O Império do Mal e o Albatroz

Mais um longo dia, infelizmente pouco produtivo graças í  Micro$oft. Nada de especial, só um site que tem que ficar instalado em M$-IIS, que não vale a porra dos bits que ocupa e que só me está a dar dores de cabeça. A M$ podia fazer o Office e o Windows e deixar o software de servidores de web para quem os sabe fazer. Depois em Portugal a M$ tem tudo na palma da mão e toda a gente acha que o IIS e o ASP e o VBScript são os maiores gritos da tecnologia. Quem se lixa é quem ODEIA essa merda toda e tem que trabalhar com isso na mesma.

Há mesmo que concordar com a denominação do User Friendly para a M$: The Empire of Evil.

Dia mais ou menos seca, noite muito agradável em vários aspectos, nomeadamente no episódio bestial (finalmente, um bom!), do X-Files. Ganharam-me logo nos “sniper zombies”, no iní­cio do episódio. Seguiu-se uma batalha de Quake em FFA, em que fiquei em segundo em dois jogos e em primeiro noutro, sendo que uma das vezes que fiquei em segundo foi o Godfather que ganhou. Não foi mau, mas ainda não apanhámos pessoal mesmo pro nos servers em que temos jogado.

Estive também a ler o diário do Cunhado e gostei muito da entrada mais recente. Fiquei cheio de vontade de desenterrar as minhas tintas, para ser sincero. Claro que provavelmente pintarei o Capitão Snot ou mesmo Lig & Mandu, os Crápulas da Montanha. Estou cheio de curiosidade de ver a primeira obra do Cunhado…

Mesmo já ao fim da noite, a tender para princí­pio da manhã, coloquei nos Macaquinhos no Sotão uma das minhas histórias. Estas histórias fazem parte de um projecto antigo, chamado “Sem Contos”, cujo objectivo era precisamente escrever 100 contos… digamos que é um processo contí­nuo e dos 100 já escrevi 21. Não é muito, nem é pouco, mas ultimamente tenho escrito pouco, pelo que estes 21 já têm alguma idade. O primeiro que resolvi publicar neste site chama-se “O Albatroz” e versa sobre isso mesmo…

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Early Lazy Saturday

Quando o despertador tocou í s 8:35 fiquei um bocado aparvalhado a tentar perceber exactamente o que raio tinha eu que fazer… demorei uns 20 segundos a lembrar-me do Gongfu. Depois lembrei-me e levantei-me, não sem algum pesar por uma manhã de sono deitada “fora”. Claro que manhãs de sábado com Gongfu NUNCA são deitadas fora, como acabo sempre por perceber, depois dos primeiros 10 minutos de aula.

A aula de hoje comçou com Taijiquan, como sempre. Fizemos uma coisa chamada “centro”, que nunca tinha feito. A verdade é que no ano passado fui a muito poucas aulas de Taijiquan. A aula de Shaolin baseou-se outra vez nos exercí­cios de Qin Na. Ainda tive um dos meus freak accidents, em que um dedo da mão esquerda começou a saltar freneticamente, mas de resto aguentei bem o treino. Fiquei com o Godfather a tentar aprender bem o primeiro Qin Na, para ver se captamos os pormenores em vez de avançarmos para o segundo, terceiro, etc… sem saber nenhum bem.

À tarde, o Cunhado veio fazer-nos uma visita. Trazia uma maleta com material de pintura a óleo muito porreira e que me despertou mais uma vez a memória do gozo que é pintar. Vimos uma grande parte do “Meaning of Life”, que estava a dar no Telecine e depois vimos mais um filme manhoso, chamado “Stigmata”. Os actores, embora goste bastante das caras deles (Gabriel Byrne e Patricia Arquette), não são grande espingarda, a história era muito fraca e a constante sensação de estar a ver um videoclip acaba por ser aborrecida. Enfim, deu p’ra passar o tempo.

Jantámos no italiano, o Cunhado ainda me resolveu mais uns problemas com o meu Linux e depois bazou, já mais para lá do que para cá. Eu fui-me deitar que isto de levantar í s oito e meia e ter três horas de treino dá um certo quebranto.

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Coisas e Doc Martens

Foi preciso acordar cedo hoje para ligar para o banco e ter a certeza que o cheque em Francos Suí­ços que pedi na Terça-feira estava pronto. Estava.

Mesmo não compreendendo a burocracia por trás do facto de um cheque em moeda estrangeira levar 3 dias a passar, meti-me no carro e fui busca-lo.

Parti para LX onde entreguei o cheque ao ADSS. Depois fui até í  Máquina pagar mais dois computadores para o escritório da Nitro que NUNCA MAIS É NOSSO!

Fui com o Cunhado ao Nicola Gourmet onde bebi um café fenomenal. Nunca lá tinha ido e fiquei impressionado. Já com o Careca e o Stein, almoçámos no Brinco da Glória, uma excelente carne í  portuguesa. Regressei í  Máquina com o Cunhado e depois de lá estar um bocado a ouvir George Carlin, parti para a Baixa, onde fui comprar umas botas novas. Comprei umas Doc Martens daquelas que duram o resto da vida e voltei para Almada.

Aproveitei para passar por casa dos meus pais, cada vez mais composta, para ver os novos móveis que são muito giros. Fizeram mesmo um trabalho sensacional com a casa. Ainda liguei o comp deles, que me parece ter ficado OK.

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Trabalha boi!

Tenho estado ligeiramente lesionado, ou em linguagem ainda mais futebolí­stica: “ligeiramente tocado da perna direita”. Devo ter feito um esticão qualquer no paintball e como consequência fiquei com um funny walk durante a semana e tive que evitar certos exercí­cios na aula de Gongfu de terça. Hoje já estou bastante melhor.

A aula de terça-feira foi de Qin Na, que é uma coisa fabulosa. Adoro Qin Na, embora possa ser bastante doloroso mesmo só de praticar, mas as técnicas de soltar e agarrar, torcer e prender… Aliás, Qin Na, se não me falha a RAM significa “agarrar controlar”… São fabulosas na sua simplicidade bem como na sua eficácia. Imaginem ter o braço agarrado por um matulão de 200 kg. e conseguirem-se soltar. Com um pouco de treino e conhecimento das técnicas é possí­vel. Aliás, um bom conhecimento dos princí­pios básicos já pode ajudar, mesmo que não nos lembremos da técnica *exactamente*.

Bem, mas isso foi na terça-feira.

Já na quarta foi dia de reuniões. A primeira era no edifí­cio Castil, que aconselho a todos os jogadores de SWAT. Vão até lá! Metam-se no elevador e saiam num piso e andem pelos corredores…. em pouco tempo vão imaginar-se de H&K na mão a fazer slice a cada esquina.

É estranhí­ssimo, o edifí­cio tem um ar de abandono incrí­vel, os sensores que ligam as luzes dos corredores funcionam mal e então ficam os candeeiros a piscar, as portas são diferentes em diversos sí­tios, o chão está levantado, há mobí­lias partidas encostadas a cantos e no meio de corredores. A qualquer momento esperamos que salte um terrorista palestiniano com uma AK.

De qualquer maneira, a reunião da manhã nem se concretizou porque… não encontrámos a empresa. No questions asked, fiquemos por aqui.

À tarde fomos para Cascais, a uma reunião interessante e depois ao voltar ficámos logo no alto de Monsanto a ver passar os bois.

Hoje foi dia de 12 horas de trabalho sem pausa para comer ou ir í  casa de banho. Correu tudo bastante bem, mas cheguei í  meia-noite tão estoirado que nem um Quake joguei, foi directo para a cama, o que me soube muuuuuuuuito bem, nada como privarmo-nos de pequenos prazeres para depois os sabermos apreciar melhor. Digo eu…

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Jethro Tull ao vivo em Lisboa

Bem, depois de ter um novo Thunderbird e um monitor de 21″ na quarta, uma nova geForce2 na sexta, um sensacional jogo de Paintball no sábado, seguido de uma noite em casa do ADSS… era difí­cil esta semana continuar a planar nas boas graças da perfeição. E no entanto…

Ao fim do dia fui até casa dos meus pais, que está já mesmo, mesmo quase acabada e muito gira. Depois meti-me no carro e pirei-me para Lisboa, í  chuva e de noite, seria de esperar que um nabo como eu não tivesse hipóteses, mas a verdade é que cheguei rapidamente ao Parque das Nações, enquanto, na rádio, o Benfica levava três secos do Marí­timo, apenas para provar, enfim, que não é a mudança do mafioso que muda a qualidade da máfia.

Depois de um infeliz jantar nas sandes com o Godfather (infeliz porque não conseguimos entrar em nenhuma das cervejarias do Beer Deck do Vasco da Gama), entrámos no Pavilhão Atlântico. Os Corvos já tocavam.

É pena, não sabiamos que eles iam tocar, senão tí­nhamos ido mais cedo… infelizmente não havia informação absolutamente nenhuma sobre a primeira parte. Ainda apanhámos metade e foi muito giro. Acho que deve ser uma seca em disco, mas ao vivo é giro.

Depois… bom… depois, como dizer, como explicar. Acho que não consigo descrever. A banda começa a tocar, teclas, bateria, baixo e guitarra e depois irrompe a flauta e do fundo do palco o tresloucado Ian Anderson corre agachado e toca furiosamente enquanto dança í  ministrel. Faz um solo enquanto se equilibra sobre uma só perna e o público delira.

Jethro Tull ao vivo. Nunca imaginei possí­vel ver isto, uma banda cujo meu album favorito, Thick As a Brick, foi editado em 1972, um ano antes de eu nascer. E ali estou sentado a vê-los tocar. Bom, a ver o Ian Anderson, que “é” os Jethro Tull, uma vez que todos os outros membros são já outros.

Um concerto sensacional, daqueles para ficar gravado na memória. Depois de tocarem uma peça de 1969, anunciaram que iam tocar algo mais recente, mais actual, algo de 1972 e depois o arpejo inicial inconfundí­vel, na guitarra acústica… “Really don’t mind, if you sit this one out. My words’ve been a whisper, your deafness a shout.”. Thick as a Brick, tocado em resumo, claro, que a música tem mais de 20 minutos, mas capturando os temas mais marcantes.

Eu e o Godfather saí­mos com um sorriso de orelha a orelha, grande concerto. E mais uma vez, 20 pontos para o Pavilhão Atlêntico, desta vez dividido ao meio. Sentados no chamado Balcão 0, vimos perfeitamente todo o concerto, sempre com uma linha directa para o palco.

É pena esta semana ter chegado ao fim, mas ainda bem que de vez enquanto há semanas assim. E a ferida da única bala de paintball que me acertou no corpo nem dói… :)

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