Headaches

O dia começou cedo ontem, para ir a umas reuniões com o Godfather. Por volta das 10 para a 10, telefona-me ele, de dentro do carro… estava sem bateria. Ontem foi também dia (mais uma vez) dos maquinistas da CP lixarem o público em geral, leia-se, estarem em greve. O Fiat estava com os meus pais que precisaram dele para poderem meter o Rover na oficina e o Peugeot, depois de ter o vidro mudado pelo meu sogro (ainda não descobri o que é que ele NíƒO sabe fazer :) ), está a fazer tanto barulho do motor, que não ia arriscar-me a ir fazer grandes viagens com ele.

Adiámos, pois, as reuniões.

Adiámos as reuniões para hoje. E hoje, por volta das dez da manhã, lá saí­mos, em direcção ao Cacém, sem saber bem o caminho. Ainda por cima eu não estava 100% convencido com as indicações que nos tinham dado. Resolvemos ir por onde eu achava que devia ser e não por onde nos tinham explicado que era. Depois de uma monumental carga de água em que parecia que alguem estava a atirar baldes de água ao vidro do Fiesta do Godfather, chegámos lá. Lá, í  Texto Editora, um dos nossos clientes, para quem já fizemos o site (www.textoeditora.pt, por acaso hoje está em baixo…), o Star.pt e o Sapo. Têm agora mais um projecto que estivemos a discutir com eles e que promete ser um desafio interessante.

A meio da reunião comecei a ficar com um pouco de dor de cabeça. No fim, saí­mos do Cacém, rumámos pelo IC19 até… ao Continente. Esse templo de adoração Nacional. Almoçámos uns hamburgers num restaurantezinho que muito suspeitamente se chamava “W”. Suspeitamente porque se percebia que o restaurante tinha outro nome, que começava por “w”, mas cujas restantes letras estavam agora tapadas com fita preta. Então comemos uns menus combinados W2 e W4… hum… Enfim, não estava mau, para comida de plástico o meu tinha cebola fresquinha que me soube bem.

Fora do Continente, por uma estrada linda, cheia de buracos e outros atentados í  suspensão (de quem não tem um jipe, claro), demos a volta sobre a Estrada de Alfragide para acabarmos… em Alfragide. Fomos bater í  porta do nosso contacto para segunda reunião, duas horas antes dela estar marcada. Fomos atendidos e despachamo-nos depressa.

De regresso a Almada, a minha dor de cabeça começou a aumentar, o que não era de espantar, suponho, já que eu normalmente ao mí­nimo sinal de dor de cabeça enfio logo dois Algimates e desta vez estava a sofrê-la.

Depois de termos ido pagar a mensalidade do Gongfu, de termos ido buscar a Dee aos barcos (vinda de mais uma aula de música) e de termos estado a rever uns problemas no site HerpesVí­rus (da GlaxoSmithKlein, que está, aparentemente, offline agora), a minha dor de cabeça começou a tornar-se ensurdecedora.

Decidi ficar em casa a descansar. O Godfather foi í  aula de Gongfu. A Dee foi ao Ballet, no Coliseu. Agora dou por mim, sozinho em casa, a ouvir a Voxx e a escrever o diário.

Avizinha-se uma sesta…

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Trabalho, extra-terrestres e pizza

Ontem foi dia de reuniões, uma em Miraflores, na ex-GlaxoWellcome, agora GlaxoSmithKline, para discutir correcções ao site que fizemos para eles e outra num potencial cliente, que, como sabem, é sempre informação o mais confidencial possivel até ao trabalho estar feito e lançado.

Choveu que se fartou. Depois das reuniões fui com o Godfather para a baixa procurar CDs de Mr. Bungle, uma banda que me foi aconselhada há uns tempos pelo Chichorro e que é mesmo fabulosa. Infelizmente não havia nada.

A propósito, Chichorro… lembras-te que te disse que achava que o meu pai devia gostar de Mr. Bungle? Ofereci-lhe o “California” no Natal e ele gostou mesmo e muito. Agora queria mesmo era achar o “Mr. Bungle”, mas o mais provavel é ter que acabar a encomendar da Amazon.

Hoje foi dia de dormir até tarde e depois dar uma limpeza ao meu escritório. O meu escritório é especialmente difí­cil de limpar porque é pequeno, tem montes de coisas lá dentro e eu sou desarrumado. Para não ajudar é onde tenho as guitarras e respectivos pedais, cabos e amplificadores, mais os computadores e respectivos cabos, mais as colunas da Cambridge (5.1, portanto 6 colunas + amplificador) e respectivos cabos… acreditem, não é fácil aspirar entre tantos cabos. Mas pronto, hoje consegui, com muita paciência, aspirar o melhor possí­vel todos os enormes rolos de pelo das minhas gatas, que há semanas povoavam esta sala.

Estive í  tarde a braços com um problema do caraças: o meu cliente de SETI@Home, sempre que era re-iniciado começava o pacote do iní­cio. Chegou a acontecer-me ter um pacote a 70%, fazer um reboot e zás! o gajo voltava aos 1,4%, ou thereabouts. Após voltas e voltas descobri que o cliente estava a escrever os ficheiros .sah, com a informação do estado de análise do pacote, por TODO o lado. Apaguei 1574 ficheiros .sah dos meus discos. Isto continuou toda a tarde. Tentei desisntalar, instalar versões antigas, etc… mas nada.

Entretanto chegou o Cunhado e com ele trazia o “Dark Star”, primeiro filme do John Carpenter. Uma verdadeira obra prima do Sci-Fi manhoso. Um filme excelente, sobretudo na altura em que o capitão Doolittle se vê obrigado a conversar com uma bomba Termoestelar sobre Fenomenologia, ou mesmo quando o Pinback, um dos tripulantes, é atacado pelo extra-terrestre mascote da nave, que não é mais do que uma bola de praia insulflável, com patas. Lindo.

Fomos ao italiano jantar com os meus sogros e depois viemos jogar uns Q3Fs, coisa que não fazí­amos há bastante tempo. O Cunhado foi embora por volta das 2 ou 3, não sei bem já, para se preparar para amanhã ir a um encontro de convergência, em que uma série de cromos, armados de GPS vão fotografar um ponto em que as linhas de latitude e longitude se cruzam, algures, a 40 km de Lisboa. Boa sorte.

Eu acabei a noite depois das 4, a re-instalar o windows, para ver se resolvo o problema do SETI. Até aqui parece ter resultado, o pacote vai em cercade 5% e o cliente ainda não escreveu ficheiros .sah em lado nenhum a não ser na directoria onde eles obviamente pertencem.

Vamos ver o que acontece…

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Gongfu

Quinta-feira, dia de Gongfu. A aula de hoje também foi puxada, aliás, não sei se, embora tenhamos corrido menos, não terá sido mais puxada que a de terça. Fizemos sobretudo umas “killer push-ups”, sobretudo as de braços abertos (para os peitorais). Este exercí­cio lembra-me sempre as saudades que sinto do ginásio (da musculação). Nunca mais vou ter tempo de jeito para retomar o meu hobby de levantar pesos e ficar na conversa duas horas.

Infelizmente magoei-me, como é hábito, desta vez no pulso. A fazer um dos exercí­cios, de mãos no chão, “crack”. Fiquei um bocadinho de fora, usei um pouco o gelo de outra colega que também se tinha magoado (embora, infelizmente, com mais gravidade). O pulso acabou por melhorar e não estive muito tempo parado. Fui bem a tempo de ter uma sessão de Lien Bu Quan, onde, parece-me, consegui finalmente aprender mais um bocado da forma, bem como esclarecer alguns pormenores sobre o que já sabia.

Se a aula de terça foi uma excelente aula, a de hoje foi ainda melhor. Deste vez fiquei estoirado sim senhor.

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Dee@Nitro

Estamos em 2001. Acho que não vale a pena por-me com referências ao 2001: Odisseia no Espaço, mas dá-me muito gozo estar neste ano. São coisas…

Chegámos a 2 de Janeiro e ainda não fiz quaisquer resoluções de ano novo… ao que parece é costume, mas um que não costumo seguir. Aliás, para quê? Aposto que me esqueceria rapidamente das resoluções. As únicas resoluções que me lembro, são as do meu monitor.

Hoje foi o primeiro dia de trabalho da Dee na Nitrodesign. Não correu nada mal, fez o trabalho que lhe dei todo e amanhã já deve começar a trabalhar num projecto dela, com maquetes originais e tudo.

Ao fim da tarde comecei a tentar por o Internet Connection Sharing do Win98SE a funcionar, para ela poder aceder í  internet via a nossa mini LAN doméstica. Não consegui, aliás, já tinha tentado antes e não tinha conseguido, portanto a surpresa foi pouca.

Chegou o Godfather í s sete e meia e fomos para o Gongfu. Fizémos uma aula de treino fí­sico, muito estimulante. Ia morrendo, é o quão estou em baixo de forma, sobretudo cardio-pulmonar. A minha resistência respiratória é quase nula. Enfim, aguentei, fui-me acalmando e respirando com um ritmo cadenciado. O trabalho até nem foi assim tão puxado como podia ter sido, mas para mim já foi bastante.

Duas horas de exercí­cio, foi excelente. Senti-me revigorado í  saí­da e nem sequer fiquei muito estoirado. No final fizemos a Lian Bu Quan, uma forma tradicional de combate, que eu nunca mais consigo decorar. Irrita-me, mas a minha memória que até é bastante boa, parece não ter sido feita para estas coisas. Tenho que treinar muito mais, se quero ir fazer o exame em Março (não acredito que esteja preparado até lá, mas ok…).

Assim que cheguei a casa atirei-me ao Internet Connection Sharing. Insisti que havia de funcionar, até porque senão era uma seca a Dee trabalhar em casa em internet directa. Consegui.

Sim, consegui. Em parte muito graças í s instruções do Windows 98 Annoyances, um site que tb existe em livro e que é simplesmente genial para estas situações. É que, como não é MS friendly, vai avisando quais são as partes que costumam dar buraco, quais são os dialogs que estão mal desenhados, etc, etc. Mas mesmo assim não foi suficiente, ainda tive que empregar uma antiga técnica de utilizador de windows, a insistência. Limitei-me a fazer tudo várias vezes, sempre igual, í  quinta vez, finalmente, funcionou.

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Afinal o mundo não acabou

íšltimo dia do ano 2000. Tanta coisa e afinal, o mundo não acabou, a 2000 chegámos e de 2000 passámos.

Hoje finalmente tiraram-se as dúvidas quanto í  passagem do milénio. Quem defende que 2000 foi a passagem para o terceiro milénio e quem defende que, não tendo existido ano zero, o terceiro milénio só começa em 2001, podem estar finalmente de acordo numa coisa: estamos no terceiro milénio a partir de amanhã.

Ao iní­cio da tarde, o Cunhado veio cá ter a casa e começámos a fazer um cheesecake, ou melhor, dois e umas saladas para o jantar de passagem de ano. Mais tarde chegou a Carla e foi com a Dee para a sala comer gelado e ver um filme inglês, ritual habitual das duas. Nós continuámos na cozinha, somos homens modernos, sem dúvida, provavelmente arriscaria dizer que somos homens do novo milénio, mas depois seria obrigado a espancar-me a mim mesmo por tamanha idiotice, pelo que continuarei a minha história… depois dos bolos metidos no forno fomos jogar Hitman e Project I.G.I.

Para algum emabraço, devo confessar que não passamos a missão em nenhum dos jogos ainda. Continuamos na mesma, ao fim de inúmeras tentativas, clips infindáveis de AK47, balas incontáveis de Mp5, round após round de Dragunov,cartucho após cartucho de Mí¶ssberg Persuader… muitas facas ensaguentadas, silenciadores queimados e um body count de fazer inveja a qualquer warlord. Nada. Continuamos precisamente nas mesmas missões, mais especificamente o “Lee Hong assassination”, no Hitman e “Get Priboi”, no Project I.G.I.

Esta última esteve í  beira de ser resolvida váaaaarias vezes, mas um pequeno erro, um balázio de caçadeira Jackhammer ou uma rajada de Kalashnikov mandaram-nos sempre de volta ao iní­cio da missão.

Ora bem, chegadas as oito da noite, partimos no VW do Cunhado, já conscientes que levávamos comida a mais. Parámos em casa dos meus pais e eu pedi-lhe uns jogos emprestados e uma garrafa de champagne. Pedi ao meu pai um champagne qualquer reles, só para fazer festa… “reles não tenho”, respondeu-me ele, o que eu, aliás, já esperava… Vim-me embora com uma garrafa de Mercier, que não sei bem quanto custará sequer. E para o que nós lhe fizemos í  meia-noite, nem quero saber.

Seguimos para Setúbal, o Cunhado instalou a aparelhagem dele e comçámos a ouvir música e a comer qq coisa. Por esta altura já estavamos mesmo a ver a quantidade estupidificante de comida que tinhamos. Foi quando chegou o Godfather com mais comida ainda.

Comemos, bebemos umas cervejas óptimas, que o Cunhado compra no Pingo Doce e se chamam Franziskaner (ou coisa parecida) e fomos jogar Pictionnary. Rapidamente o tempo passou.

À meia-noite fomos para a varanda do escritório, o vento era assustador na parte da frente, dava para nos deixarmos cair para a frente contra o vento, sem na realidade cairmos. Ficámos na parte lateral e quando concordámos todos mais ou menos que era meia-noite, abri a garrafa de Mercier e lá foi ele, quase todo, pelo ar. Bebemos todos uma quota (pequena), tirámos umas fotos e vimos o fogo de artifí­cio de Setúbal… que foi um bocado pobre, devo dizer. Foi a única coisa que me deu pena de não estar em Lisboa, mas não se pode ter tudo.

Teve alguma piada, naquela varanda com uma vista de alguns quilómetros, ver foguetes a rebentar por todo o horizonte, nas várias terrinhas ali í  volta.

De regresso í  sala, jogámos mais um bocado e depois acabámos na conversa até quase í s cinco da manhã. Com alguma dificuldade para trazer tudo de volta, regressámos debaixo de um temporal diluviano.

Ainda estive a conversar com a Dee até depois das seis da manhã e finalmente fomos dormir.

E agora, aí­ vem o mí­tico ano 2001. Espero que seja bom para todos!

Cá para mim, tanto se me dá, como se me deu, sinceramente, porque a Terra existe há bastante mais… mas BASTANTE mais tempo do que há 3 mí­seros e reles milénios. Lá porque os Cristãos decretaram o ano do nascimento de Jesus como iní­cio de uma nova era, não significa que valha a pena estarmos a preocupar-nos com isso.

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