Screwdriver

Um domingo lento… bem, não deixei de trabalhar um bocado e a Dalila também. Mas foi lento no sentido de quando eu pensava que eram 5 da tarde eram na realidade 3 e quando eu imaginava que fossem 8 da noite eram 5… o que é sempre bom. Por exemplo agora vim escrever isto pensando que era perto da uma da manhã e são dez e meia da noite. Se todos os dias fossem assim era óptimo.

Mas não, normalmente o inverso acontece: penso que são 10 e na verdade são já 3 da manhã.

Que conversa tão interessante. Bem… ninguém actualiza os diários há 3 décadas… a Kat tem uma tímida entrada recente, o ADSS nada, o Cunhado nada também e a Dalila actualizou hoje… hum… pouca leitura.

As esperadas dores nas pernas dos 100 (ou quase) Ma Bu que fiz ontem juntamente com o restante treino de pernas fizeram-se sentir o dia todo, mas nem por isso foram atrozes (nem tão pouco artroses — que piada tão má).

Bom, era para ir com a Dalila para Lisboa às compras de natal, finalmente, mas como choveu o dia inteiro não fomos, o que é uma seca, porque daqui a bocado não encontramos nada em lado nenhum… quanto a mim acho que as minhas prendinhas vão todas vir, cortesia do Cunhado… vou-lhe telefonar para lhe pedir umas coisas que vou oferecer a mim mesmo disfarçadas de prendas da família. Um modem de 56 kbs, um disco de 15 gigas, uma GeForce… um destes ou todos, não sei ainda… tenho que falar com ele.

Enfim olhem, não vale a pena estar para aqui a patinar nas palavras, ainda por cima vejo tudo a andar à roda do maldito screwdriver, vou antes mongar (genial este termo que li num diário qualquer)… divirtam-se.

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Eles andem aí

Nota inicial: devo sublinhar que não só o director da Focus respondeu ao meu e-mail (peço desculpa pela entrada do dia anterior), como foi correctíssimo. O nosso fax foi também respondido com um telefonema da redactora do artigo em questão que nos pôs ao corrente do que iria ser feito. Portanto comprem a Focus que eles até são boas pessoas :)

Têm sido dias longos e agitados os que se passaram. Houve um feriado pelo qual não demos, a Dalila a ver exames e eu de volta de 500 trabalhos.

Sim, é bom ter 500 trabalhos, mas dá muito trabalho.

Hoje fui outra vez sozinho à vet com as gatas e o resultado foi menos caótico que da última vez. Em contrapartida as gatas estão piores (menos a Scully, que é pequena e muito mais resistente) e vão ter que começar de novo a tomar anti-fungicos orais o que provavelmente vai acabar com os fígados delas. Vão também que tomar banho com anti-fungico tópico todos os quatro dias o que vai acabar com a nossa cabeça.

A decisão que andavamos a adiar teve que ser tomada hoje: isolámos as gatas numa sala. No fim de semana vamos desinfectar a restante casa e elas viverão isoladas até se curarem. É cruel fazer isto a um gato, ao fim de umas horas já estão a dar em doidas, mas não temos alternativas.

Trabalhei que nem um estúpido, assim como os meus sócios. Andamos todos a tentar dar 101% para ter tudo feito, tudo pronto, tudo no prazo e, sobretudo, tubo bem feito e pago.

Acabei agora umas maquetes (quase 2 da manhã), que espero que o cliente goste. Amanhã vou para uma reunião e entretanto começam a chegar os pedidos de trabalho dos grandes, quero dizer os MESMO grandes… vamos ver se a nitro versão 1.0 (com 3 gatos pingados em teletrabalho) tem pedalada para aguentar ou se vamos ter que fazer alterações à empresa já no início de 2000.

Entretanto, nota para o ADSS: se chegaste do Algarve e viste o meu diário: há um e-mail importante para ti, se pudesses ler era mesmo bestial, porque estamos com uma pressa fenomenal em resolver o assunto como deves compreender quando leres o dito e-mail. É um contrato de confidencialidade, pelo que espero que o teu e-mail seja seguro. :)

Deves encontrar uma nota na tua secretária a dizer que o Pedro Santos da nitro ligou… era por causa disso. Só deixo aqui esta nota, porque amanhã não vou estar cá para falar contigo, por isso, se puderes responder por e-mail, força, caso contrário manda pelo menos um mail a dizer que o assunto tem que ser resolvido telefonicamente ou pessoalmente, só para pelo menos sabermos isso. Gracias.

Na terça-feira passada comprei a última cagada do Mike Oldfield, chama-se, obtusamente, “Millennium Bell” e tem duas palavras insopurtáveis no nome: “millennium”, já nem posso ouvir falar dele. e “bell”… seguindo a tradição de “Tubular Bells”, “Tubular Bells II” e “Tubular Bells 3” (:P) o gajo faz-me mais um album com o nome Bell.. e ainda por cim… adivinharam, tem a porra do sino retorcido na capa OUTRA VEZ… e aquele sino que era tão giro no primeiro disco… Ah, quanto á música… roça o medíocre com 3 ou 4 momentos de iluminação e beleza, pouco mais. Tem uma versão brilhante do gospel “Amazing Grace” e o mérito de explicar no folheto que esse mesmo gospel foi escrito por um mercador de escravos, capitão de um navio de transporte de escravos, que se tornou defensor da abolição da escravatura.

“Amazing grace, how sweet that sound that saved a wretch like me, I once was lost but now am found, was blind, but now I see”, diz a letra, que curiosamente de repente faz sentido e é bastante menos religiosa do que eu sempre pensei. Espero que toda a gente conheça o “Amazing Grace” e saiba do que eu estou a falar…

Beijinhos nas orelhas e até uma próxima edição.

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Comprido e chato como uma pizza familiar

Raios… deitei-me às seis da manhã e às 10 a patrícia telefonava furiosamente para o telefone e para o telemóvel, à vez, até me arrancar pesadamente da cama com quatro horas de sono nos cornos.

Havia uma emergência, eram precisas maquetes para hoje. Fi-las, claro. E mais a tira do sapo para amanhã e mais umas coisas… no entretanto os ditos postais ainda não estrearam, não sei bem porquê… de qualquer maneira o Nelson ainda não acabou os dele, por isso não há problema.

Hum, que seca, hem? Pois é… hoje estive a trabalhar um bocadinho demais… acho que ainda nem fui mijar desde manhã (pardon my french)… mas vá lá, lembrei-me que a Dalila vinha a casa às 8 da noite e fiz o jantar, por isso comi.

Amanhã é dia de arco e depois do que se passou com a Dalila na sexta-feira imaginam a vontade que tenho de ir…

Ah, o director da Focus não respondeu ao meu e-mail, o que acho imediatamente reprovavel. Também já uma vez escrevi um mail ao director do Diário Digital que não foi respondido. É de uma falta de ética e profissionalismo destes senhores que são directores de publicações e não se dignam a responder às cartas dos leitores.

Amanhã vai fax.

Não me apetece escrever mais nada, foi um dia comprido e chato… como uma pizza familiar.

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A nova casa do Cunhado

Dormi outra vez como uma pedra. A Dalila sugeriu que não me metesse no vodka antes de me deitar e talvez acordasse mais cedo… não sei… talvez.

Estive a estupidificar um bocado sem fazer nada.

Depois seguimos para Lisboa. Fomos visitar o Cunhado na sua nova casa. O Cunhado, coitado, estava doente, com uma porcaria de uma virose qualquer que o pôs a vomitar. A meio da tarde estava de rastos e pálido como o caraças (o que é mau, sobretudo porque ele vive perto do Instituto de Medicina Legal) :)

Depois começou com frio, pelo que nós (nesta altura, nós, já icluia o Paco), suspeitámos de febre que se confirmou. Estava uma lástima o cunhado… lá tomou umas porcarias (vivam os químicos) e para o fim da tarde já estava mais animado.

Nos entremeios disto dei um salto ao Pingo Doce com a Dalila (é do outro lado do largo onde ele vive (a propósito, não anotei a morada…)

Adorei o Pingo Doce… isto já parece parvo… andava a ler nos diários de toda gente, da Kat, do Paco, do Cunhado que o Pingo era isto e o Pingo aquilo e tinham ido ao Pingo… bom, enfim. Aqulo é mesmo bestial, super-limpo, pessoal super-simpático, tudo arrumadinho, não é nem muito grande nem muito pequeno, genial.

Ao fim da tarde o Cunhado meteu uma cassette de South Park que nós nunca tinhamos visto e agora já percebo a razão do fanatismo dos americas por aquilo: é HILARIANTE! Genial, podre de mau, sarcástico, indecente e politicamente incorrecto. Naquele episódio os miúdos (personagens principais), adoptavam um etíope (aquelas tretas de “alimente uma criança com 5 dolares por mês” e tal)… só para receberem um relógio digital como gift. No fim entregam-lhes o etíope à porta de casa, todo escanzelado e a partir daàsó piora, chamam-lhe Starvin’ Marvin, nunca o deixam comer… enfim, genial.

O Paco convidou-nos para jantar de Natal (uns dias antes do dito, claro, para o dito ser com as respectivas famílias) e para a passagem de ano… na rua, em Lisboa. Pareceu-me uma excelente ideia! Acho que vamos alinhar.

Depois viemos embora, à boleia com o Paco, deixando o Cunhado meio-morto em casa.

Mais tarde ainda disse à Dalila para telefonar para ver se ele estava melhor, mas ao que parece esava pior… seca. O que vale é que a Pachita (é assim o nick dela?) já tinha chegado (é a flatmate) e portanto ele já não corria o risco de passar a noite sozinho a vomitar e morrer para aàdesidratado.

Um bom domingo. Aliás, um excelente domingo com um “frio português”, que é lindo, 11 graus, mas um frio que até dói, nevoeiro, humidade no ar, céu completamente tapado… lindo.

Em casa ainda comi uma lasagna congelada (descongelada pela Dalila) e vi o fim do Man In The Iron Mask que é uma xaropada, mas em que o Jeremy Irons e o John Malkovitch dão mosqueteiros fenomenais.

Depois, um pouco a contra gosto lá estive mais o Nelson a dar a nós próprios mais uma lição de mySQL até as duas da manhã… arg.

And now, for something completely different…

5:03

Cinco da manhã… já nem sei se hei-de escrever na entrada de dia cinco, se de dia seis… mas como dá menos trabalho na de dia cinco.

Acabei mais um postal do Sapo e dei uns retoques nos outros dois as per suggestion dos meus caros sócios. Espero que gostem mais agora.

Caraças, há muito tempo que não ficava até às 5 ou 6 a trabalhar… não sei porquê, mas há bocado ia-me deitar e de repente apeteceu-me ficar a trabalhar. Coisas. Quando os postais estiverem disponíveis, vou tentar pôr aqui um url directo para os ditos (deve ser amanhã), depois sejam bonzinhos e mandem um postal de natal do Sapo :)

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Dissertações artísticas

Hoje era dia de, finalmente, voltar ao kung fu… era ás 10, acordei às 14. Não sei porquê, estava completamente a dormir, desde a hora a que tentaram mandar um fax (perto das 2) e fui acordado pelo telefone, até às 14…. zzzzzzzzzzzzz. Mais uma falta ao kung fu, e vão… sei lá… seis, para aí.

Acordei com a Dalila a mover o piano para outra sala. Temos mudanças hoje… e limpezas e trabalho.

Bom fim de semana.

18:42

Lá se limparam umas coisas e arumaram outras, agora temos duas salas com um aspecto completamente diferente do que tinham antes e ficaram giras.

Estive a ler o diário do ADSS que me prometeu um desancamento público ontem, mas que afinal se ficou por uma estalada de fugida à qual vou responder:

1. Focus: tens razão era para te ter dito qualquer coisa, mas já escrevi ao Senhor Director da revista, uma longa carta que mandei em bcc para ti e um e-mail a pedir comentários para ti e para os meus sócios, deves estar prestes a receber os ditos.

A confusão tem sido tal ultimamente que quase me esquecia de lhes escrever e agora a edição de segunda feira já deve estar pronta e se sair qualquer correcção, só daqui a duas semanas, mas isto anda um caos.

2. Cruzeiro Seixas: É contigo. :) Acho bem que gostes, eu também gostava muito até a altura em que o analisei, tive que analisar, percebes? Tornou-se matéria de estudo… depois comecei a descobrir a falta de imaginação tremenda que transpira em quase todos os quadros dele e passei a gostar um bocadinho menos dele.

Depois eu não acredito na arte. Deixei de acreditar. Eu e a Patrícia somos grandes apologistas da morte da arte tal como é conhecida actualmente, mas, normalmente, ninguém nos dá ouvidos. Acho que estas coisas são assim… houveram artistas do nosso século e finais do século passado que trouxeram uma inovação tremenda (se falarmos em pintura), inventaram tudo, muito depressa (eu diria demasiado depressa). Depois houve o Andy Warhol, que acho que, ou não se explicou bem, ou ninguém entendeu, mas segundo o que penso, por aàbastava. Chegava. Tudo o resto é outra coisa, é diferente… isto não se explica bem assim escrevendo ao acaso…

Um exemplo: as múltiplas bostas que são as diversas estações de metro ilustradas pelos nossos pintores e escultores… sinceramente, achando a estação do Taveira um nojo, acho-a mais sincera que todas as outras porcarias com pinturas e esculturas pseudo-intelectuais e de significado muito profundo que me dão vómitos cada vez que as vejo.

Outro exemplo: Cargaleiro e Cutileiro… podiam os dois ir viver juntos para uma barraquinha e… enfim, x-rated. Um imita a Vieira da Silva, o outro esculpe sempre a mesma coisa e cada vez pior e sem interesse nenhum.

A pintura passou a ser uma coisa “muito gira” que as pessoas “de bem” penduram na parede porque acham que “fica bem com as cortinas” ou que dá um certo status social quando os amigos vão lá a casa.

É claro que não deixa de haver pessoas que penduram quadros na parede porque lhes dá um gozo do caraças olhar para eles, porque gostam, mas sinceramente há muito tempo que não vejo nenhum assim… para mim é um bocado: é giro, dava um bom papel de parede.

Explicado? Espero que sim.

Entretanto espero que esteja tudo bem por aàconvosco. Nomeadamente e sublinhadamente com a tua deslumbrante Joana e seu novo ser humano.

2:12

Acabei finalmente de produzir os dois primeiros postais de Natal do Sapo, que devem sair já na segunda feira. Ainda faltam mais cinco, mas a mim só me cabe mais um, os outros três são com o Nelson que, suponho, ainda não fez nenhum :)

Fui arranjar um screwdriver aka vodka-laranja, com sumo acabado de espremer e heavy on the booze… aaaaaah que maravilha, mesmo o que eu precisava para aquecer o espírito. Giro a mistura entre o sumo e o vodka gelados e o “quente” do alcool.

Estou há mais ou menos cinco horas a downloadar o demo do Rainbow Six, um jogo de estratégia de que já ouvi falar tanto que tive que experimentar… até os cartoons do User Friendly falam disto a toda a hora… o Nelson apareceu online e em menos de 20 minutos downloadou tudo, a 21 kb/s, pela sua ligação por cabo… sacana, entretanto desapareceu e foi jogar, nunca mais voltou… o jogo deve ser giro.

Acho que estes screwdriver é a melhor maneira de apanhar uma piela das antigas: o vodka quase não se nota no meio da laranja (just enough to make it fun), pelo que bebia uns quantos destes de boa vontade.

Posso estar a dizer a maior burrice, que um screwdriver e um vodka-laranja são a mesma coisa, mas vi isso num filme, no Jackie Brown (que aliás aconselho a toda a gente), um dos personagens pergunta a outra se tem gelo, sumo de laranja e vodka, ao que ela responde que sim e ele diz: “então faz-me um screwdriver”… e é parecido com o que estou a beber… mas também, o que estou a beber é parecido com Trinaranjus e não é Trinaranjus, por isso…

Amanhã vamos conhecer a nova toca do Cunhado, estou curioso para ver e desejoso de lá chegar para me roer ainda mais de inveja e querer mais 150 vezes ir morar para Lisboa.

Bom, ainda faltam 20 minutos de download do Rainbow Six, por isso… vou matar tempo. Até amanhã

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