RDIS e Macaquinhos no Sótão

Dez da manhã, batem í  porta furiosamente. Depois de mais uma sessão de Seinfeld até í s 3:30 da manhã ontem, estava profundamente a dormir. Levantei-me e abri a porta lá de baixo, pensando que era o carteiro. Depois percebi que alguém estava a subir as escadas. Vesti-me í  pressa.

Abri a porta, era da PT. Vinham montar a RDIS.

O que se passou aqui há duas semanas atrás, foi que encomendei RDIS por telefone. Ficaram de me enviar o contrato por correio, para eu preencher, reenviar, marcar instalação, etc.

“Mas eu não assinei o contrato” – disse eu ao tipo da PT, que apareceu sem qualquer marcação.

“Ah não?” – disse ele – “Então é porque não assina”.

Pergunto-me o que vai acontecer agora… Mas já tenho aqui o cabo RDIS e já tem voltagem, agora deve vir cá outro técnico montar o NT (não tem nada a ver com Windows).

Enquanto o tipo da PT estava por cá, fiz a minha nova secção: Macaquinhos no Sotão. É uma secção onde pretendo desmascarar situações gritantes que são consecutivamente abafadas pelas autoridades mundiais. Não pode continuar assim, tenho teorias, tenho até provas concretas e factos sólidos e vou apresenta-los, acreditem, por Valdor!

Poderão ler o primeiro artigo, sobre os OVNIs de Sintra.

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Hei-de experimentar dormir, um dia destes…

Acordei í s oito com uma pedrada monumental nos cornos. Só consegui levantar-me, já atrasado, praticamente í s nove. O Godfather e o Pato vieram cá ter e estavamos todos tão ensonados que nos atrasamos um bocadinho.

Partimos depois os três para Lx para irmos falar com o ADSS. Tivemos uma reunião muito interessante como ele, como é habitual. Infelizmente eu estava completamente a cair para o lado de sono (desculpa Paco). Para o fim da nossa conversa comecei a espevitar mais um bocado, mas ando mesmo cansado. Hei-de experimentar dormir, um destes dias.

Partimos para o Chiado, para comer umas baguettes na Casa das Sandes, de quem o Godfather se tornou fan.

Enquanto comí­amos chegou a pessoa com quem fomos falar í  tarde. Um velho conhecido dos primeiros tempos da nitro, com uns novos projectos. Conversámos um bom bocado, bebi o meu terceiro café para ver se a coisa ia ao sí­tio, mas mesmo assim o sono continuou.

Voltei a casa só o tempo suficiente de me sentar e o telefone tocar. Era a Dee a dizer que vinha a caminho. Fui buscá-la e estivemos a ver um filme que acho que se chama “10 Things I Hate About You”. Uma comédia romântica adolescente. Às vezes custa-me a acreditar que escrevo certas palavras em conjunção. “Comédia romântica adolescente”. Enfim, adormeci duas ou três vezes. Este tipo de filmes não foi feito para mim (ou eu não fui feito para este tipo de filmes). Os ingredientes todos do nerd que gosta da menina bonita da escola, mas ela gosta do musculoso bonitão, que afinal é um mauzão e só lhe quer saltar para a espinha, mas no fim ela apercebe-se que o nerd é que é bom rapaz. Enquanto isto um rapaz mauzão é pago para sair com a irmã da menina bonita (que por sinal é sempre mais interessante que a actriz que faz de menina bonita), mas o tadinho acaba por se apaixonar por ela. Claro que ela descobre o plano malvado e zanga-se, mas ele redime-se.

Redime-se aliás de uma forma que me agradou, comprando-lhe uma Strat white on white como a do Jimi Hendrix.

Que… ahum… belo filme.

Estou a ouvir um portentoso solo do Eddie Van Halen… adoro o Napster, estou ansioso por ter cabo. Este gajo sabe tocar, raios…

Bem, são 3:18, já vi o Seinfeld, já pus a máquina da loiça a lavar no perí­odo económico, acho que está na altura de ir xonar. Um dia destes os diaristas podiam dar-se ao trabalho de escrever umas linhas para a gente ler… começo a sentir pouca vontade de continuar a escrever se não tenho ví­cio para ler.

Bem… vão lá para dentro, não se incomodem.

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Mais dias

Ontem, depois do Seinfeld e de uns rounds manhosos de Quake, acabei por ir para a cama í s 4 da manhã. Hoje levantei-me í s 6. Não sei o que me deu. Acordei com as gatas das traseiras a fazer um barulho desgraçado, fui ao Winston Churchill e depois resolvi ficar a pé.

A meio da manhã caí­ na cama e dormi profundamente durante uma hora. Não chegou, porque passei o dia todo a cambalear, mas ajudou.

Trabalhei e lutei com CSS, aquela coisa monstra… quer dizer, CSS é óptimo, é sensacional, os browsers é que não prestam. Mas com uma ajuda do Pato, que já está pro naquilo, consegui resolver o problema. Espero que chegue em breve o meu novo livro “Cascading Stylesheets” da O’Reilly, tem dois peixes na capa. Adoro livros da O’Reilly.

Ao fim da tarde fui buscar a Dee e fomos ao Posto do Monte, onde trabalham os meus pais, para ela levar a vacina do tétano, que, aparentemente, expirou este mês (dura dez anos). A minha mãe estava muito bem disposta para quem estava de serviço :)

Agora estou í  espera do Seinfeld… como sempre.

Enquanto dá e não dá, resolvi fazer uma primeira tentativa de refazer a página interna do diário… a ver se gosto.

Tenho a mão direita toda lixada, já quase não a consigo mexer sem me doer ao longo dos dedos e sinto um desconforto estúpido ao longo do antebraço todo. São os ossos do ofí­cio… ou neste caso, os tendões…

Se por acaso detectarem erros grosseiros nesta página e tiverem ideia o que os causa, mandem-me um mail por favor. Nomeadamente as três riscas magenta no topo devem ser fininhas e parece-me que no Netscape de vez enquando aparecem altas.

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Edição de autor online

Se no dia 17 fiz uma crí­tica í  TVI, depois de ter sofrido para ver o X-Files e o Seinfeld, hoje tenho que assinalar a diferença enorme que notei ontem. Bem, os intervalos continuam a ser enormes, o que é compreensí­vel, enfim, a TVI não é o maior canal Nacional e deve precisar do dinheiro. Mas o X-Files teve só um intervalo. O Financial Times deu separadamente, em vez de aparecer enfiado num intervalo. Ambos os episódios do Seinfeld deram inteiros e sem intervalos (apenas com um intervalo entre os dois), e até o genérico final eles passaram.

A Dee sugeriu que terão recebido muitas cópias do meu mail :)

De toda a forma, foi muito mais agradável ver as séries.

Fui há bocado comprar a Exame Digital, número dois. Temos uma foto da nitro na capa e um artigo sobre nós na página 66. Esta era a tal entrevista que tinhamos feito para a exame em Março.

Estive a almoçar e a ver o Euronews e vi que o Stephen King está a lixar as editoras. Vai publicar um novo livro, chamado The Plant, inteiramente online. Os primeiros dois capí­tulos são de pagamento opcional, no valor de um dólar. Se ele receber pagamento de pelo menos 75% dos downloads feitos, então escreve mais um capí­tulo e assim sucessivamente até acabar o livro ou desisitir por ninguém pagar.

Acho fenomenal. Os escritores de ficção cientí­fica, como o George Orwell, que preconizaram o domí­nio das pessoas através do uso da tecnologia esqueceram-se de imaginar um cenário alternativo em que “Power to the people” pudesse tornar-se cada vez mais real precisamente pelo uso dessa mesma tecnologia global.

Os artistas podem editar o seu próprio trabalho e vendê-lo ao preço que acham justo (quanto acham que ganhará o Stephen King, se 1 milhão – e é pouco – de pessoas pagar o primeiro capí­tulo do livro dele?… imaginem 30 capí­tulos), e o público pode aceder a essas obras por preços que são uma fracção do que pagariam se estivessem envolvidas editoras, gráficas, distribuidoras e lojas.

Se o MP3 tivesse um som melhor…

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Oceanário e mais uma banhada com o Tom Cruise

Um Sábado como deve ser, coisa que já não acontecia há muito tempo. Acordei ao meio-dia, levantei-me e fui tomar o pequeno almoço e ver televisão na monguice.

Saí­ com a Dee, em direcção ao Parque das Nações ode o Gdf nos aguardava. Fomos os três ver o Oceanário de Lisboa. Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido. Embora a visita de hoje não tenha tido os melhores ingredientes (já explico porquê), o Oceanário é de facto um projecto fenomenal.

O que correu mal então? Nada de muito grave, mas como disse o Godfather a certa altura, aquilo parecia mesmo uma praça… cheirava a peixe e tinha velhas aos gritos por todo o lado. Muitas vezes as pessoas não me compreendem bem e acham que sou preconceituoso em relação a este ou aquele grupo. Eu não tenho nada contra pessoas mais velhas, conheço várias que são interessantes, amigáveis, divertidas, etc. O problema aqui são hordas de pessoas incomodativas, que por acaso também são velhas. Pois o oceanário abundava de senhoras a gritar: “OLHA! FANECAS!”, a agarrar-se aos braços de estranhos para não caí­rem e a espetar cotovelada de meia-noite para chegar ao vidro dos aquários. Torna a visita mais chata, mais cansativa e menos gira no geral.

Há também os putos que NíƒO QUEREM VER O OCEANíRIO; Pais! Metam isto na cabeça: se eles não querem ver, não os OBRIGUEM a ver… o mais certo é acabarem eles a gritar e vocês a gritar com eles e o resto dos visitantes com vontade de bater na famí­lia toda. Nem todas as crianças vão achar piada aos peixes, na verdade, uma grande parte delas vai ter medo dos peixes. Se não estão preparados para gastar um conto e setecentos por cabeça e ter que sair ao fim de dois minutos… talvez não devam levar já o vosso filho ao Oceanário.

Outra espécie são as pessoas que vêm a vida a preto e branco. Entram com a camcorder encostada ao olho e saem com a camcorder encostada ao olho (assumo que têm uma com um visor a preto e branco, é mais poético). HELLO! Têm dois olhos… sabem? Estereoscopia e essas coisas? Não preferem ver a vossa vida a grava-la em ví­deo?

Expliquem-me mais uma coisa… eu compreendo (até certo ponto), a necessidade de emigrar. Para arranjar trabalho, para procurar novas experiências ou (porque não?), para ganhar melhor. Porque é que não se limitam a falar uma lingua and stick with it. Falem francês, falem português. Mas “Este peixe é trés jolie”… “Vien ici que temos que ir embora”… façam um favor í  humanidade… comportem-se.

Não gosto de Jardins Zoológicos. Não vejo divertimento por aí­ além em olhar para animais fechados em jaulas. Ou como diria o Hobbes: “Vamos ao Zoo e depois podemos ir visitar uma cadeia?”. No entanto gostei muito do Oceanário, talvez porque está tão bem feito que nunca nos passa pela cabeça a palavra “cativeiro” mas mais “habitat alternativo”, talvez. Enfim, há realmente alguns aquários que não são propriamente um habitat, mas mais uma caixa de fósforos com água, mas pronto.

Bem, saí­mos do Oceanário com uma traça olí­mpica e fomos ao Vasco da Gama comer qq coisa. Enfardei uma baguette com bacon e queijo, duas batatas médias, uma seven up e metade da baguette da Dee.

Separámo-nos do Godfather que voltou para casa via ponte Vasco da Gama e rumámos ao Residence para nos encontrarmos com o Cunhado, a Bela e o Fernando. Fomos ao Monumental ver o M:I-2. Baaaaaaaaaaaaaaaaaaah gaaaaaanda meeeeeeeeerda.

POoooOoOoOOoOooooooOOORrRrRaAaAA!

Perguntem ao John Woo como fazer um filme de 45 minutos durar 2 horas… é só fazer quase todas as cenas em câmara lenta, abusar da câmara lenta, esticar os limites da paciência do público com efeitos de câmara lenta. À primeira tem piada, deixa logo de ter í  segunda.

Tom Cruise é bom, salva o mundo, salva a menina, salva-se a si próprio. Dispara de costas, de pernas para o ar, usando um retrovisor para fazer pontaria, dispara de pé, dispara deitado, dispara enquanto desliza pelo chão… e no meio disto tudo eu revejo mentalmente os episódios todos do Mission Impossible que vi na TV para me tentar lembrar de quantas balas a IMF disparou durante as suas missões… eles tinham sequer pistolas?

Enfim, tem algumas cenas giras, sobretudo bem filmadas. Mas o filme é uma treta, a história é uma treta, a equipa do IMF é suposto ser composta de vários membros com habilidades diferentes, mas aqui temos o Ethan Hunt a fazer tudo, um perito em computadores que nem Tetris parece saber jogar e um tipo que… que raio sabe ele fazer? Pilotar helicópteros? Táaa bem. E uma menina… cheia de habilidades que não usa, excepto a de dormir com o Tom Cruise praticamente a abrir o filme e de se tornar a peça central do (pouco) argumento.

No final, vejam bem, o ví­rus mortal é um lí­quido vermelho e a vacina, um lí­quido verde… o jeito que isto dá hem? Se ou menos todas as doenças fossem grandes e maus ví­rus vermelhões facilmente elimináveis com bondosos anti-corpos verdinhos…

Bem, chega disto, se quiserem vão ver, que eu não sou pago para fazer crí­tica cinematográfica.

Viemos para casa ver o fim do Stand Up Show, o fim do Yes, Minister, o Goodness Gratious Me e o Big Train, tudo de rajada. Como habitualmente a Dee foi-se deitar no final do Goodness Gratious Me, porque estava a cair de sono.

Vim jogar um Q3F, que acabou por crashar e me fez desistir e ir antes continuar a fazer o MIDI da Grand Sonata do Paganini. Estou a fazer um MIDI para facilitar a aprendizagem da pauta para guitarra clássica. O Godfather está a aprender e como me dá gozo fazer MIDIs, resolvi fazer para lhe servir de guia. Sou um bom samaritano (gostava de saber se existem maus samaritanos).

Bem, passa das quatro da manhã, já não consigo inventar mais tretas para escrever, nem ver pautas í  frente para transcrever, vou dormir.

Para breve, planeio integrar mais elementos nesta página, vai deixar de sre só um diário. A primeira secção deverá ser “Teorias de Conspiração”. Tenhos várias… não só as velhas conversas do governo americano e dos seus UFOs, mas umas bem mais nacionais. Stay tuned (mantenham-se afinados, literalmente).

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