata está outra vez doente.

O Domingo começou bem, ficou mau e piorou um pouco quando tivemos que passar metade da tarde a limpar caixotes de gatos, aspirar o chão, lavar a cozinha e a varanda a lixí­via, enfim, the works. Espero realmente que este novo tratamento seja tão revolucionário com o veterinário diz, porque não aguento passar por mais 6 meses de tortura.

Entretanto as outras duas parecem OK.

Por volta já das cinco da tarde almoçámos e vimos um filme chamado Pushing Tin, que era um bocado seca, sobre dois controladores aéreos e as suas disputas para serem os melhores… só os americanos se lembrariam de fazer um filme sobre super controladores aéreos. Mas pronto, a tit-scene da Angelina Jolie vale o filme inteiro, aconselho vivamente para quem ainda não conhece a menina que vai fazer de Lara Croft, brevemente. Perdoem-me este pequeno outbreak de adolescência aguda, mas quem conhece a Angelina Jolie percebe-me perfeitamente.

Acabado o filme, foi um banhinho e saí­da para jantar no italiano. A perdição daquela lasagna ou dos canelonni, que foi o que comi hoje, não tem nome.

Voltei para casa cheio de dores de cabeça por causa de uma tensão estúpida no pescoço. Mas enfiei dos ben-u-ron e a Dee fez-me uma massagem óptima. De seguida fiz um pouco de meditação e já no fim consegui atingir claramente os músculos necessários… tive uma conversa com eles, convenci-os que não havia qualquer necessidade de estarem assim tão contraí­dos e agora estou muito melhor.

Já tentei dormir, mas não consigo… seca. Amanhã recomeça o trabalho e tem que ser cedo. Vou tentar jogar um Q3F e ver se de seguida já consigo adormecer.

Até já.

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Sestas e Big Train

O dia não começou muito bem… acordei í s nove da manhã, o que não foi muito agradável porque estava cheio de sono, já que me tinha deitado tarde. Apetecia-me dormir mais, mas não me apetecia deitar-me.

Esta situação acabou por culminar numa sesta, para aí­ entre as duas e meia e as quatro e meia da tarde, um pouco mais, talvez. Coisa que me irrita, porque não gosto de perder metade do dia assim, mas estava mesmo estoirado.

O ar condicionado hoje foi essencial í  vida. A temperatura está atingir os habituais ní­veis de ridí­culo nesta altura do ano e sem o ar condicionado estávamos completamente tramados nesta casa que é uma espécie de câmara de tortura por calor. Imagino a nossa conta de electricidade deste primeiro mês…

Downloadei mais um demo de um jogo de combate. Desta feita, um mais militar, chamado Delta Force 2… Um pouco ultrapassado nalguns aspectos, nomeadamente na falta de aceleração 3D, mas parece que está prestes a sair um terceiro jogo da série.

Tem a sua piada, nomeadamente em multiplayer, que joguei um bocadinho conseguindo ficar em terceiro lugar, a um “frag” do segundo classificado logo no segundo jogo.

Este jogo chamou-me a atenção para outro, chamado Tachyon, que é da mesma editora, ainda estou a sacar o demo deste último. Não são propriamente jogos novos, nem jogos que eu não conhecesse, mas nunca tinha experimentado os demos e portanto resolvi que era hoje.

Esta noite deu o meu episódio favorito do Big Train, ri-me do princí­pio ao fim, especialmente logo com o primeiro gag, do monge a fingir que está morto para enganar o outro ou o aquele em que num jantar de amigos um tipo está a contar uma história embaraçosa sobre a mulher e ela não aguenta mais a situação e mata-o í  facada, sendo que os amigos reagem como se ela lhe tivesse simplesmente dado uma bofetada, um pouco de embaraço e tal, mas nada demais. Há ainda a cena em que um tipo resolve usar como dele uma opinião de outra pessoa num jantar, mas essa opinião é mal aceite pelos amigos dele que começam primeiro a rir-se, depois a chamar-lhe palhaço e terminam a gritos de “odeio-te! odeio-te!”.

Sensacional. Para não falar da 83ª final de olhares fixos, claro…

A Dee não aguentou e foi dormir mesmo antes do Big Train começar. Eu que estive a dormir uma sesta í  tarde, aí­ de umas três horas, agora estou sem sono… estive a jogar um excelente Q3F, mas a porcaria do server do Barry’s é manhoso e foi ao ar, fui forçado a sair e vir escrever isto…

Também, é bom que escreva, porque o resto do pessoal está a exercer o seu direito í  preguiça e não escreve uma linha há que tempos.

A propósito de Q3F, tenho um novo nome de Quake, para o caso de me tentarem encontrar como Moita Carrasco (que também ainda uso), é mais provável que me vejam como FudgeMonkey.

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Fim das férias

Férias, dia 14.

Hoje foi o último dia de férias da nitro. Amanhã é sábado, mas depois, na segunda feira, começa tudo de novo. E vai ser o caos… durante estas férias chegaram tantos pedidos de orçamento que estoirámos completamente a nossa média habitual de dois ou três por semana, tivemos orçamentos aceites que vão financiar a empresa durante os próximos 200 anos, desde que consigamos fazer os hercúleos trabalhos, claro. Recebi tantos telefonemas de empresas de Mergers & Acquisitions que tenho a impressão que a Nitro deve estar na bolsa de empresas para venda e nós nem sabemos.

Esta é a altura definitiva para passarmos í  fase 2, ao plano B, ao passo seguinte. Vamos ver o que acontece.

Passei o meu último dia de férias de joelhos na casa de banho a lavar a sanita. Que linda imagem. Respirei tanta lixí­via barata que tenho a impressão que perdi o sentido de paladar e que os meus olhos ficaram cyan (recuso-me a escrever ‘cyan’ em português, desculpem, mas acho horrí­vel).. Mas a casa de banho ficou impecável… desmontei tudo o que dava para desmontar e lavei, lavei o chão duas vezes, uma de esponja na mão, outra de esfregona, lavei as louças, o espelho e as paredes. Raios, ficou limpo, por Júpiter!

A seguir é a cozinha, pelos cornos de Belzebu!

Está calor, está uma brasa insuportável… então hoje resolvi de uma vez por todas descobrir se os nossos aparelhos de ar condicionado podem trabalhar os três ao mesmo tempo… e não é que podem? Tanta coisa, que o quadro não aguentava e etc… afinal… tunga, os três, para 18 graus e toca de gelar esta casa, que não se consegue sequer respirar na rua. Arf.

Agora já se está bastante bem aqui, desde que não saiamos das salas climatizadas, claro.

Aproveitei ainda para lavar a escada e despejar uns sete sacos de papelada e latas para reciclar e mais um de lixo.

Chegaram hoje uns treats da Amazon para a nitro… “Flash 4 Bible”, para eu aprender definitivamente esta porcaria do Flash (porcaria no bom sentido, claro), “Mastering Regular Expressions” e o “Perl Cookbook”. Para a semana devo comprar o Flash definitivamente, porque achamos que finalmente começa a valer a pena para alguns projectos.

Eu sei que há por aí­ muito pessoal que fica espantado por não usarmos flash e acham que é uma falha muito grande. Mas nós somos profissionais meninos… eu explicava o que isso quer dizer, mas infelizmente estamos num paí­s em que ninguém percebe. Claro que os leitores deste diário devem perceber… mas também não é qualquer um que lê este diário.

Estou muito pedante hoje, não estou? … apetece-me.

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Quaking

Férias, dia 13.

A minha guitarra ainda não está pronta. Ok, não tem problema, posso esperar, mas tem piada como já tentei pegar nela várias vezes e demorei um bocadinho a lembrar-me que não está cá.

Hoje ao fim do dia deu-me para tentar uma nova fórmula para o diário. O site mudou de nome e tenho umas ideias para o transformar num site com um pouco mais do que apenas o diário. Claro que estando em Portugal e sendo português, deveria imediatamente chamar “portal” ao meu site. Aliás, hoje em dia ninguém tem um site ou uma página na internet… toda a gente tem um portal. Enfim… quem disse que os palhaços eram tristes?

À noite resolvi desafiar o Godfather para mudarmos o nosso habitual TDM (Team Deathmatch), para uma FFA (Free For All). Temos 35 novos mapas de Quake, não sei se já tinha mencionado o facto. Todos muito giros, por sinal. Jogámos a bom jogar. Foram dos melhores jogos de Quake dos últimos tempos, sem bots idiotas e batoteiros que disparam certeiro sem sequer virar a esquina e que irritam por nunca pararem de se mexer de uma forma estranha.

Isto foi um verdadeiro festival de LPB contra HPB (Low Ping Bastard, o Gdf. que tinha ping 0, claro, porque é ele que corre o server e High Ping Bastard, eu, que tenho sempre entre 200 e 700 para o comp dele). Claro que perdi todos os rounds, mas não por tanto como pensava que ia perder. Cheguei a estar í  frente algumas vezes. Mas sinceramente não me interessa, porque o gozo de jogar Quake é definitivamente superior ao gozo de ganhar o jogo.

Bem, de tal maneira estavamos encafuados no jogo, que só quando saí­mos reparámos que eram três da manhã… não fazí­amos ideia… eu até pensava que era cedo. Em resumo, jogámos mais de três horas de Quake, non-stop.

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