Nada como não fazer nada

Um verdadeiro Domingo. Nada como não fazer nada.

Passei a tarde toda a jogar quake com o Nelson e com o Cunhado, que já tem o demo e está a dar os primeiros passos no Q3A.

À noite fui até casa dos meus pais ver o que se passava com o comp da minha mana. Ao que parece, é uma reinstalação do windows on the way, mas por agora deixei-o assim, porque ela consegue trabalhar em safe mode e eu não tinha os CDs todos para lhe instalar o que ela precisa, volto lá outro dia.

Aproveitei para ficar por lá e ver o Boavista-Benfica que foi uma banhada monumental quando o Boavista empatou no último segundo de jogo. Que seca.

Voltei para a casa a 200 í  hora para vir para mais um jogo de Quake. Desta vez o cunhado já tinha estado a treinar e foi uma sessão de Quake daquelas que apetece mesmo, estávamos a jogar com timelimits de 50 minutos e fazí­amos sempre perto de 200 frags entre os três, com uma vantagem sempre de 50/60 sobre os bots.

Ainda temos que formar um clan e jogar contra humanos um dia destes. Mas até lá, preciso de arranjar uma ligação melhor que um 28.8.

Amanhã é segunda-feira… não se cansem muito, já falta pouco para o próximo fim de semana!

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Potenciais evocados

Hoje levantei-me í s sete, completamente feito num oito, graças í  Scully que não parou a noite toda e não me deixou dormir, embora me tivesse deitado cedo.

Fui para o HGO (que por esta altura já devem saber o que significa). Tive sorte, havia montes de sí­tio para estacionar, o que foi logo um bom começo. Depois fui ao Piso 3, exames especiais, esperei um bocadinho e por volta das nove e meia entrei para fazer uns exames chamados “potenciais evocados” visuais, auditivos e sensitivos. Foi muito giro! Não esto a brincar… se tiverem que ir ao Hospital fazer exames médicos, escolham estes, são o máximo (mas não podem ter medo de agulhas).

Então foi assim: O primeiro exame foi o auditivo. Todos eles começaram da mesma forma, a técnica de neurofisiologia (é assim que se chama), espeta uma série de agulhas com certa de um centí­metro de comprimento, na pele, em vários sí­tios. Para o primeiro exame foi na orelha, na cabeça e no peito, peto da claví­cula (se não estou em erro… já não me lembro muito bem).

As agulhas não custam nada a espetar, uma picadinha e pronto… pode fazer impressão olhar e ver a agulha ir por ali dentro, mas sinceramente, é preciso ser muito mariquinhas. Às agulhinhas (que têm uns terminais na outra ponta), são ligados uns cabos que depois são ligados a um aparelho que, não perguntem, não sei o que faz. Imagino que registe actividade eléctrica no sistema nervoso, mas não posso garantir.

A seguir colocou-me uns auscultadores para fazer o teste. Não é preciso fazer nada nestes testes, apenas estar lá. Os phones começaram a emitir estática do lado esquerdo e estalidos *click*click*click* (que eu mais tarde descrevi ao Nelson como *quake*quake*quake*), durante um minuto ou dois, depois pausa, depois outra vez… depois o outro lado e já está.

O exame seguinte fio o de sensibilidade que foi, talvez, o mais giro. As agulhinhas mudam de sí­tio, embora algumas fiquem onde estavam e levei mais umas extra nos braços e atrás do pescoço. A seguir encostam-se os terminais (dois bastonetes de aço, ligeiramente pontiagudos), de um aparelho próprio (vejam a minha linguagem técnica), ao pulso. Perderam-se nos parêntesis? O meu diário começa a parecer-se com LISP? Então eu simplifico: encostam-se ao pulso dois ferrinhos que saem de um aparelho tipo comando de TV.

O raio da coisa começa a fazer passar corrente (sim, eléctrica, claro). É ligeira, depois aumenta. Não dói, não faço ideia que voltagem seja. Quando confirmei que sentia a corrente a passar, a senhora procurou com os terminais, o nervo que queria e adivinhem: quando encontrou a mão começou a mexer sozinha! SENSACIONAL! Quatro dedos da minha mão (o dedo mindinho é controlado por um nervo separado, por isso não mexia), estavam aos pulos. Mas não eram pequenos abanões, acreditem, estava mesmo a abrir e fechar os dedos completamente involuntariamente. Giro.

Para o teste ao dedo mindinho os terminais são colocados mais contra o lado do pulso.

A seguir, as pernas. Com mais agulhas (joelho, parte de trás do joelho e canela e dois nas costas ao longo da coluna, sendo que o lombar foi o único que doeu) e os terminais eléctricos colocados junto ao calcanhar…. and look at them go! Os meus pés a contraí­rem-se de uma forma que acho que nem voluntariamente consigo.

O último teste foi o visual. Uma pala num olho e um écran cheio com um quadriculado preto e branco. Depois de recolocadas as agulhas, o quadriculado trocava, os pretos a brancos e vice versa, ritmicamente, durante um minuto ou dois. O mesmo repetiu-se para padrões de quadriculado cada vez mais pequenos.

Como estava podre de não ter dormido, estava-me a custar prestar atenção ao écran, por isso este teste foi muito cansativo e teve que ser feito duas vezes para um dos olhos.

Pronto, foi isso. Já sabem… testes giros: Potenciais Evocados. Uma forma diferente de passar duas horas.

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Scully de volta

Fomos buscar a Scully que sobreviveu a mais esta provação… ela deve estar a pensar “caí­ três andares, andei perdida meio dia, levei pancada de gatos muito maiores que eu e vocês levam-me para uma gaiola para depois ser rapada e aberta ao meio?”. Ou na verdade deve estar a pensar “zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz”, porque está completamente pedrada.

Pusémo-la dentro do caixote do DVD, devidamente coberta e com um saco de água quente, porque ela vinha gelada e as gatas têm tendência para se constipar depois destas operações, o que era uma chatice.

Já quando foi a Pantufa, há uns… quê?… 14 anos atrás? O meu pai teve que passar a noite quase toda a abrir-lhe a boca para ela respirar porque, enfim… não se pode pedir tudo de uma gata e aquela não sabia respirar pela boca quando tinha o nariz entupido.

A Scully ficou no nosso quarto, o que basicamente significou que passei a noite toda (e a Dalila também, claro) a acordar com ela aos pinotes ou a queixar-se com dores. Chato não darem analgésicos aos pobres bichos depois de os terem cortado ao meio.

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Scully operada

Hoje tivemos a agradável visita do ADSS, que veio até cá para uma instrução no tribunal (sim, uma instrução, ele explicou-me o que era… huh… tem a ver com o pessoal negar que cometeu um crime… não, espera, é mais o acusado alegar que as acusações são falsas… ele tentou explicar, mas pronto). Fui com a Dalila almoçar com o ADSS ao chinês favorito aqui do sí­tio, which was nice.

Deixámo-lo no tribunal, mas passado um bocado ele ligou. Parece que ninguém foi instruí­do, a juiz baldou-se, ou estava demasiado ocupada com… huh… coisas de direito e assim. Portanto o ADSS veio fazer uma visitinha que já estava long due.

Ao fim da tarde fomos í  vet com as nossas gatas. Foi o ponto baixo do dia :(

A amarela está pior dos fungos OUTRA VEZ! Embora a Michelle e a Scully estejam melhores. Vamos separar estas duas da outra pobre coitada que vai ter que recomeçar com os comprimidos… que porra de fungo manhoso!

Mas o pior ainda foi a Scully. Não que lhe tenha acontecido nada, aliás, ela está tão porreira desde que caiu três andares na semana passada que a vet nem viu necessidade de a examinar. A questão era se estaria grávida.

Era muito giro que estivesse e tivesse gatinhos e tudo… mas, realisticamente… nós não podemos ter mais gatos. Mas gatos a comer, mais gatos í  pancada, mais gatos com doenças, mais gatos para levar í  vet (já custa levar três).

Foi então que a vet teve uma ideia boa. Esterilizar a Scully. Nós já querí­amos fazer a operação, para acabar com os cios í  gata, que são uma seca para ela e a põem a ponto de (como vimos recentemente) se atirar da janela abaixo.

Se ela não estiver grávida, já não fica. Se estiver… está de 5 dias e deixa de estar. Pronto. O que é que há de mau nisto? Tivemos que a deixar lá e só a vamos buscar amanhã í s seis e meia da tarde.

E quem me conhece, já sabe que não vou dormir.

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The Sims

Ontem ao fim da noite resolvi finalmente experimentar o “The Sims”. Foi má ideia. Não porque o jogo não preste, mas exactamente pelo oposto. É sensacional. O pessoal da Maxis conseguiu dar outra volta aos jogos de simulação. O ví­cio é tal, de alimentarmos e darmos banho aos nossos personagens que quando olhei para o relógio eram quase seis da manhã.

Fui dormir e acordei tardí­ssimo, claro. Fui com a Dalila para Lisboa ver o Sleepy Hollow… que filmaço! Que filme í  Tim Burton. Sensacional. A Christina Ricci é bestial, o Johnny Depp é óptimo e o Christopher Walken, no seu curto papel é absolutamente demoní­aco. Valeu a pena, mais uma vez. Este ano tem havido óptimos filmes para ver.

Não voltámos para casa sem torrar algum cacau. A Dalila comprou o primeiro álbum dos Placebo e eu finalmente comprei um que já queria há que tempos: “The K&D Sessions” de Kruder & Dorfmeister.

Voltámos um bocado podres, comemos chinês e vimos um bocado do Stand up Show na BBC… não teve especial piada.

Agora, internet, claro, quake, talvez. ER, mais daqui a bocado. Entretanto li o diário do ADSS e parece que o PEDRO está óptimo. Excelente, parabéns aos pais babados mais uma vez…. e vejam lá, ainda têm alguns meses para reconsiderarem essa ideia absurda de chamarem Miguel ao miúdo.

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