Desenvolvimento inesperado

No iní­cio da semana, ao ir í  nova casa, a Dee deu com os pais dos antigos ocupantes a ocuparem-se da mudança. Como estavam umas coisas ensacadas na sala, não esperava que levassem mais do que isso.

Entretanto perguntaram se os homens que tinham contratado para levar as coisas poderiam levar a marquise, se não a quiséssemos; presumo que, para vender o metal. Dissemos que sim, claro, já que está orçamentada a sua demolição nas nossas obras.

Fomos lá hoje ao fim do dia e demos com a casa quase completamente vazia e a senhora ainda andava para lá a limpar. Agora está quase tudo vazio, excepto o sótão, que continua desarrumadí­ssimo e estamos cada vez mais entusiasmados para começar as obras.

Levei a Nikon e não me arrependi, se já tenho fotos do antes, com a casa cheia, agora tenho fotos do antes com a casa vazia. Acho que vale a pena partilhar as do terraço que incluem duas das poucas fotos que existem da Dee grávida da Joana, até agora, algo que é urgente rectificar.

Olhando para Oeste:

Terraço sem marquise

Olhando para Este:

Terraço sem marquise

Para ver mais fotos, basta consultar a colecção no Flickr.

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District 9 Arc Gun

Eu não disse que as armas alien do District 9 eram fantásticas? E não se vê aqui o efeito vaporizante…

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Iron Man 2

Não tendo bastado ir ao cinema na segunda-feira, ver o Kick Ass, voltámos na sexta para ver o Iron Man 2.

Iron Man 2 é um comic book. Os crí­ticos não gostaram, porque os crí­ticos provavelmente são pessoas demasiado letradas para andarem a espiar a banca da esquina para ver quando saí­a o próximo fascí­culo dos Super-Heróis Marvel e por isso não percebem que este filme é pura continuidade do universo Marvel.

O filme tem uma história própria com a respectiva resolução, mas mais do que isso, tem o flow tí­pico dos quadradinhos, agentes secretos, robots assassinos e organizações misteriosas.

O filme mantém o mesmo sentido de humor do original e nunca chega a levar-se demasiado a sério, com Robert Downey Jr. a contribuir significativamente para uma ligeira ironia sobre toda esta história.

É definitivamente um filme muito menos memorável que o primeiro, mas também… seria muito difí­cil fazer outro daquele calibre porque simplesmente já não se pode contar aquela história novamente. Mas este filme tem uma grande adição ao elenco que compensa qualquer deficiência que se lhe possa apontar: no papel de Black Widow, como podemos ver pela foto que escolhi para ilustrar o post, Miss Scarlett Johansson.

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District 9

District 9 foi um daqueles filmes que ficou por ver nos últimos anos mas que sempre me deixou curioso. Esta semana, aproveitando uma noite de férias, vi-o finalmente.

É um grande filme. Mas deixem-me dizer já que não tenho grande paciência para as as discussões filosóficas sobre a mensagem do filme e as suas alegorias. Sim, o filme é baseado nos acontecimentos passados no District 6 em Joanesburgo Cape Town durante o apartheid e é uma clara referência a racismo, segregação, abuso de poder, privatização da polí­cia e por aí­ fora.

A mensagem do filme nem é muito metafórica, é quase literal. “Isto” é o mesmo que “aquilo”, mas com humanos e aliens, em vez de brancos e pretos.

É ponto assente e a aceite e não me venham com conversas de que esse é o principal aspecto do filme ou o que mais vos tocou. Essa é apenas a premissa e é entregue de forma crua, sem desculpas bem no meio da testa do espectador.

Os extra-terrestres estão extremamente bem conseguidos, sobretudo se considerarmos que este é um filme com um orçamento de 30 milhões e que os personagens parecem mais verosí­meis e realistas do que a trampa do Avatar inteiro (que tenho aí­, mas ainda não consegui ver porque sempre que tento desato-me a rir com a qualidade do CGI).

Este é o filme de sci-fi que os americanos não têm coragem de fazer. É um filme que não tem problemas com violência, que não nos mostra uma intensa batalha de meia hora sem sangue. Aliás, sangue não falta – ou não fosse produzido por Peter Jackson. É um filme em que acontece precisamente aquilo que esperamos que aconteça a uma raça extra-terrestre í  mercê de seres humanos; não é, decididamente, o E.T.

A história é boa, a premissa é sólida, porque é baseada numa das realidades mais cruéis que a humanidade já viveu, os actores desempenham bem – o sotaque afrikaner do actor principal é um mimo; E o final, sem querer entrar em spoilers, é como o final de uma história verdadeira: sem crescendo da orquestra, sem beijos, sem cãozinho salvo por uma unha negra.

Ah e… bolas, as armas dos aliens são estupendas!

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